Sexta Maldita: O Retorno Espetacular!

Mephisto

Ela já foi açoitada, queimada, despedaçada, afogada, Justin Biebernizada, triturada, servida em copinhos com guarda-chuvas coloridos, já dançou com o demônio sob a luz do luar, já fizeram nuggets com ela e já a lançaram do 17º andar. Mas não adianta. Ela SEMPRE volta! O chamado de uma SEXTA FEIRA 13 é sedutor demais, e com ele temos mais uma vez a reunião de alguns dos PIORES VILÕES de todos os tempos. O mal está à solta… mas talvez ele queira apenas ser compreendido. Então, vamos dar uma chance e ouvir o que eles têm a dizer. Mas cuidado… não confiem demais… não lhe dêem as costas… velhos hábitos são difíceis de ser perdidos…

DESAAD

Por Venerável Victor Vaughan

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“O que você fará quando seus inimigos e seu maior amor forem Darkseid?

Quando existir apenas um corpo. Uma mente. Uma vontade. Uma vida que será Darkseid.

Você será inimigo de toda existência, então?”

Nós enquanto espécie acreditamos hoje em dia que o bem máximo e o mal absoluto existam, nunca foi algo difícil acreditamos, admitir tal teoria. Porém esse é um conceito absurdamente moderno para o ser humano…

Muito antes de o monoteísmo instaurar essa nova realidade, o homem primitivo, assim como as primeiras civilizações após ele, cultuavam o politeísmo, onde diversas divindades de diversos panteões que regiam a vida dos humanos nos mais diversos cantos da Terra possuíam atributos tanto positivos como negativos. Cada um dos deuses que regiam nosso mundo, anteriormente ao Judaísmo, Islamismo ou Cristianismo, possuíam características muito similares as nossas.

De tal forma que eram entregues aos prazeres, a ira, a ganância, as paixões em geral e tanto poderiam ser benevolentes para conosco, como extremamente cruéis. Dependendo do seu estado de “espírito” em dado momento. Nossos deuses eram nada mais que um reflexo de nós mesmos.

A crença no monoteísmo é que introduziu esse conceito que hoje é praticamente uma verdade incontestável para os crentes de cada uma dessas vertentes religiosas: a existência de um ser único que englobaria todas as virtudes humanas ou até supra-humanas e seus exércitos e o outro, um reflexo distorcido que em si retém o mal absoluto e suas legiões.

Há quem diga que qualquer tecnologia atual mostrada para um homem primitivo seria indistinguível da magia. O mistério se revela…

Seriam os deuses astronautas?

Há mais de três mil anos, aqui mesmo na Terra, poderíamos ter sido visitados por alienígenas super poderosos, imbuídos de tecnologia muito além do nosso conhecimento que nos tenham ensinado as bases do que hoje entendemos como civilização moderna e entre todos esses conhecimentos, talvez também tenham nos dado o que viria a ser o nosso entendimento dos deuses…

Em uma dimensão particular, Os Novos deuses dos planetas gêmeos “Nova Gênese” e “Apokolips”, já existiam e viviam em conflito em seus mundos natais há eras incalculáveis. Tendo cada um desses dois mundos antagônicos seus próprios governantes que representavam cada um o bem absoluto e o mal absoluto…

Isso tudo muito antes do primeiro mamífero se aventurar para fora de sua toca, amedrontado com a presença de répteis gigantes que dominavam esse nosso terceiro planeta a orbitar a estrela que chamamos de sol.

Nessa mesma dimensão inalcançável para os seres mortais de qualquer outro planeta, o “Quarto Mundo” já há muito prosperava. Nela vivem os auto-proclamados “Novos deuses”.

Mais precisamente em Apokolips, existe um “deus” chamado Desaad.  No passado ele foi amigo do príncipe Uxas, o nome verdadeiro de Darkseid, o tirano de seu planeta e possivelmente a figura que inspirou a criação do mito de Satanás entre os humanos na Terra – boa teoria desse autor que vos fala…

Essa amizade não mais importa, pois independente do que tenha havido para que ela findasse em um conflito pessoal na juventude desses dois deuses, hoje em dia o outrora chamado Uxas exige de seus súditos nada mais que total submissão a sua vontade soberana.

