AMERICAN HORROR STORY: COVEN – Resenha dos três últimos episódios da temporada!

cine sant´s

CAPAResenha de American Horror Story: Coven.

Atenção: Contém Spoilers Revelações sobre a história.

Conheça a história de Coven clicando AQUI!

Resenha do décimo episódio AQUI!

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Por Rodrigo Garrit

Guiadas por uma antiga tradição que diz que as bruxas só poderão sobreviver se permanecerem unidas sob uma autoridade forte e singular, cada geração precisa de sua líder, a Suprema.

THE SEVEN WONDERS.

Nenhum teste simples poderia determinar a soberana entre nós.  Para isso, elas devem provar as “Sete Maravilhas” (ou Sete Poderes). Sete Atos de magia avançada, cada um empurrando-as aos limites da sua arte:

TELEKINESIS (Telecinese).

Controle da mente, também conhecido como … CONCILIUM.

TRANSMUTATION (Transmutação).

DIVINATION (Adivinhação).

VITALUM VITALIS … O equilíbrio da balança entre uma força de vida e outra …

DESCENSUM … Uma descida perigosa para os mundos inferiores da vida após a morte …

PYROKINESIS (Pirocinese).

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AMERICAN HORROR STORY: “Protect the Coven” (S03E11)

Conhecemos um pouco mais do passado de Madame Lalaurie,  em flasbacks passados em 1840, onde testemunhamos pela primeira vez sua mudança de Paris para os EUA, e os primeiros sinais de sua compulsão doentia de torturar e mutilar seus escravos. Para quem estava quase se apiedando da personagem que ganhou imortalidade e ficou 70 anos enterrada dentro de um caixão para ser despertada e virar empregada das bruxas, vemos nesse episódio que ela mereceu cada segundo de sofrimento e que sua personalidade continua tão ou talvez mais doentia do que antes. Madame Lalaurie, brilhantemente interpretada por Kathy Bates é inspirada em uma pessoa real, que de fato, também cultivava esses hábitos sanguinários.

O retorno de um fantasma possibilita que ela se vingue de Marie Laveau, mas enfrentar a rainha vodu imortal das bruxas pode ser um desafio maior do que ela pensava.

Por falar em retornos, a porta giratória que separa o mundo dos vivos do mundos dos mortos não para de rodar. Queenie, que havia sido dada como morta no massacre dos caçadores que exterminou todas as bruxas africanas comandadas por Laveau aparece viva e bem; mas no caso dela, não chegou a a travessar o outro lado, foi salva por seu próprio poder de causar dor aos outros ferindo a si mesma,  nesse caso levado ao extremo, ao dar um tiro na própria boca e estourar os miolos de Hank, ex-marido de Cordelia e caçador infiltrado. Esse aumento de poder coloca Queenie novamente na lista de candidatas a próxima Suprema.

Fiona e Laveau empreendem o ataque final ao conglomerado de caçadores, com a ajuda do Homem do Machado, assassino fantasma e atual namorado da líder do clã.

Cordelia, sentindo-se uma inútil, faz um sacrifício tremendo para recuperar a clarividência, destruindo seus próprios olhos. O que ela prever agora, pode ser apenas aquilo que todos já sabiam: a maior inimiga das bruxas está entre elas desde o começo.

Zoe é aconselhada por Myrtle e foge do clã junto com seu namorado zumbi. Mas será mesmo possível fugir da maldição de ser quem se é?

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AMERICAN HORROR STORY: “Go to the Hell”. (S03E12)

O fim está chegando, e mesmo  aquelas que estão vivas há mais tempo do que deveriam encontrarão seu destino. Fiona ludibriou por tempo demais o equilíbrio, e está na hora dela finalmente abandonar o posto e deixar que surja uma nova Suprema. Não que ela aceite isso, é claro. E para isso ela conta com a ajuda de seu amante, o assassino psicopata renascido dos mortos, músico das antigas e estripador de garotas conhecido como Homem do Machado.

