ROBIN NUMA REALIDADE ALTERNATIVA EXCLUSIVA QUE VOCÊ SÓ CONFERE AQUI NO SANTUÁRIO!

ARTE SACRAOs Contos do Santuário!

Mais alguns distintos devaneios trazidos até vocês pela Nau Santuário, capitaneando os mares da vastidão improvável da qual são feitos os sonhos…

“O Reflexo de Dick Grayson”.

Por Rodrigo Garrit

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Estou começando a me lembrar…

Conheci essa garota… o nome dela era Debbie. 19 anos, viciada em heroína. A prostituição era apenas uma extensão do vício. Na noite em que eu… acordei… ainda desorientado, devo ter passado algumas horas vagando pelos becos escuros da cidade. Eu não fazia ideia de quem eu era. Estava exausto… e dentro de mim sentia uma tristeza tão grande que poderia ser capaz de me matar.. mas por algum motivo errado da natureza eu ainda estava respirando.

Foi então que vi Debbie, seminua, lutando contra dois “clientes” insatisfeitos… pensando bem, agora não consigo me lembrar se ela estava se defendendo deles ou se era o contrário. Depois disso, tudo foi muito rápido e natural. Eu me vi imobilizando os rapazes, enquanto ela me olhava assustada e ao mesmo tempo obscenamente interessada. Quando os dois estavam inconscientes a meus pés ela veio a mim e me abraçou com força. “Obrigada, Zorro”, ela sussurrou. Eu não entendi naquele momento, mas o som dessa palavra me remeteu a algo tão familiar… Só que eu estava exausto demais. Desmaiei.

Acordei no apartamento de Debbie e ainda era noite. Depois ela apareceu e disse que eu dormi o dia inteiro. Eu estava usando roupas dois números acima, mas segundo ela, eram melhores do que aqueles “trapos velhos, rasgados e coloridos” que eu usava. Ela me entregou uma xícara rachada de café forte e perguntou há quanto tempo eu estava “nessa vida”. Com a ponta dos dedos ela me mostrava uma máscara negra que eu estava usando na noite anterior. “Lindo desse jeito nem precisava tanto fetiche” ela despejou com um falsete na voz e um olhar que parecia me enxergar por dentro.

Eu apenas tossi de volta. Mergulhei o café amargo na garganta e voltei ao travesseiro. Precisava me concentrar e entender o que estava acontecendo.

Debbie me acordou bruscamente. Eu havia dormido de novo, não sei por quanto tempo dessa vez. Ela estava muito assustada e falava muito rápido… eu não conseguia entender nem uma palavra. Fixei meu olhar no batom borrado em seus lábios. Era de um vermelho vivo e brilhante. Conforme minha mente clareava, vi que a mesma tonalidade estava impregnando suas mãos e roupas. Era sangue, mas não o sangue dela. Então a porta da frente foi derrubada numa explosão de fúria. Três homens armados invadiram o quarto e eu sabia só pelo seu olhar que sua intenção não era deixar nenhum de nós vivo.

Naquela hora, algo despertou em mim. Agarrei Debbie pela cintura e voei com ela pela janela.

“Voar”, obviamente, é apenas força de expressão. Estávamos no quarto andar e havia uma pequena marquise em péssimo estado de conservação que não suportou nosso peso. Caímos rumo à morte certa, quando meu braço direito inclinou para cima, enquanto o esquerdo prendia firmemente o corpo de Debbie junto ao meu. Então agarrei uma grade de proteção da escada de incêndio do andar de baixo. Senti meus tendões estourarem, mas aguentei firme, girei o corpo e com a agilidade de um gato, nos joguei na marquise seguinte do andar de baixo até alcançarmos o chão, como se isso não fosse insano… como se não fosse algo impensável.

Ainda tínhamos alguns momentos, os homens armados esperavam encontrar cadáveres e não dois sobreviventes a uma queda dessa altura. Estávamos num beco sem saída, com uma mureta bloqueada por um caminhão de lixo e várias caixas de papelão espalhadas. Empurrei Debbie para detrás de uma coluna do prédio adjacente… não era o melhor esconderijo do mundo, mas pouca proteção é melhor do que nenhuma proteção.

