Sweet Tooth de Jeff Lemire: Depois do Apocalipse!

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Img de CapaUma breve resenha dos SEIS VOLUMES encadernados de “Sweet Tooth: Depois do Apocalipse”.

Roteiro e arte de Jeff Lemire com cores de José Villarrubia e arte adicional e cores de Matt Kindt.

NÃO contém Spoilers.

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Por Rodrigo Garrit

Acabei de ler toda a saga Sweet Tooth de uma só vez. O que eu posso dizer? Simplesmente não consegui parar. Preciso dizer mais? Bem… preciso.  Essa é a minha resenha SEM spoilers da obra.

Eu adoro esse trabalho…

Há cerca de dez anos uma praga se abateu sobre a humanidade, trazendo doença e morte para a maioria da população. O caos estava instaurado, as velhas regras ruíram e uma nova ordem fora estabelecida. A lei do mais forte, como é comum nesses casos, passou a ser o mandamento vigente e o ser humano regrediu para seu pior estado de espírito… salvo algumas exceções.

Em uma cabana isolada na mata, pai e filho vivem em harmonia, longe de todos os problemas do mundo… o que não são poucos.

Criado por seu pai com um forte senso de moral, o garoto Gus passa seus dias simples e felizes, seguindo algumas regras, sendo a principal delas nunca deixar a mata. Mas com a morte de seu pai, Gus se vê sozinho e desorientado, e desobedecendo pela primeira, parte rumo ao mundo… e aí que a aventura começa. Afinal, ele nunca esteve fora dos limites de sua pequena cabana na mata e o mundo é lugar muito diferente do que costumava ser antes dele nascer.

O primeiro contato de Gus é com um homem chamado Jepperd, (que apelidou o garoto de “Bico Doce”) e se torna seu protetor, embora tenha também seus próprios segredos. E proteger Gus não é uma tarefa muito fácil… afinal ele é muito cobiçado… o garoto tem chifres e feições de cervo; é um híbrido… uma nova espécie surgida depois da peste, e que se mostrou imune a ela.

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A história cobre a jornada de Gus em busca de um lugar seguro e as respostas para a maior questão da humanidade: de onde veio a peste? Como encontrar uma cura? O que os híbridos têm a ver com tudo isso?

Durante esse percurso ele fará muitos amigos fieis e inimigos impiedosos. Verá a morte da inocência e terá que reaprender a acreditar na bondade no coração dos homens. Ciência e misticismo se misturam, montando o quadro geral do que causou a peste, e as escolhas que devem ser feitas em relação a essas revelações.

É impossível não afeiçoar a certos personagens, outras crianças híbridas que possuem características de diversos animais… com sua doçura e coragem, a trama envolve o leitor que passa apreensivo pelas páginas torcendo com todas as forças que esses personagens estejam bem na sequência seguinte… o que infelizmente nem sempre acontece. É quando vemos a humanidade se dividir em dois grupos: os daqueles que são capazes das piores barbaridades contra os mais fracos e incapazes de se defender, e os que não hesitam em sacrificar a própria vida para proteger os indefesos… os dois extremos da natureza humana… violência sem sentido e amor incondicional.

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Quem já não viu centenas de histórias pós apocalípticas retratando o fim da humanidade causada por ela mesma ou por forças externas… alienígenas, zumbis, devastação nuclear, vírus ou até mesmo um mundo habitado apenas por mulheres? Certo, imaginar o fim do mundo não é nenhuma novidade. Algumas histórias são repetitivas, outras surpreendem pela fidelidade com o qual o apocalipse é retratado e algumas outras ainda… nos emocionam.

Esse é o caso de Sweet Tooth, de Jeff Lemire, que recicla um clichê e faz dele interessante novamente, provando que o gênero de uma história não é o fator primordial de seu sucesso, mas sim o seu desenvolvimento.

Os seis volumes encadernados de Sweet Tooth publicados pela Panini que englobam toda a obra estão repletos de uma narrativa preciosa que tem aparecido com cada vez menos frequência não apenas em quadrinhos, mas em todas as formas de expressões artísticas.

Jepperd e Gus no traço de Travel Foreman, parceiro de Lemire no título "Homem Animal".
Jepperd e Gus no traço de Travel Foreman, parceiro de Lemire no título “Homem Animal”.

A história é escrita e ilustrada por Jeff Lemire, que usa um traço rústico para dar vida ao texto sensível. Uma combinação aprazível e hipnotizante e para abrilhantar ainda mais, o responsável pelas cores é ninguém mais ninguém menos que José Villarubia, o mago dos pinceis que considero um dos melhores coloristas da atualidade. O artista Matt Kindt (também escritor) ilustrou e coloriu algumas passagens da história passadas em momentos de flashback, ajudando a contextualizar a narrativa.

Ler uma história. Identificar-se com o personagem. Emocionar-se com ele.  Não é este o principal objetivo de todo leitor?

S_Final

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Um cosplay do Gus… e aí, ficou parecido ou não?

 

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5 comentários sobre “Sweet Tooth de Jeff Lemire: Depois do Apocalipse!

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