Desaad é irmão de Bernadeth, uma das guerreiras da guarda pessoal feminina de seu cruel líder. Seu nome não poderia ser mais emblemático. Pois assim como o aristocrata e escritor libertino francês do século XVIII, Marquês de Sade, ao qual empresta a pronúncia de seu nome para o mesmo e do qual se origina o termo: sadismo, ele obtém prazer e diversão através do sofrimento e humilhação de suas vítimas.

De tal forma que Desaad, o leal servo de Darkseid, facilmente reconhecido por seu emblemático capuz e roupão púrpura é responsável pelos prisioneiros políticos de seu mestre, aplicando nas catacumbas e masmorras de Apokolips, onde vive e trabalha, as mais nefastas torturas, muitas vezes pelo simples prazer de destruir neles o que há de mais precioso, sua carne, nervos e alma. Sua fome não tem limite, assim como o mal que representa seu amo.

Desaad assim como os de sua espécie é imortal e possui atributos físicos e mentais muito além das possibilidades humanas. Ele também responde pela posição de chefe de ciências de Apokolips.

Mas Desaad é um Novo deus curioso, pois assim como todos os seus conterrâneos, é uma versão distorcida dos seres de amor e bondade de Nova Gênese, mas obstante, nunca mostrou desejo algum por trair Darkseid e assumir o trono de seu mundo ao contrário de seus pares, onde poderia estender seu sadismo para toda uma civilização.

Seria esse o maior segredo de Desaad? Por mais sádico que seja, esse “deus” não consegue escapar do que mais lhe repudia: qualquer semelhança com a nossa fraca humanidade?

Talvez essa humanidade esteja presente nele o tempo todo na forma de uma total submissão a seu antigo amigo e atual líder, no entanto para todos os efeitos, travestida de “lealdade”…

Alguns diriam até que seria esse um traço de masoquismo…

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AGENTE GRANT WARD

Por Rodrigo Broilo

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AVISO: Contém informações reveladoras para quem pretende assistir Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., mas ainda não o fez

“O inimigo está dentro de casa… Ou melhor, do avião.”

O agente da S.H.I.E.L.D. Grant Douglas Ward se enquadrariam na categoria do príncipe encantado para muitas pessoas. Bonito, bom moço, organizado, educado, com certo ar de mistério e solidão, entre outras principescas características. Estrategista especialista em bombas e situações de perigo, Agent Ward foi designado para o time do agente Phil Coulson pela vice-diretora da S.H.I.E.L.D. Cobie Smulders Maria Hill. Ward parecia relutante em entrar para a equipe, pois preferia trabalhar sozinho. Com o tempo foi, não só se acostumando e se mostrando um excelente colega, como dava um trato na Cavalaria – a.k.a. Agent Melinda May – enquanto se apaixonava pela hacker Skye. Tornou-se até mesmo o O.S. – Supervisor Operacional, uma espécie de treinador, mestre, Kami Sama – da ambígua Skye.

O que se descobriu ao final da primeira temporada é que Agent Ward era na verdade um infiltrado da H.Y.D.R.A. dentro da S.H.I.E.L.D., muito embora sua lealdade fosse mesmo para com o Agente John Garret, que havia o treinado durante toda a sua vida, e era o “vilão” conhecido como Clarividente, por trás do projeto Centopeia, que criou armas humanas como Deathlok.

No histórico de “vilania” do agente Ward temos o assassinato de vários agentes, entre eles Victoria Hand, e o quase afogamento da dupla Fitz-Simmons, que deixou o primeiro bem sequelado. Depois de passar uma temporada como cativo da desestruturada S.H.I.E.L.D., após a morte de John Garret ao final da primeira temporada, dando informações sobre a H.Y.D.R.A., Ward consegue escapar durante sua transferência para o poder do governo (isso já na segunda temporada do seriado).

Ao se tornar livre, Ward tem apenas uma intenção: provar a Skye seu amor, ao fazê-la encontrar seu pai. Ward torna-se um vilão solitário, sem se associar nem a H.Y.D.R.A., nem ao pai de Skye. Ao chegar ao mid-season da segunda temporada  de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., Ward finalmente faz Skye encontrar seu pai, e assim descobrir quem ela é de verdade.

Ao final, Ward pode não ser tão mal assim. Afinal, ele foi leal ao seu mestre acima de tudo, e uma vez que ele fora morto, fiel ao seu amor. Só não importam as consequências. Em tempos de John Grey, ele não continua sendo um príncipe?

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JAMES GORDON JR.