Os homens chegaram ensandecidos, pulando como animais pelas escadas de emergência do prédio. Antes de nos virem já estavam atirando. Eles queriam o nosso sangue, mas eu já esperava por isso.

O primeiro deles descarregou cinco das seis balas que sua pistola suporta num amontado de papelões que ele acreditou ser nosso esconderijo. Antes de dar-se conta de seu erro, já estou fraturando seu braço e causando uma luxação em sua perna esquerda. O segundo e o terceiro chegam quase que ao mesmo tempo. Atinjo a testa de um deles com a arma do primeiro homem com força suficiente para atordoá-lo, em seguida colocando-o para dormir com um golpe de Aikidô. A arma ainda tinha uma bala… mas por alguma razão que não compreendo,  balear qualquer um deles é algo inaceitável. Quando então fico na mira do terceiro homem, olho fixamente dentro de seus olhos por alguns segundos. Não sei dizer o que ele viu refletido em minha retina, mas sua hesitação foi o suficiente para que num átimo meu pé estive em sua garganta.

Ao ver os homens inertes, eu cometo o erro de fechar os olhos, respirar fundo e relaxar. Quando dou por mim, Debbie está com a arma do primeiro homem nas mãos. Aquela que ainda tem uma bala. Ela está mirando em mim.

“O-Olha… me perdoa… não sei que tipo de tira ou ninja você é… mas eu não posso deixar você me levar para…”

“Calma, Debbie. Abaixe essa arma e vamos conversar. Eu… acho que não sou tira ou ninja… não sei quem eu sou, na verdade. Mas aconteça o que tenha acontecido, nós podemos resolver juntos… eu posso te ajudar se você deixar…”

“EU SOU UMA ASSASSINA! Esses… esses homens só queriam vingança… eu matei o Rupert… Rupert! Que nome idiota pra um inglês metido a besta. Ele era meu cafetão, e também meu traficante. Acontece que eu devia dinheiro demais pra ele entende? E-Eu… não queria essa vida, sabe? Eu juro… Ainda mais agora que descobri que… estou grávida… desta vez eu gostaria de tentar… de ter esse filho, entende? Mas ele não ia aceitar isso… ia me obrigar a tirar a criança… de novo… eu… eu não poderia…”.

O discurso de Debbie foi interrompido pelo som do tiro disparado por um dos homens no chão, que alvejou a pobre moça. Tarde demais, eu chuto a arma para longe e piso em sua mão quebrando seus dedos. Tarde demais…

Era o fim de Debbie… seu filho… uma família destruída em um beco escuro por um único disparo de arma de fogo.

Uma chuva fina começou a molhar meu rosto e a restaurar minha memória…

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Voltei ao apartamento de Debbie, recolhi a única coisa que me pertencia… o “traje colorido” a qual ela se referiu…

Debbie possuía um pequeno Notebook com acesso a internet. Acesso a rede procurando informações e fico completamente aturdido com o que vejo. Sinto uma leve náusea ao ler as noticias… isso só pode ser um pesadelo… mas meu pulso está normal, minha respiração também… não parece que eu tenha inalado o gás do medo ou qualquer outra toxina alucinógena… preciso colocar a mente no lugar. Vamos Dick, use a sua mente analítica. Descubra o que está acontecendo.

Espero a policia e a noite chegarem. Apenas essa última aparece. Crimes parecem ser um tanto quanto banais nessa vizinhança. Visto o traje e começo minha busca.

Viajo de carona em cima de um caminhão de carga. A essa hora da madrugada, com pouco movimento nas ruas, não vou ser notado. Além disso, eu sei muito bem ser discreto.  Não foi difícil encontrar um carregamento de tabaco indo para Gotham… felizmente algumas coisas parecem não ter mudado.

São quase 04:00h da manhã quando chegamos em Gotham. Desço de minha carona e sigo para o prédio da prefeitura. As coisas parecem familiares e ao mesmo tempo terrivelmente diferentes… é como se tudo o que eu conhecia tivesse sido… remodelado!