Mas depois de tantas traições, manipulações e magia negra, o destino de Fiona estaria selado por um reles coração partido?

A velha rusga entre em Madame Delphine Lalaurie e a Rainha Vodu Marie Laveau será decidida de forma definitiva, e não importa quem vença, Papa Legba estará lá para tomar sua parte na barganha.

Nada nem ninguém pode impedir o destino das novas alunas da Academia Miss Robichaux. Zoe, Madison, Queenie e Misty… todas elas farão os testes para descobrir que será próxima líder do clã. É hora delas se submeterem à prova final:  THE SEVEN WONDERS.

Sete testes. Sete poderes. E só uma poderá manifestar e controlar todos eles. Ou morrer tentando.

Esse episódio prepara o fim da temporada, que infelizmente sofre do mesmo mal das temporadas anteriores: ótimas ideias, grandes tramas e o mal aproveitamento delas. Não que tudo tenha despencado de forma irreversível, mas fica ainda aquele gosto de que muitas (MUITAS) coisas poderiam ter sido melhor exploradas desde o início, exatamente para que não houvesse a necessidade de correr com a história na reta final para conseguir fechar todas as pontas soltas.

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Uma das melhores coisas foi ver as bruxas (enfim) trabalhando juntas para defender o clã ao invés de tentar matar umas as outras. A “porta giratória” entre a vida e a morte parece ter dado uma travada. Nan continua morta e não deve voltar. E agora, tão perto do fim, parece ter sido estabelecido uma limitação para o dom da ressurreição, nos deixando a sensação de que pelo menos por ora, quem morrer deverá ficar morto.

Apesar da minha vontade de ver mais, de uma certa decepção por algumas decisões tomadas e da grande expectativa gerada, ainda fico satisfeito com a qualidade do episódio entregue, e maravilhado com a brilhante atuação do elenco.

O último capítulo promete fechar um ciclo. Mas como em Coven tudo é muito imprevisível, só mesmo manifestando Divination pra ter certeza.

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AMERICAN HORROR STORY: “The Seven Wonders”. (S03E13 – season finale)

Balenciaga!

American Horror Story não é uma série de tevê tradicional. Cada temporada é uma nova história, com outra continuidade, contando com alguns dos atores das temporadas anteriores vivendo novos personagens e abrigando novos rostos. Antes de começar quero dizer que existem aqueles que costumam comparar as temporadas e tentar decidir qual é a melhor. Cada uma foi bastante diferente da outra, tendo em comum apenas a óbvia presença do tema Horror. A primeira, “Murder House”, lidava com os espíritos de uma casa mal assombrada. A segunda, “Asylum”, mostrou os horrores vividos pelos internos de um hospício, onde, seja loucura ou não, presenciamos possessões demoníacas, a ação de um serial killer, experimentos com humanos transformados em monstros canibais e até alienígenas. A terceira temporada, “Coven”, trouxe o tema das bruxas e o usou de forma surpreendente. Vimos as bruxas tradicionais e a história de seu clã, além do recrutamento de novas bruxas no melhor estilo “Escola para jovens superdotados do Professor Xavier”, mas ao invés de mutantes, abrigando garotas que nasceram o dom da bruxaria. Apesar de a primeira vista isso parecer ter tudo para dar errado, foi muito bem desenvolvido e fez de Coven uma das séries mais interessantes do momento e se manteve excepcional até certo ponto da metade da temporada, quando começou a apresentar algumas inconsistências de roteiro e situações consideradas por demais desnecessárias, como a banalização da morte, por exemplo. O dom da ressurreição manifestado pela bruxa Misty Day era algo interessantíssimo, mas foi usado em demasia, e parecia não haver quase nenhuma limitação para ele. Assim, personagens morriam e voltavam o tempo todo. A maioria, pelo menos.