Por Rodrigo Garrit

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O que esperar do legado de James Gordon, o policial mais honrado de Gotham? Uma filha extraordinária, brilhante… Bárbara Gordon superou todas as expectativas e desde cedo deixou bem claro que faria diferença no mundo, faria dele um lugar melhor. QI de gênio, memória fotográfica e determinação inabalável. A inspiração de um homem vestigo de morcego combatendo o crime foi o estopim para que ela mesma se tornasse uma heroína… e durante anos a Batgirl protegeu a cidade sombria de todo e qualquer tipo de monstro. E mesmo quando um desses monstros… o CORINGA visitou sua casa e a baleou de forma covarde quando ela menos esperava, roubando sua capacidade de andar e privando-a de continuar sendo a Batgirl, ela não desistiu. Da cadeira de rodas ela continuou sendo uma heroína… como Oráculo, ela se mostrou uma força poderosa contra crime, atuando nos bastidores… até que anos mais tarde recuperou o movimento das pernas e reassumiu sua identidade mascarada.

Mas, como dizem, para toda força que existe, há uma outra, igual e oposta.

Imagine o oposto de Bárbara Gordon. Uma mente genial, uma determinação inabalável… com intenções totalmente contrárias, desfazendo todo o bem que ela se propôs a fazer. Não precisa imaginar. Essa força oposta existe na figura de seu irmão, James Gordon Júnior.

Sem poderes, uniforme colorido ou codinome. Apenas um psicopata pronto para deixar o seu dia muito, muito ruim. James é um assassino frio, sente compulsão por matar e nenhum remorso por isso. Nutre um sentimento de admiração e ódio por sua irmã e seu pai, tecendo um jogo de gato e rato sempre com trágicas consequências.

Recentemente ele se uniu ao Esquadrão Suicida de Amanda Waller, traçando o perfil psicológico dos membros da equipe, mas obviamente sua participação não se limitou apenas a isso. Ele desenvolveu uma obsessão por Waller e um antagonismo crônico com a Arlequina, movendo os fios pelos bastidores e manipulando esses vilões de acordo com seus desejos doentios.

Certa vez James revelou a Bárbara que seu pai o colocou numa cela no Arkham para que ele “aprendesse uma lição”. Acontece que ela ficava perto da cela do Coringa. James riu das piadas dele e até mesmo contou muitas coisas ao palhaço… sobre as suas vidas… sobre sua meia-irmã Bárbara, que parecia estar crescendo rápido demais, correndo rápido demais, tentando provar algo a si mesma… tentando ser uma heroína. Ele revelou o endereço de Bárbara ao palhaço e comentou como seria bom para ela parar um pouco e descansar… parar, numa bela e confortável… cadeira.

James é o outro lado da moeda. Ele superou todas as expectativas e desde cedo deixou bem claro que faria a diferença no mundo… e faria dele um lugar pior… muito pior…

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S_FinalMAD MOD

Por Gustavo Sleman

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CRUZES!  Mas que modelito mais cafona é esse novo da Ravena? Parece uma batina de freira adornada com pássaros mortos. Essa coleção Novos 52 não caiu muito bem nos Titãs, não acham?

Sejam bem-vindos ao blog Carnaby Mod, onde a moda entra na moda nas mãos de Mad Mod. Como perceberam, estamos em clima de Carnaval, uma das minhas épocas preferidas do ano. As pessoas fogem da ordem, se divertem e personificam quem e como querem e eu, bom, eu posso criticar todas essas H-O-R-E-N-D-A-S fantasias!

Ultimamente venho recebendo muitos e-mails de seguidores do blog querendo saber mais sobre minha pessoa. Acho isso realmente decepcionante, pois achava que Mad Mod já era mundialmente reconhecido, mas como hoje estou de bom humor falarei um pouco sobre minha pessoa.

Nasci como Neil Richards nas sofríveis áreas mais pobres da Inglaterra (época que prefiro esquecer) e sempre fui apaixonado por moda, tanto que por maneiras que prefiro não revelar me tornei estilista e logo meus sensacionais e loucos modelitos me tornaram rico e famoso. Mad Mod, o estilista mais famoso na Rua Carnaby, em Londres. Mas não era só de roupas que sobrevivia: eu usava minhas criações para esconder utensílios contrabandeados. Ops, segredo nosso, hein? (PS.: Eram os anos 60 pessoal né, paz e amor!)