Invado o prédio com cautela… até saber o que houve, preciso  agir com extrema cautela. Ainda tenho algumas horas até os primeiros funcionários chegarem… só preciso me preocupar em me esquivar dos vigilantes e câmeras de segurança.

Felizmente meu cinto ainda tem todos os apetrechos que preciso… destranco as portas sutilmente para não causar alarde. Chego na sala de arquivos  e rezo para não encontrar o que sei que vou encontrar…

… registros de propriedades de Bruce Wayne… contratos  de suas empresas… tudo em nome de Bruce… apenas Bruce Wayne… solteiro. Nenhuma menção a Selina. E muito menos de Helena…

Fato 1: Richard Grayson foi acolhido pelo milionário Bruce Wayne após ter presenciado a morte de seus pais durante uma apresentação circense dos “Graysons voadores”.

Fato 2: O jovem pupilo logo ficou sabendo que seu novo tutor era secretamente o vigilante conhecido como “Batman’. Fascinado e extasiado, o garoto empenhou cada segundo da sua vida para ser tornar o parceiro desse herói. Assim nasceu “Robin”.

Fato 3: Desentendimentos fizeram Richard se afastar de Bruce, voltando-se mais e mais para a equipe de heróis jovens conhecidos como “Novos Titãs”. Anos mais tarde, ele abandonou o manto de Robin assumindo a identidade de “Asa Noturna”. Bruce por sua vez acolheu outro jovem, Jason Todd que viria a se tornar um novo Robin,  sendo assassinado pelo Coringa anos mais tarde….

Não.

Não confere. Não pode ser. Não foi assim que aconteceu.

Meu Deus, será que enlouqueci de vez?

E quem diabos são esses NOVOS TITÃS?!?

Sinto um embrulho no estômago. Tenho vontade de chorar. Não, não posso ficar desesperado… mas… como é possível? As pessoas que conheci… não existem? Ou existem de um modo diferente… esse Bruce… definitivamente  não é meu mentor. E, esse outro Dick Grayson… ele é esse “Asa Noturna”? Abandonou Bruce? Eu nunca faria isso…

Agora é hora do tudo ou nada. Preciso de ajuda e as únicas pessoas que confio estão aqui em Gotham…  e é estranho pensar que não estejam na Mansão Wayne…

São quase meio dia agora. Não costumo me balançar pelos prédios durante o dia, ainda mais nessa Gotham desfigurada… mas pelo menos encontrei… o prédio que serve de quartel general para a Sociedade de Justiça. Se alguém pode me ajudar… são eles…

– Nem mais um passo, “garoto prodígio”. Alías… não está um pouco velho pra essa roupinha, “Robin”?

Olho para trás e meu coração quase para. É ela! Obrigado meu Deus! É ela!

– Helena!

Vôo em sua direção, quero abraça-la com força… eu sei que agora que ela está aqui, tudo vai ficar bem… ela vai me explicar o que houve e tudo vai ficar bem…

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– Devagar aí, “Romeu”! – Ela diz, me lançado uma voadora que me arremessa contra a mureta da cobertura do prédio onde estamos. Antes que eu possa clarear a visão, ela está apontado uma seta para mim. Que olhar selvagem é esse… Helena, o que fizeram com você?

– Que papo é esse de “Helena”, meu caro? Quem é você?

Preciso desfazer qualquer dúvida. Preciso acabar com essa farsa. Eu tiro minha máscara.

– Helena sou eu! Dick! Por favor… diga que me reconhece!

– Dick? Mas… o que houve com você? Parece mais velho… e que ideia é essa de voltar a se vestir de Robin? Que diabos está acontecendo?

– Helena, não sei que tipo de lavagem cerebral fizeram em você, mas nós nos conhecemos! Já lutamos centenas de vezes juntos… não sei quem é esse impostor que anda  por aí vestido como “Asa Noturna”, mas eu SOU o verdadeiro Dick Grayson… Robin, parceiro do Batman… seu PAI… Bruce Wayne!

– Como é? Meu “pai”?

