Os seis piores Seres das Trevas para se encontrar numa sexta-feira 13… (ou qualquer outro dia do ano…)

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1“Não está morto o que pode eternamente jazer, e após eras estranhas, até mesmo a morte pode morrer”

H.P. Lovecraft

Demorou mas aconteceu de novo. É SEXTA FEIRA 13, quando o Santuário baixa sua guarda e as sombras fazem a festa. Neste malévolo espetáculo, apresentaremos (com muito receio) os seis indivíduos mais malignamente malvados que pudemos pensar. Da ficção aos mitos e lendas, da carne humana até a divindade (ou o inverso disso), saboreiem da luxúria de mais uma Sexta Maldita. (Ou fujam enquanto ainda é tempo…)

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Professor Moriarty

Criado por Sir Arthur Conan Doyle

Andrew Scott interpretou Moriarty na série Sherlock.
“Clique-me”

Alguém que você nunca irá querer ter como inimigo.

Esqueça Lex Luthor, Wilson Fisk ou Al Capone. A maior e mais perigosa mente criminosa do universo pertence ao Professor Moriarty. Um gênio sem igual, cujo único nêmese era encontrado na figura de seu inverso oposto, o maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes.

Indiferente ao produto de seus crimes, Moriarty parece mais interessado em torturar a alma do maior número possível de pessoas, talvez encontrando nisso um alívio para o imenso tédio em que sua mente facilmente é submersa.

A genialidade de Moriarty só rivalizava com sua perversidade. Ele era capaz de destruir seus inimigos de tal forma a fazê-los acreditar que mereciam ser destruídos, criando uma rede de mentiras construída de forma tão sólida, que se tornava mais aceitável do que qualquer verdade.  Existem várias versões para o personagem criadas no decorrer dos anos, mas no clássico criado pelo autor de suas histórias, Moriarty encontra sua morte junto com Sherlock, quando ambos despencam das Cataratas de Reichenbach, na Suíça, encerrando assim a vida do maior detetive e do maior criminoso de suas épocas.

Ou assim ele (eles) quer (querem) que se acredite.

 

Cthulhu

Criado por H.P. Lovecraft

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Um dos Antigos, seres mais velhos que o universo, que existem numa outra dimensão e em raras ocasiões se conectam com a humanidade, Cthulhu é uma entidade de imenso poder, venerada como um deus por alguns que pregam o seu evangelho e anseiam pela sua volta. É recorrente em rituais de feitiçaria, onde ocultistas buscam barganhar com ele em troca de poder ou o simples conhecimento de suas maravilhas. Cthulhu é chamado por alguns de “O Mal Supremo”, ele não pode ser domado, tampouco controlado. Cthulhu existe para reinar, destroçar o que não lhe convém e estender seus tentáculos por todas as dimensões até todas sejam Cthulhu.

Parte celebradíssima da mitologia criada por Lovecraft, já foi usado incontáveis vezes em várias adaptações, influenciando através de gerações muitas histórias, e tornando-se imortal, inquestionável e enfurecido através delas. De certo modo, seus tentáculos já estão cravados em nossas mentes, daqui até os nossos descendentes.

Um dia Cthulhu deixará de ser paciente, e quando ele despertar, será o fim daquilo que conhecemos como vida.

Tudo será Cthulhu.

 

Morgana Le Fay

Não há autor a que se atribua a sua criação, uma vez que ela surgiu a partir de antigos mitos.

Eva Green interpretou Morgana na série Camelot
Eva Green interpretou Morgana na série Camelot.

Morgana ou “Morgaine Le Fay” ou ainda “Morgana das Fadas” como também é conhecida na Grã-Bretanha. Mas não pense que ela terá a mesma inocência de uma fada. O nome Morgaine é de origem celta e significa “Mulher que veio do mar”.  Ela foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon e foi treinada para se tornar a Dama do Lago, mas sua ambição a fez procurar por muito mais. A jovem impressionou o grande Merlin, que por um certo período fez dela sua aprendiz. Mas ela subverteria os ensinamentos do mago, adentrando os segredos proibidos da magia negra e cortejando sem pudor as trevas.

Morgana era meia-irmã do Rei Arthur, a quem seduziu durante o ritual celta da fertilidade conhecido como Beltane, gerando assim seu herdeiro, Gwydion, que mais tarde passaria a ser conhecido como Mordred, tornando-se o inimigo mais implacável de Arthur, arrastando-o para uma guerra que culminaria na morte do pai e do filho.