Tudo estava na paz, até que conheci a Turma Titã (Nossa, o que era aquela cueca escamosa verde? E o que falar da calçola de estrelas? Nojo só de lembrar…), que na ocasião investigavam um astro do rock, Holley Hip, em Londres. Graças a esses garotos intrometidos meu império ruiu quando aqueles jovens não tão descolados descobriram que eu estava usando minhas criações feitas sob medida para o astro para surrupiar vários itens valiosos. O passarinho fora da moda do Batman resolveu o caso e eu fui preso ‘-‘

Mas não contavam que tempos depois eu iria tentar roubar o tesouro da Rainha da Inglaterra. Deus salve a Rainha! E MAIS UMA VEZ FUI PRESO! ‘-‘

Aqueles uniformes listrados não combinavam nem um pouco comigo e foi assim que como no Carnaval decidi mudar de máscara: me regenerei e lancei minha linha de roupas, a Mad Mod! Deal with it, invejosos!

Voltei a ter certa influência entre ricos e celebridades e assim me tornei amigo confidente de Loren Jupiter e finalmente sai do meu casulo, me tornando uma pessoa idônea e um famoso estilista. Jupiter queria minha ajuda em sua louca tentativa de formar um grupo de jovens heróis composto por Argenta, Risco, Prisma, Joto e Eléktron (que na época estava rejuvenescido graças a cirurgias plásticas feitas pelo Extemporâneo!). Não pensei duas vezes em ver tantas roupas ruins no mesmo lugar: larguei de vez minha vida criminosa e fiquei mais famoso sendo o estilista dos Novíssimos Titãs! Embora esta geração de Titãs tenha sido desfeita, permaneço amigo e aliado dos Titãs. Aliás, tenho todos eles no meu WPP e Face. Beijinho no ombro 😉

Bom, essa é a minha vida, esse é meu clube. Esse é Mad Mod! Aproveitem o Carnaval e saibam que meus dedos e língua são agulhas prontas para alfinetar crimes contra a moda!

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S_FinalDR. GORI

Por Inominável Ser

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Inomináveis Saudações a todos vós, Mestres e Servos do Santuário!

Eu tinha cinco anos de idade quando me deparei com Spectreman (Superkutoruman em japonês) na Rede Record, no ano de 1981. Exibido no Japão de 2 de janeiro de 1971 a 25 de março de 1972 pela TV Fuji, contabilizou 63 episódios que, por mais repetidod que fossem, encantavam da mesma maneira como se estivessem sendo exibidos pela primeira vez . Até o ano de 1982, a série manteve-se na Record e, em 1983 passou a ser exibida na TVS (atualmente, SBT), onde ficou até 1990 alcançando um grande sucesso nos programas do Bozo, TV Poww! e Show Maravilha. A história criada por Tomio Sagisu que contava a luta de Spectreman (Koji Uenishi), um andróide que assumia a forma humana de Kenji (Tetsuo Narikawa), contra o Dr. Gori (Takanobu Tohya) e Karas (interpretado pelo mesmo Koji Uenishi, que era dublê), incrementada pela temática ecológica expressiva e sensibilizante, configura a base de um dos mais interessantes enredos entre os Tokusatsus que foram exibidos aqui no Brasil. Unindo Ficção Científica, Drama, Comédia, Aventura e Ação em uma narrativa psicodelicamente hipnotizante, foi um grande sucesso em seu país de origem e aqui no Brasil. E o memorável Dr. Gori é o vilão que se destaca entre todos os vilões das produções live-action japonesas por apresentar uma dignidade, sinceridade e nobreza que comumente não são vistas em seres considerados vilanescos.