– Tente se lembrar… você é Helena Wayne… filha de Bruce e Selina… decidiu seguir os passos de seus pais honrando os nomes de Batman a da Mulher Gato como Caçadora!

– Oráculo? Temos um problema.

– Quem é Oráculo?

Oráculo, como fiquei sabendo depois, é uma espécie de ligação e informante dos mocinhos. Em pouco tempo ela entra em contato com a sede da SJA e arranja um encontro.

Horas depois, estou caminhando pelos corredores do prédio… essa SJA não é do jeito que me lembro… nada mais é. Será que enlouqueci de vez? São tantos rostos novos… até que enfim vejo alguém muito familiar. A prima de Kal-l. Poderosa. Não que ela vá me reconhecer.

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– Robin? É você mesmo?

– Sim, Kara… mas não o que você conhec…

Antes que eu possa terminar a frase, ela me abraça tão forte que quase quebra minhas costelas. Vejo seus olhos marejados e o sorriso… meu Deus… será possível que no meio dessa loucura toda… essa seja a minha Kara?

– É claro que me lembro de você… nós éramos amigos na Terra 2!

– Eu havia deduzido que de alguma forma tivesse sido transportado para outra Terra… mas aqui não parece ser a Terra 1 que costumávamos visitar… nem nenhuma outra Terra…

– E não é mesmo Dick… é… muito complicado explicar. Até agora eu achei que fosse a ultima sobrevivente daquela Terra 2. Como você veio parar aqui?

– Minha memória não está ajudando muito… tudo está vindo misturado na minha mente… lembro de estar lutando na Crise… Eu, Helena e… como era mesmo o nome dela? Quartzo? Sim… ela era uma Titã. Agora sei quem são os Titãs… agora tudo começa a fazer um pouco mais de sentido… por mais surreal que seja a realidade… eu me lembro da tal “Precursora” na Torre Titã, explicando… tentando explicar… tudo foi uma grande explosão de tinta colorida e brilhante, rumando imprecisas como espermatozoides a caminho do útero. Então tudo o que era, não foi apagado. Simplesmente nunca existiu. Minha vida agora é como uma névoa, sou uma sombra e meu passado são lembranças de quem ninguém se recorda.  Eu estive longe… perdido e sem rumo. Meus amigos… meu mundo se foi. Sou uma maldita aberração, uma anomalia cósmica que nunca existiu. Mas já que estou aqui, não vou me entregar. Meu mentor me ensinou que não importa o quanto a situação possa ser desesperadora, sempre há esperança. Existe um ensinamento zen budista que diz que “o homem existe para inexistir”. Toda a minha realidade nunca existiu… então que diabos eu sou?

Calma, rapaz. Cabeça fria. Lembre do que ele dizia. Lembre…

– Não se martirize, Dick. Sempre teremos um lugar pra você aqui… sei que falo por toda a Sociedade. Não faz muito tempo que abrigamos um Superman de outra Terra…

– Karen, eu agradeço a oferta… mas não tenho certeza se consigo me encaixar… você com certeza está aqui por algum motivo… e sei que está fazendo a diferença… mas eu não posso viver sabendo que quase todos que conheci não existem… entenda, isso seria enlouquecedor…

– Eu sei de alguém que pode ajudar.  – Diz um senhor imponente, apesar do capacete de metal. Outro rosto conhecido meu, embora eu não seja para ele. Seu nome é Flash… e se tem alguém que pode se mover de uma Terra para outra… é ele.

– Jay, não sei se isso é boa ideia.  – Diz a Poderosa, preocupada. – Há algum tempo Gog me enviou para uma outra Terra… mas não era a minha Terra 2. Me dói pensar, mas talvez… ela não exista mesmo.

– Talvez Gog não tido mesmo a intenção de te devolver para a Terra certa, Karen… ou talvez ele não pudesse te enviar precisamente para a sua Terra. Mas com a ajuda da esteira cósmica  e Barry… talvez seja totalmente possível. Pra ser sincero já havia conversado com ele sobre isso, para o caso de você querer voltar… e existe uma chance sim. O que me diz? – Pergunta Jay Garrick, um dos homens com coração mais bondoso que já conheci.

