Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário! – Resenha do filme!

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Por Rodrigo Garrit

Jovens que aqui chegaram…

Esqueçam tudo o que vocês sabem a respeito dos Cavaleiros do Zodíaco.

Mas esqueçam mesmo. Sério.

Já esqueceram?

Ok, vamos começar a resenha.

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Anos atrás um bebê destinado a ser a reencarnação da deusa Atena foi atacado a fim de que sua soberania fosse revogada. Mas ela foi salva por um dos Cavaleiros do Zodíaco, seus guardiões desde tempo imemoriais, no caso Aiolos, Cavaleiro de Ouro de Sagitário. Embora tenha obtido êxito em preservar a vida do bebê, ele pagou com sua vida por esse ato de heroísmo. Mas antes de morrer ele deixou a criança sob os cuidados do milionário Mitsumasa Kido, que a criou secretamente como uma filha. Dezesseis anos depois, a jovem Saori Kido está prestes a enfrentar novamente as forças malignas que tentaram acabar com a sua vida no passado,  no entanto apesar das mentiras espalhadas no Santuário onde ela deveria reinar dizendo que é uma renegada e impostora se fazendo passar por Atena, ela ainda poderá contar com a ajuda de fiéis guardiões para lhe proteger, os Cavaleiros de Bronze, Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão, Shun de Andrômeda, Yoga de Cisne e até mesmo do relutante Ikki de Fênix.

Os Cavaleiros precisam levar Saori para o Santuário, atravessar as doze casas e derrotar o grande mestre que engendrou todo esse plano.

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Em termos de animação, o filme é um espetáculo, tem grandes cenas de ação mostrando os poderes e os golpes dos Cavaleiros. O Santuário foi retratado de forma espetacular, algo realmente digno de deuses. A versão brasileira tem o privilégio de contar com o talento dos dubladores originais dos personagens, trazendo de volta muitas lembranças aos fãs que acompanham há anos essa série… lembranças essas que eu pedi no começo da matéria que fossem apagadas para não atrapalhar o entendimento deste filme, que peca bastante na trilha sonora… senti falta de um fundo musical à altura das batalhas. A trilha do filme é quase inexistente.

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Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, não é uma continuação tampouco um prelúdio da história. Como é explicado logo na abertura do filme, o mesmo foi produzido como homenagem aos quarenta anos de carreira do criador da série, Masami Kuromada e trata-se única e exclusivamente disso: uma versão de luxo, uma síntese daquela que é considerada a melhor fase, a Batalha das Doze Casas… claro que algumas liberdades foram tomadas,  e determinadas alterações foram longe demais para o meu gosto. A pior delas foi a modificação radical da personalidade do Cavaleiro de Ouro de Câncer,  conhecido como Máscara da Morte. Ele tinha o poder de mandar seus inimigos para o mundo dos mortos e era um dos mais austeros defensores do Santuário. Na animação, ele é retratado quase como um personagem da Disney… (inclusive me lembrando o Hades da versão Disney de “Hércules”), muito espalhafatoso e cômico da forma mais inapropriada possível… estava mais para um “Maskara da Morte”, referenciando o personagem que usa a máscara de Loki e ficou famoso no cinema com o filme estrelado por Jim Carrey.

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Algumas outras alterações também radicais foram de gosto menos duvidoso, como a escolha de uma mulher para ser a guardiã da Casa de Escorpião, uma “Amazona de Ouro” (sim jovens, o feminino de Cavaleiro é Amazona, e a palavra “Cavaleira” não existe na língua portuguesa embora muitas pessoas se utilizem dela. Não confundir com “Cavalheiro”, cujo feminino é “Dama”. Resenhas também são cultura).

No caso dessa Amazona de Ouro, entende-se que não se trata de uma substituta de Milo, Cavaleiro de Ouro de Escorpião… ela também se chama Milo, o nome se aplica aos dois gêneros e nessa versão, parece que sempre foi ela a ocupar esse cargo.

Outra boa sacada: no filme os Cavaleiros carregam pingentes que invocam suas armaduras. Algo bem mais prático do que as pesadas caixas metálicas que eles traziam nas costas, onde armazenavam suas vestes de batalha. As caixas até foram mantidas, elas surgem quando uma armadura é invocada pelo pingente e se abrem, no tradicional ritual de montagem da armadura ao seu usuário. Uma forma inteligente de unir uma boa nova ideia com conceitos do passado. As armaduras também mudaram, estão mais flexíveis e com novas funcionalidades. Suas características básicas continuam no lugar, mas trata-se de algo totalmente novo. O mesmo pode-se dizer do filme como um todo.

Mas o meu objetivo nessa resenha não é comparar o novo e o clássico… até porque seria algo impraticável. A Batalha das Doze Casas foi o tema escolhido para o filme, mas seria impossível sintetizar tudo o que houve na série numa única animação. Muita coisa foi alterada para que a história se encaixasse, mas seus principais elementos foram preservados.  Ainda temos ali os rostos conhecidos de Mu de Áries, Aldebaran de Touro, Shaka de Virgen, Aiolia de Leão, Saga de Gêmeos, Milo de Escorpião (apesar da alteração citada acima), Shura de Capricórnio, Afrodite de Peixes, etc…  Alguns momentos emblemáticos foram mantidos, como a cena em que Seiya corta um dos chifres de Aldebaran de Touro e a batalha de Yoga com seu mestre, Camus de Aquário por exemplo.

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Embora tenha aparecido pouco, não achei que Ikki de Fênix tenha sido mal aproveitado… ele sempre apareceu menos que os outros, preferindo observar de longe e agir quando necessário. A personalidade dele, assim como a dos outros Cavaleiros de Bronze e da própria Saori foi retratada fielmente, estava tudo lá. Quem realmente foi mal aproveitado foi Afrodite de Peixes… acho que todos que assistiram concordam comigo.

O enredo seguiu de forma similar ao original até certo ponto, quando então tomou por caminhos de liberdade criativa que o deixaram muito diferente… então, mantenho meu conselho de antes… esqueça tudo o que você pensa que sabe sobre os Cavaleiros do Zodíaco. Se você esperava ver uma reprise em computação gráfica da Batalha das Doze Casas ou pensava que já sabia tudo o que iria acontecer… saiba que você pode até estar certo em parte… mas de um jeito totalmente inusitado.

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O final do filme é morno… apenas satisfatório. Ele perde o fôlego no decorrer da trama. Livre de comparações com o passado, sem amarras de cronologia e com a mente aberta, é possível até perdoar as falhas cometidas…. e apesar disso, foi divertido rever esses jovens Cavaleiros de Atena em ação de novo…

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7 comentários sobre “Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário! – Resenha do filme!

  1. Vai ter SPOILERS!!!!

    Eu ri bastante! E não achei ruim por isso! Gente, muito louco máscara da morte de “pirata”, meio que a loucura caiu bem nele!
    Realmente só acho que perdeu o passo na casa do Grande Mestre. Os Bronze lá tudo parado e Seya fazendo tudo?
    Acho muito interessante como focou bem mais nos cavaleiros de ouro. Gostei!
    Tb achei aquele discurso final esquisito, parecia que a galerinha tinha morrido se não esperar até a cena pós-créditos.
    Então, fora o final, me divertiu bastante!!

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