Com seu ódio e seus feitiços profanos roubados de Merlin e pervertidos por ela, Morgana provocaria a queda de Camelot e da Grã-Bretanha, imergindo o reino numa Era das Trevas dominada pelos Saxões.

 

As Eríneas

Criadas pelos antigos mitos gregos

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As três bondosas damas são conhecidas como Megera (rancor), Tisífone (castigo) e Alecto (inominável).

Também conhecidas como “As Fúrias” pelos romanos são três damas que são apenas uma e elas representam a vingança pura e simples, principalmente sobre o derramamento de sangue familiar. Os gregos também a chamavam de Eumênides, cuja tradução é Benevolentes, ou bondosas. Uma bajulação usada por medo de ver a fúria delas cair sobre si.

As Eríneas surgiram a partir do sangue derramado do deus Urano sobre Gaia, quando este foi castrado por seu filho Cronos, imergindo da deusa da vida repletas de ódio e sede de vingança. Elas habitam o Érebo (ou Tártaro, um equivalente do inferno para os gregos), e lá torturam as almas condenadas por Hades e repousam até que sua justa vingança seja solicitada. Elas são forças primitivas da natureza e apenas se dão por satisfeitas com a violenta morte daquele que perseguem.

Elas vivem à margem do Olimpo e não respondem a nenhum deus ou mortal. E ambos estão a mercê de sua inescapável fúria.

 

 

Asmodeus

Impossível atribuir um criador para o mito

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Demônio hebreu da sensualidade e luxúria, originalmente “criatura do julgamento”.

É considerado um dos sete príncipes do inferno abaixo somente de Lúcifer (o Imperador do Inferno) e Belphegor (o Rei dos Ciclos). É o demônio representante do último pecado, a Luxúria, concepção dada ao considerado pior dos pecados. Sua origem difere muito conforme a fonte, alguns consideram-no como um anjo caído, porém alguns escritos judaicos indicam Asmodeus como o “Rei Esquecido de Sodoma”, nesse conto Asmodeus é visto como o homem mais impuro já nascido, e aquele que guiou Sodoma à luxúria. Alguns teólogos consideram a destruição de Sodoma como um meio de matar Asmodeus, e não como prelúdio do Dilúvio. Já no livro deuterocanônico de Tobias, ele é citado como o assassino dos noivos de Sara. Deus envia o Arcanjo Rafael para guiar Tobias, encontrar Sara e prender o demônio nos mais altos picos terrestres. Depois de completar sua missão, o Arcanjo cura Tobit pai de Tobias e retorna para a Corte celeste.

Segundo seitas satânicas, a letra inicial de seu nome é parte integrante do acrônimo Baal, nome do deus pagão citado tanto nas escrituras sagradas do Torá (judaísmo) quanto na Bíblia (cristianismo), que se traduz nos nomes dos demônios Belzebu, Astarot, Asmodeus e Leviatã.

Asmodeus é normalmente representado como uma espécie de quimera, com asas e três cabeças: uma de homem com hálito de fogo, uma de touro e uma de carneiro, símbolos de virilidade e fertilidade. Porém, pode ser representado também como uma espécie de feiticeiro capaz de adotar a forma de aranha. Por se tratar de um humano que virou demônio e não um anjo caído, Asmodeus possuí o livre arbítrio, negado aos anjos, sendo considerado a Arma de Lúcifer para derrotar o Messias.

No folclore judeu foi amante de Lilith que á considerada a primeira esposa de Adão, anterior a Eva. Deixou o Jardim do Éden por sua própria iniciativa e se instalou próximo ao Mar Vermelho, juntando-se lá com Asmodeus, que seria seu amante, e outros demônios. Ela é também considerada simbolo da luxúria.

 

Sauron

Criado por J.R.R. Tolkien

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No início dos tempos, antes que os Valar entrassem em Arda (a Terra), Sauron era um dos mais poderosos Maiar, aprendiz de Aulë.

Sauron se sentiu atraído por Melkor, ou Morgoth, tornando-se seu tenente mais fiel e sendo o segundo depois dele, mesmo quando o Vala foi derrotado e aprisionado nos confins do mundo.

Na Primeira Era, ele aparece como antagonista de Beren e Lúthien na Balada de Leithian. Após a derrota de Morgoth, os Valar intimaram Sauron a comparecer em julgamento, onde seria tratada a sua pena. Depois que ela fosse cumprida, ele seria liberto e voltaria a viver em paz. Mas, com medo, Sauron fugiu da presença deles. Em pouco tempo Sauron, talvez pela ausência de seu senhor, tornou-se razoavelmente bom. Mas na solidão e numa espécie de exílio, começou a maquinar o mal.