– Bem – responde Karen, hesitante. – Kal-l e Lois estão mortos. Não sei o que tem pra mim na Terra de onde eu vim… mas sei o tenho aqui. Se Dick quiser tentar voltar, tudo bem. Eu vou ficar.

– Karen, tem certeza?  – Eu pergunto. Não entendo porque ela prefere ficar nessa Terra estranha…

– Dick… eu não apenas encontrei, eu conquistei o meu direito de estar aqui. Houve um tempo em que eu não pensaria duas vezes se tivesse a oportunidade de voltar, mas as coisas mudaram… onde quer que ele esteja, sei que Kal-l concordaria comigo…

– Muito bem então minha amiga… vou sentir sua falta…

– Eu também… quando voltar, diga a Helena e aos outros que os amo muito… e que nunca vou esquecê-los…

– Você também nunca será esquecida, “Garota de aço”…

Eu abraço Karen sabendo que nunca mais a verei.

Não me sinto tão triste desde que Bruce morreu.

Horas depois estamos no museu do Flash. Eu sabia que um equipamento tão perigoso quanto a esteira cósmica não poderia ser guardado num simples museu. O que temos é apenas uma réplica. O item original fica vários metros abaixo da superfície, onde Barry Allen, o Flash dessa Terra mantém um laboratório secreto e particular, mantido com fundos das empresas Wayne, Queen e Kord. Pouquíssimos privilegiados sabem da sua existência… e  se tudo der certo eles não precisarão se preocupar comigo… não pretendo contar esse segredo nem na minha Terra.

Barry me explica que a viagem para outras Terras é extremamente perigosa e imprevisível… mas que a tecnologia da esteira consegue localizar o local mais próximo possível do meu lar através da minha estrutura molecular e padrão vibracional próprios… e todo esse papo maluco de ficção científica que não entendo lhufas. Só espero que dê certo…

Eu digo aos Flashs que entendo o perigo e aceito sem pestanejar. Digo também que se algo der errado, assumo totalmente a responsabilidade e os livro de qualquer culpa.

Vários testes são feitos. Vários equipamentos são ligados. Barry comenta que a esteira teve aprimoramentos desde a última vez que tentou algo assim… ela recebeu upgrades de Rip Hunter, Brainiac 5 e até de um vilão chamado “Chronos”, que nunca ouvi falar.

Horas depois sou colocado numa plataforma e ligado a vários eletrodos que estudam cada célula do meu corpo. Barry calibra o equipamento de acordo com a informação que recebe. Em seguida, os dois começam a correr em círculos a minha volta… tudo fica borrado… olho para minhas mãos e parece que estou me desintegrando…

“O homem existe para inexistir”.

Sinto uma dor terrível…

e nada mais…

2

Uma grande explosão destrói parte do laboratório. Jay está desmaiado, com um ferimento na testa. Barry ainda tonto percebe que existe mais alguém no laboratório.

– Então você achou podia esconder esse cantinho de mim, Barry? – Diz o homem com um sorriso irônico tão amarelo quanto seu traje. É o Flash Reverso.

– Maldito… você não sabe o que fez… sua intervenção desviou Robin do Fluxo… ele pode estar em qualquer lugar agora… pode estar…

– Morto? Ah, sim Barry, vamos ser realistas… é claro que ele está morto… esse é meu trabalho amigão… DESFAZER todo o pretenso bem que você faz… REVERTER tudo aquilo que você acredita… para só então.. MATAR voc…

– Hoje não, pote de mostarda. – Diz Jay, após arremessar seu capacete num golpe certeiro na cabeça do Flash reverso, deixando inconsciente.

– O-Obrigado Jay… eu…

– Não se culpe, Barry. Ele sabia dos riscos. Mas diga… sinceramente… acha que o Robin vai ficar bem?

– Sinceramente? Eu sei que se foi possível pra esse pássaro voar de volta pra casa… nada foi capaz de impedi-lo.

– Assim seja, meu amigo. Assim seja.

1

* O texto acima é um fanfic. Todos os personagens são de propriedade da DC Comics.

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