Arqueiro Verde: A Parábola da Flecha!

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CAPAUma análise do Arqueiro Verde de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino.

Este artigo contém spoilers.

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Por Rodrigo Garrit

Com as mudanças ocorridas no Universo DC depois do seu famigerado evento conhecido como “Os Novos 52”, que (mais ou menos) reiniciou a história de seus personagens, conhecemos um rejuvenescido Oliver Queen, vulgo Arqueiro Verde. A premissa idealizada para modernizar o personagem foi interessante, mas mal executada. Embora os autores envolvidos já tenham provado seu valor em trabalhos anteriores, parecem não ter conseguido achar o tom correto, o que se traduziu em histórias medianas ou enfadonhas. Esse reinício se deu com J.T. Krul,  Keith Giffen e Dan Jurgens nos roteiros, com desenhos de Jurgens e arte-final de George Pérez. A partir de Green Arrow 7, a escritora Ann Nocenti assumiu os roteiros, com Harvey Tolibao cuidando da arte. (O artista Steve Kurt ilustrou apenas a edição 10).  Judd Winick roteirizou o número zero de Green Arrow, com arte de Freddie Williams II. Ann Nocenti voltaria aos roteiros na edição seguinte, unindo-se a Williams para  finalizar sua passagem pelo título Green Arrow 1 à 12 incluindo a edição zero foi publicado pela Panini na revista do Flash, que hoje não existe mais, embora as histórias do Corredor Escarlate continuem saindo em Universo DC. As edições 14, 15 e 16 de Green Arrow foram publicadas na revista Universo DC, e partir no número 17 americano, com a estreia da nova equipe criativa capitaneada por Jeff Lemire, suas histórias começaram a sair em revista própria aqui no Brasil.

A DC sabe do potencial do Arqueiro, tanto por seus grandes sucessos publicadas no passado e até hoje lembrados, como sua fase áurea com Neal Adams e Denny O´Neil, além das passagens de  Kevin Smith nos roteiros ilustrados por Phil Hester, que também trabalhou na memorável estreia de Brad Meltzer nos quadrinhos, como o arco “A Busca” do Arqueiro, só para citar alguns nomes. Junte a isso a bem sucedida série televisiva Arrow, e não fica difícil perceber que Oliver merecia um tratamento melhor para sua versão em quadrinhos. Assim sendo, o Arqueiro sofreu uma espécie de segundo reboot, não tão drástico quanto o primeiro, mas que mexeu de forma positiva no desenvolvimento de suas histórias. Para tanto, foram recrutados o escritor sensação do momento da DC, Jeff lemire (Homem Animal) e o artista Andrea Sorrentino, que nos deslumbrou com seus desenhos para a série “Eu, o Vampiro“.

Ciente desse novo recomeço, a Panini Comics tomou a atitude mais correta: passou a publicar o personagem em revista própria, dividindo espaço com os títulos “Aves de Rapina” e “Exterminador”, ambos muito mais fracos que as histórias atuais do Arqueiro, mas que de certa forma estão ligadas a ele uma vez que Slade Wilson e Dinah Lance são presença importante na série Arrow. Até achei interessante essa tentativa de estabelecer uma conexão entre eles, mas as histórias da equipe liderada pela Canário Negro e do Exterminador precisam melhorar e muito… Além disso, que fique muito claro: a nova fase do personagem escrita por Lemire tem identidade própria e independente da série Arrow. Muito embora vários elementos possam soar como semelhantes, tratam-se de duas continuidades bem diferentes.

 

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Um novo começo e novos desafios.

Lemire chutou o balde e colocou o título do Arqueiro nos trilhos, tornando-o novamente pertinente ao universo ficcional dos heróis. Para começo de conversa, Oliver perde sua empresa e é injustamente acusado de assassinato, ao mesmo tempo em que começa a descobrir um passado sombrio envolvendo Robert Queen, seu pai. Amigos são perdidos e novos e mortais inimigos surgem. Ele conhece o misterioso Magus, que traça uma linha entre a verdade e o que ele acreditava que era real em sua vida, jogando com novos mistérios, como uma antiga ordem de arqueiros e um artefato extremamente cobiçado conhecido simplesmente como a “Flecha Verde”. Oliver deixa totalmente de lado sua postura de bilionário super bem equipado que combate o crime, e torna-se mais humano e mais digno de ser chamado de herói. O novo roteirista pegou o volante e fez uma curva perigosa, tornando tudo mais interessante, mas a mudança do tom das histórias não foi apenas conceitual, foi também estética. Se antes a revista sofria com uma arte instável, agora parece ter encontrado traço ideal. A arte de Andrea Sorrentino é estonteante e pontua perfeitamente essa mudança de direção. Ele nos brinda com vários detalhes visuais importantes que somam e engrandecem a história. Na trama de Green Arrow 23 (publicada aqui em Arqueiro Verde 7), vemos o reencontro (ou primeiro encontro nos Novos 52) de Oliver com a personagem Shado, num roteiro repleto de mais desconcertantes revelações sobre o passado de Oliver, e onde um acerto de contas é ajustado com o Conde Vertigo. Agora eles seguem numa busca por respostas. Oliver está descobrindo que não sabia nada sobre seu pai e não vai descansar enquanto não obter todo o esclarecimento sobre suas ações, seu envolvimento com a antiga ordem dos arqueiros, comprovar a real existência do artefato “Flecha Verde”, além de é claro, encontrar Komodo, o arqueiro renegado que supostamente traiu e matou Robert Queen.

A flecha foi disparada. Vamos ver onde vai parar.

 

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