Por ser o mutante mais desenvolvido em intelecto de seu planeta, Épsilon, situado na Constelação de Sagitário, Gori foi escolhido pelos demais habitantes daquele para ser-lhes o líder. De índole pacifista e bons ideais, avandíssimos tecnologicamente, não concordavam em utilizar seus recursos de modo tirânico contra outros planetas, idéia esta que para Gori era plausível devido ao caráter evolutivo de sua Raça. Já que a civilização de Épsilon alcançou um altíssimo grau de Cultura, Ciência e Conhecimento que sobrepujou a de todos demais planetas do Universo, porque não conquistá-los? Determinado a levar a cabo tal idéia expansionista que lhe tomou a mente por inteiro, ele desejou construir poderosíssimas armas de destruição em massa para tomar o controle total planetário e iniciar o tão sonhado plano de conquista universal. Mas, os planos dele foram descobertos e seu aprisionamento foi imediato; como pacifistas, seus conterrâneos planetários não admitiam a pena de morte e, então, decidiram-se por fazer nele uma lavagem cerebral a fim de que todos os elementos antagônicos aos ideais pacifistas de Épsilon fossem apagados de sua mente. Gori seria reprogramado personalisticamente, a fim de tornar-se o que comumente se denomina “um bom, conformado e obediente membro da sociedade”, não fosse a intervenção de Karas, que era oficial do exército planetário, ajudando-o a fugir da prisão e do planeta em uma nave. Após esta ser atingida pelos efeitos de uma tempestade eletromagnética, eles acidentalmente chegam à Terra, onde Gori encanta-se profundamente com a natureza de toda a esfera e percebe o quanto os seres humanos estão degradando-a através de crimes cometidos direta e indiretamente contra o meio ambiente. Decidido a conquistar a Terra para o seu próprio deleite e ensejo em ter um paraíso todo particular, ele passa a criar monstros gigantescos utilizando como matéria-prima genética o próprio lixo gerado pela Humanidade.

Sabemos que, com a idade, o senso crítico e um maior acervo de conhecimentos fornecem à nossa mente uma capacidade mais racional de análise do que quando possuimos apenas cinco anos de idade. Hoje, sem dúvida nenhuma, posso afirmar que o Dr. Gori foi o maior vilão da minha infância, o que mais me marcou e afetou o meu modo de pensar sobre o que é realmente certo ou errado. Por muito de egocentrismo, vaidade, arrogância e megalomania que o personagem apresente no decorrer da série, ele nos legou uma importantíssima mensagem sobre a nossa própria culpa na degradação ambiental terrestre. Seus discursos a favor da beleza natural de nosso planeta são incomuns nos lábios dos que são classificados como adeptos da vilania conforme os padrões estabelecidos pela Fição e por nós mesmos, tão geradores e fomentadores de morais e éticas diversificadas. Esse fator nele, que quase é amor pelo ecossistema terrestre (para falar a verdade, é um mero capricho megalomaníaco), o torna menos vilanesco, um arauto de um tipo de extremismo ecológico advindo de outro planeta? Não, pois, claramente ele cogita descartar a Humanidade e ter a Terra somente para ele, não demonstrando nenhum respeito pela vida humana ou pelo que a civilização contemporânea vista na série construira de bom para o mundo. Gori apenas via todo ser humano como um criminoso a abusar incessantemente dos recursos naturais planetários, poluindo, desmatando e descaracterizando tudo que deveria ser-lhe essencialmente sagrado. Ao utilizar os próprios detritos das cidades para a moldura bioestrutural dos Kaijus da série, ao mesmo tempo ele punia a Raça Humana pelos crimes ambientais descaradamente cometidos por ela e demonstrava que foi necessário um nativo de outro planeta chegar à Terra para defender, mesmo de um modo grotescamente distorcido, a mesma de seus próprios habitantes.

É muito paradoxal a luta que ele travou contra Spectreman, o qual conscientemente reconhece o papel destruidor da natureza humana em relação à natureza da esfera planetária que defendia e era obrigado a defender todo ser humano potencialmente carrasco do próprio planeta das intenções daquele. Dignamente, Gori demonstrou mais consideração pelo Planeta Terra do que muitos seres humanos dentro e fora do plano de imanência da realidade ficcional. Tão digna quanto a sua trajetória como um dos mais simbólicos vilões da História em séries televisivas, foi a sua morte no último capítulo de Spectreman. Infelizmente, por outro lado, sua mensagem à humana sociedade atual, acima mencionada, ainda não foi muito bem compreendida pelos que estão fora do mundo ficcional: todos nós.

Saudações Inomináveis a todos vós, Mestres e Servos do Santuário!