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A ausência de inimigos a altura das bruxas também foi um fator determinante para esses deslizes na qualidade da história. As bruxas rechaçaram rapidamente  todos os que se levantaram contra elas, incluindo a antiga ordem da caçadores de bruxas que teve até mesmo um de seus membros infiltrado entre elas, tendo se casado com Cordélia.

Sem inimigos dignos, as bruxas se voltaram umas contra as outras. Não apenas as bruxas africanas, lideradas pela rainha Vodu Madame Marie Laveau, mas entre as próprias bruxas brancas numa disputa para descobrir quem seria a próxima Suprema.

O fim da temporada pecou por gerar muita expectativa e obviamente não ser capaz de atender a idealização dos fãs. Ficou devendo mais explicações… ou essa ausência de explicações é mais ingrediente para o horror? O fato é que ficou um amargo gosto das coisas mal resolvidas ou finalizadas às presas. Coven teve uma estreia sensacional e prometia ser a melhor de todas as temporadas de American Horror Story. Mas mesmo com toda as pequenas decepções, o saldo dela como um todo é positivo, seja pela presença de atrizes do calibre de Jessica Lange e Katyh Bates, seja pelos grandes momentos vividos por alguns dos personagens durante a trajetória que foi percorrida até o final.

Algumas questões já haviam sido finalizadas nos episódios anteriores. A disputa pessoal entre a rainha Vodu e Madame Lalaurie findou de maneira trágica para ambas, compartilhando seu lugar no inferno do Papa Legda. Fiona, a atual Suprema, parecia ter encontrado seu destino e finalmente deixado o caminho livre para a sua sucessora. Mas Fiona sempre foi cheia de surpresas.

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Stevei Nicks retornou para uma participação no começo do episódio, criando um “Momento Glee”, com sua canção “Seven Wonders”… talvez tenha sido desnecessário… mas foi legal. (Vale lembrar que American Horror Story é criação dos mesmos autores de Glee).

Esse episódio de fim de temporada foi todo dedicado aos testes pelos quais as bruxas devem passar para descobrir qual delas é digna de se tornar a nova Suprema. Elas precisam enfrentar todas as provas e manifestar os Sete Poderes (The Seven Wonders). Algumas não sobrevivem, outras recebem um destino injusto e outras ficam apenas frustradas. Pois só pode haver uma Suprema para esta geração.

E ela é…

Espera, eu fiquei realmente desapontado com o desfecho dado para Misty Day. Quer dizer, depois de trazer tantos de volta à vida, ficar presa no inferno? Quando Nan morreu, também achei injusto, mas pelo menos ela supostamente está em paz… não que se possa confiar que alguém como o Papa Legda seja capaz de conduzir alguém a um caminho de paz…

Queenie pareceu meio ter sido descartada durante os testes, o que me fez achar ela seria a Suprema, mas ao invés disso ela se tornou parte do conselho, juntamente com Zoe. Madison quase me enganou, mas não foi capaz de realizar um simples feitiço de adivinhação e encontrou seu destino pelas mãos de alguém que ela matou e ajudou a trazer de volta à vida…

Por fim, a Academia Miss Robichaux está de portas abertas para receber todas a garotas especiais espalhadas pelo mundo, a fim de que possam aprender com sua nova Suprema a controlar suas habilidades e manter um convício pacífico entre humanos e mutantes bruxas.

Um feliz final  para uma grande história de horror.

Feliz para quase todo mundo.

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E o tema da próxima temporada de American Horror Story será…?

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6 comentários sobre “AMERICAN HORROR STORY: COVEN – Resenha dos três últimos episódios da temporada!

  1. Amei a temporada Coven, pra mim foi a melhor de todas já q o tema espíritos e loucuras no hospício não me faz nem cócegas kk Prefiro a de bruxaria, mas confesso que me decepcionei um pouco com o fato da Zoe não ter sido a Suprema. Mas o último episódio foi simplesmente lindo 🙂

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  2. Este seriado sempre me pareceu repetitivo, mas esta temporada pode ter sido boa. Quando tiver a oportunidade assistirei, o tema das Bruxas me fascina.

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