Então conseguiu a amizade de alguns na Terra-Média (usando a identidade de Annatar, que significa o Senhor dos Presentes), adotou uma bela aparência, e simulou amizade com os Elfos, sendo uma destas amizades o grande artífice élfico da época, Celebrimbor (Filho de Curufin que por sua vez era filho de Fëanor), de Azevim (em élfico Eregion). (Foi este quem desenhou os portões de Moria). A este, Sauron deu a ideia de fazer-se anéis muito belos, mas que tinham como característica principal um determinado poder, e com eles consertar os danos causados pela disputas dos Valar e tornar a Terra-média tão bonita quanto Valinor. O elfo aceitou. Celebrimbor forjou, sem a ajuda de Sauron os Três Anéis: Narya, o Anel de Fogo, Nenya, o Anel da Água, e Vilya, o Anel do Ar. Mas, secretamente, Sauron forjou em Orodruin (Montanha da Perdição), o Um Anel, mais forte e mais poderoso que qualquer um, e com um laço, um encantamento que dava-lhe o poder de controlar todos os outros, assim como aqueles que os usasse. Com ele, Sauron planejava controlar os demais anéis e assim ostentar todos seus poderes. Então, invadiu Eregion e tomou os Anéis, distribuindo Nove aos Homens e Sete aos anões. Mas Celebrimbor descobriu os seus planos, e por isso conseguiu esconder os Três. Assim, uma nova guerra começava, onde Sauron buscaria os Anéis até onde conseguisse.

Os Nove, Sauron tomou para sí facilmente, pois o coração dos homens é facilmente corrompido, e os homens que os detinham tornaram-se seus mais poderosos servos e escravos de sua vontade, os Espectros do Anel (na língua negra, Nazgûl (Nazg = anel)).

Enquanto Sauron desaparecera, o Anel passou a Isildur, que se recusou a destruí-lo, alegando herança de seu reino. Deixou o reino de Gondor para os herdeiros de seu irmão Anárion, pois ele ficaria com Arnor ao norte. Mas quando retornava, foi emboscado por orcs. Pôs o Anel, ficando invisível, e quando tentava atravessar o Anduin, o Anel o traiu, saindo de seu dedo e fazendo-o ser visto. Foi então morto.

2500 anos depois, um pescador ribeirinho chamado Déagol pescava com seu primo Sméagol, quando caiu na água e encontrou o Anel. Sméagol cobiçou o objeto e matou Déagol enforcado, permanecendo assim com o Um Anel por volta de 500 anos. Então Bilbo, numa aventura com os treze anões, se perdeu, indo parar na caverna de Sméagol (Gollum). Assim encontra o Anel e o guarda. Após vários infortúnios, Bilbo conseguiu escapar da perseguição de Gollum, até que o Anel foi parar no Condado, chegando às mãos de Frodo.

Alguns anos antes, a vigilância das torres plantadas em Mordor perdeu sua eficácia. Sauron retorna a Mordor, domina o Portão Negro e as torres, reconstrói Barad-dûr, recruta os Nazgûl, e a Montanha da Perdição torna a explodir em chamas. Sauron recomeça a atacar a Terra-Média, agora com o objetivo de simplesmente dominá-la com seu poder sombrio.

Na Guerra do Anel, onde descreve-se este final da Terceira Era, Frodo, no Conselho de Elrond, em Valfenda (Rivendell), é designado a levar O Anel até a Montanha da Perdição, em Mordor, para lá jogá-lo e acabar definitivamente com o poder de Sauron. Pois somente lá, onde o Anel foi feito, poderia ser destruído. No momento de destruir o Anel a vontade de Frodo (quase sob o controle do Anel), vacila e Gollum, quando luta com Frodo no túnel que leva ao centro de Orodruim (a Montanha da Perdição), sem querer cai na lava e o anel se desfaz. Assim, Sauron perdeu todo o seu poder e fugiu definitivamente para nunca mais voltar, dando início à Quarta Era, a Era dos homens.

Como podemos ver, o fim de Sauron foi diferente daquele que Melkor, seu mestre, recebeu, pois este foi lançado do planeta e nunca mais poderá ser livre (até o juízo final, quando diz-se que ele voltará e confrontará os outros Valar e destruirá a Arda). Já Sauron fora ferido a tal ponto ao final da Terceira Era, que não tinha poder para voltar a não ser que o próprio Melkor o cure e ele possa voltar a lutar.

 

*Texto retirado da obra de Tolkien

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