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S_FinalDEXTER

Por Lexy Soares

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Verdade seja dita: O personagem principal do seriado Dexter não é um herói, mas um vilão. O homem que parece um pacato técnico forense especializado em sangue, mas que na verdade é um serial killer nunca poderia ser considerado uma boa pessoa. Mesmo que ele aparentemente só mate criminosos e pessoas más. Mas Dex não faz isso pelo bem da sociedade. Ele o faz apenas pela necessidade pessoal de saciar uma vontade de matar que, se não fosse o “código de Harry”, o faria atacar qualquer pessoa como todo assassino serial normalmente faz. Aliás, Harry nem devia saber que criaria um monstro, ou não teria morrido (de desgosto e culpa, talvez?) ao ver que o tinha criado. O que seu código fez ao filho adotivo. Estou errado? Quantas vezes ele não quis matar uma pessoa por um motivo “banal”? Ou salvou alguém por julgá-la boa, e depois acabou voltando atrás e matando-a? Mas, então, porque vemos as atitudes de Dexter com bons olhos? Talvez nos identifiquemos. Talvez ele seja o abismo que nos encara de volta quando olhamos. Suas palavras, na narração em off fazem com que nos apeguemos à essas falsas verdades que ele diz pra si mesmo ao justificar seus atos. Nós acreditamos nelas juntamente com Dex, e, assim como o próprio, não vemos que essas ações não são exatamente corretas. Apenas vemos o preto e o branco, presos com fita e plástico na mesa, e não vemos o cinza quando o sangue escorre pela faca.

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S_FinalMALEFICA 

Por Fabíola Torres

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Cuando uno vé los films de Disney, la mayoría de las veces encuentra protagonistas que rayan en la cursilería y que son nada creíbles.
Maléfica es un personaje muy ambiguo en el que el bien y el mal se mezclan, se confunden y se disfrazan, es decir que no todo tiene que ser blanco o negro sino que el gris adquiere notariedad y hasta matices diferentes de acuerdo a la ocasión. Se adapta a los tiempos actuales, siendo una figura más humana y no tan irreal, que muestra que la belleza física no es sinónimo de bondad, que lo feo no siempre es malo, que el amor a primera vista no existe,lo que hay es una simple atracción física y que en la traición y en la venganza uno puede encontrar la redención. Muchas veces hablamos de amor y somos unos verdaderos hipócritas que juzgamos sin antes conocer. Hablámos de fé , de convicciones y somos los seres más incoherentes e imperfectos. Siempre he pensado que la realidad puede ser más cruel y cruda que cualquier película. Deberíamos aprender a descubrir la belleza en las cosas oscuras, cuya notariedad puede ser apenas perceptible a simple vista.

TRADUÇÃO por Rodrigo Broilo:

MALÉVOLA

Quando alguém assiste a um filme da Disney, encontra na maioria das vezes protagonistas que beiram ao sentimentalismo e que não são muito críveis.

Malévola é uma personagem ambígua onde o bem e o mal se misturam, se confundem e se disfarçam, ou seja, que nem tudo tem que ser branco ou preto, mas que o cinza adquire notoriedade até em diferentes tonalidades de acordo com a ocasião. Adapta-se ao tempos atuais, sendo uma figura mais humana e não tão irreal, que mostra que a beleza física não é sinônimo de bondade, que o feio nem sempre é mau, que o amor a primeira vista não existe, o que existe é uma simples atração física e que na traição e na vingança se pode encontrar redenção. Muitas vezes falamos de amor e somos verdadeiros hipócritas que julgam sem conhecer. Falamos de fé, de convicções e somos os seres mais incoerentes e imperfeitos. Sempre pensei que a realidade pode ser mais cruel e crua que qualquer filme. Deveríamos aprender a descobrir a beleza na coisas obscuras, que podem não ser perceptíveis a olho nu.

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S_FinalAFRODITE DE PEIXES

Por Leonardo Cezimbra

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Atena, a deusa da sabedoria tem em seu exército de protetores 88 cavaleiros que vestem armaduras sagradas. Divididos em Bronze, Prata e Ouro. Os cavaleiros são leais à deusa, com o dever de garantir a paz e harmonia da Terra. Bem, deveriam.

Quando o Santuário da Grécia, lar de Atena, foi corrompido pelo Cavaleiro de Ouro Saga de Gêmeos, então Mestre do Santuário, os Cavaleiros de Ouro, principais protetores da divindade e os mais poderosos guerreiros entre os 88, foram enganados. Ou melhor, nem todos…

Entre eles está Afrodite, dono da Armadura de Ouro de Peixes e protetor da Casa Zodiacal de mesmo nome. Afrodite não foi enganado. O Cavaleiro desde o início desconfiou e percebeu as armações do Mestre do Santuário, mas decidiu lutar contra Atena mesmo assim. Mesmo indo contra seus princípios de protetor da deusa, o guerreiro prefere ficar do lado teoricamente mais forte, já que segundo ele, no poder está a beleza e a glória.

Como todo Cavaleiro que veste uma Armadura Dourada, Afrodite tem um poder gigante, e deu muita dor de cabeça para o Cavaleiro de Bronze Shun de Andrômeda. Assim como quase tirou a vida de Seiya (Cavaleiro de Bronze de Pégaso) e Marin (Amazona de Prata de Águia) com suas Rosas Diabólicas Reais. No fim ele tombou para o poder de Shun, mas quase levou Andrômeda junto.

Considerado o mais belo entre os 88 Cavaleiros de Atena, Afrodite desconstrói a imagem de vilão carrancudo e grosseiro. Ao contrário: ele fecha com chave de “ouro” uma mostra progressiva de androgenia que passou por Shun de Andrômeda e Misty (Cavaleiro de Prata de Lagarto). Com cabelos volumosos, rosto feminino, lábios rosados visivelmente pintados e um sinal embaixo do olho, o personagem quase passa a imagem transexual. Para completar, seu poder inclui a manipulação de rosas. Isso é ruim? Não é.

Assassino, ganancioso, ambicioso, oportunista e narcisista. Esse é Afrodite de Peixes, que depois de retornar do mundo dos mortos pareceu se arrepender de seus atos do passado. Antes de seu fim ele voltou a proteger Atena mais uma vez. Mas pense bem… Não estaria ele se aliando novamente apenas ao lado mais forte? Estaria mesmo arrependido? Acho que nunca saberemos.

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Por Paulo Joubert

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O ENCANTO DO AMANTE DA MORTE

Poucos vilões do universo das HQ’s parecem ter a complexidade de sentimentos e motivações que Thanos nos apresenta. A crueldade do semideus remonta aos sentimentos mais humanos que ao longo de sua trajetória ficou evidente aos leitores que acompanhavam suas aventuras. Inicialmente, um adversário misterioso na revista do Homem de Ferro, para depois migrar para as aventuras do Capitão Marvel. De conquistador de mundos a uma obsessiva fixação em agradar a personificação da morte, o personagem, em contraposição a sua aparência quase de gárgula, apresenta ao longo de sua vida, sentimentos muito humanos, embora a maioria não nobres, como cobiça, ódio, egocentrismo e por fim uma certa redenção. E uma tendência quase viciosa de angariar objetos de poder, como o Cubo Cósmico e as gemas que compõe a coleção chamada Jóias do Infinito. Jim Starlin soube, dentro de uma indústria que não é conhecida por motivar criações individuais, exercer as rédeas do controle do desenvolvimento do personagem, a ponto de torná-lo até atraente para o público. A associação com Darkseid feita por muitos para mim pára no visual. Vejo a personalidade de Thanos muito mais complexa e até mais irônica que a do soberano de Apokolips, inclusive mais passional. No decorrer de sua existência, o titã vai se cansando de sua própria sede de conquista, sinalizando que estaria evoluindo, ao contrário do vilão da DC, sempre desejoso de sua busca pela Equação Antivida. Uma das características divertidas que vejo nele é aquela necessidade dos vilões clássicos de capturarem os seus adversários e explicarem aos mesmos suas motivações, dando chance aos mesmos que reajam. O sintozóide Visão foi quem melhor fez observações sobre o vilão. Primeiro, sobre a linhagem e poderes do acinzentado amante da morte, quando do confronto motivado pelo primeiro pedido de auxílio de Adam Warlock. Segundo, quando do confronto da chamada Saga do Infinito, quando citou que o vilão tinha a tendência de plantar as sementes de sua própria derrota em seus planos de conquista e destruição. Uma amiga entendida em astrologia diria que ele seria nativo do signo de gêmeos, falante que é pelos cotovelos (quem for deste signo e estiver lendo, não se chateie). Uma análise mais psicológica talvez pudesse apontar aquela tendência suicida dos que se sentem atraídos por praticarem Roleta Russa, pular em um lago sem conhecer a profundidade ou procurarem lugares altos para depois ameaçarem se jogar: o fascínio pela adrenalina de estarem perto da morte. Além de denotar uma carência por atenção. Estivesse em um divã, daria muito pano para manga. Doutor Sanson que o diria… Quem de nós não tem um pouco de Thanos dentor de nós que atire a primeira pedra. Eu particularmente fico esperando qual seria o próximo passo dele em cada aparição.

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S_FinalMORTE

Por Thomas Grotto

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Olá, você ainda não me conhece pessoalmente… mas vai conhecer. Prazer, morte. Não, não corra! Nada é mais rápido que eu. Gostaria de falar um pouco sobre mim, se você puder ouvir, é claro. Se não puder, te conto daqui a um tempo, quando nos encontrarmos novamente. Você vai ficar. Boa escolha. Senta aqui então.

Sabe… desde os primórdios eu existo. Muitos me temem. Alguns me respeitam. Outros me desejam. O meu trabalho você já conhece, me chamam de ceifadora… Mas me considero mais uma recicladora. Eu reinicio os ciclos que movem o mundo. Graças a mim pode surgir o novo. Alguém tem que sujar as mãos, não é?

Confesso que amo meu trabalho! É tão lindo por fim aos sofrimentos, lançar pessoas ao descanso e… ter este poder… tanto poder… eu posso terminar com impérios, nações, empresas… basta querer.

Ah, eu me divirto, afinal, se é preciso se sujar, por que não se lambuzar? As vezes tenho meus dias… sabe, todos têm aqueles dias… dias onde eu quero… ir a loucura, pintar o sete… ah, eu amo meu trabalho. Você deve achar que sou louca. Mas quem não é? E me agradeça. Se não fosse por mim, você ficaria eternamente condenado a existir. Viveria as mazelas do mundo eternamente… Mundo este que seria uma bosta. Uma merda. Podre.

É a mim que os homens temem. Graças à mim conhecem sua finitude. E graças a esta finitude, que desejam deixar marcas. Hoje. Pois não se sabe do amanhã. De nada.

Um Beijo, morte.

Até breve!

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S_FinalE para finalizar, fiquem com este vídeo INCRÍVEL enviado pelos nossos amigos do POLTRONA POP, listando mais alguns de nossos odiosos porém amados vilões!

Essa foi a SEXTA MALDITA. Até a próxima!

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7 comentários sobre “Sexta Maldita: O Retorno Espetacular!

  1. Dessad

    Sádico. Torturador. Covarde. Gênio científico. Estas palavras descrevem perfeitamente ao traiçoeiro Dessad, o principal conselheiro, o primeiro ministro responsável por administra o dia-a-dia em Apokolips e talvez o único e verdadeiro amigo do Grande Darkseid. Depois de Darkseid e Kalibak, é o meu Novo Deus favorito de Apokolips.

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  2. Uma delícia esperar pelas Sextas malditas, mais gratificante ainda poder se deleitar com a defesa ferrenha de cada um dos participantes para com seus personagens escolhidos…

    Gori por razões emblemáticas e outras por razões subjetivas é meu vilão preferido de qualquer outra série japonesa.

    NOS VEMOS TODOS DE NOVO NA MALDITA DE 13 DE MARÇO!!!!

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  3. Interessante como de certa forma, os participantes procuraram defender as posições de cada personagem escolhido, mostrando que podemos ter mais de vilões do que talvez gostaríamos. Gostei muito da lembrança de Dr Gori, que me intrigava quando criança pois de uma forma torpe defendia o meio ambiente. Quiçá ele tenha plantado a semente que me fez hoje Fiscal de Controle Ambiental. Dexter também foi uma ótima escolha. Lexy como sempre mandou bem. Malévola idem. Adorei conhecer um pouco dos personagens Mad Mod, James Gordon Jr e o agente Grant. Desaad é pior que Cora, Nazareth e Perpétua juntas! KKKKKKK!

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    1. ESPETACULAR RETORNO MESMO!!! Fundamentalmente, cada um acima tem suas razões e o ciclo de situações nas quais estão envolvidos se fazem altas senhoras de suas ações. Fechar com A Morte, Mestres do Santuário, foi de um simbolismo incrível: cada um acima Dela está fortemente influenciado por Sua Voz, de diversas maneiras, profundidades e necessidades. Excelente esta Sexta Maldita, EXCELENTE!!?

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    2. Dr. Gori ainda me fascina, foi o primeiro vilão que conheci na Ficção, é inesquecível. Penso que a emblemática e distópica narrativa de Spectreman nunca envelhecerá porque o problema ambiental ainda é um tema atualíssimo e essencial. Por mais que existam informações sobre Sustentabilidade e outras políticas preservativas ambientais, há seres humanos que ignoram as mesmas, desprezam ou desconhecem-nas.

      Spectreman merece um remake, a meu ver, porque o problema ainda está ativamente em nosso redor.

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