RESENHA: “Mulher-Hulk – Mulher Solteira Procura” de Dan Slott, Juan Bobillo e Paul Pelletier

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11007566_10205804234366750_1340421957_nSe todos os agentes da Hidra tivessem uma bunda gostosinha, por mim eles podiam ficar com o mundo”.

Resenha do encadernado “Mulher-Hulk – Mulher Solteira Procura” publicado no Brasil pela Salvat.

Título original: “Single Green Female”.

Roteiro de Dan Slott, arte de Juan Bobillo e Paul Pelletier.

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Por Rodrigo Garrit

SOBRE JENNIFER WALTERS

Eu adoro a Mulher-Hulk. Ela é minha personagem feminina preferida do Universo Marvel. Sério, eu amo o jeito descolado dela, a forma como ela encara sua tragédias e transforma isso em força para seguir em frente. Ela não é uma guerreira sanguinária, uma devota da arte da guerra, é uma garota normal que tem uma vida, carreira, sonhos, desilusões… ok, não tão normal, mas até a parte em que ela se transforma numa deusa esmeralda praticamente invencível, o que temos é a essência de uma pessoa que poderia ser nossa vizinha, nossa colega de trabalho… enfim, gente como a gente. Mas com raios Gama.

E mesmo sendo essa garota incrível que a gente tem vontade de conhecer, ela é também a heroína que viveu aventuras épicas ao lado dos Vingadores e do Quarteto Fantástico… ela transita entre os figurões, mas desce pra tomar uma bebida com o pessoal “normal” no fim do expediente.

Eu adoro a Mulher-Hulk!

SOBRE MULHER SOLTEIRA PROCURA

Jennifer Walters é uma advogada de sucesso e de bem com a vida, que por acaso também é capaz de se transformar numa gigante de mais de dois metros de altura com pele verde, superforça, invulnerabilidade e alto estima elevadíssima. Dividindo seu tempo entre as aventuras com os Vingadores e o exercício da advocacia, ela tenta encontrar o equilíbrio entre e heroína e a advogada… enquanto se diverte ao máximo no processo.

Dan Slott levanta algumas questões interessantes em seu enredo. Uma delas é o fato de colocar em evidência a profissão de Jen, e encaixar isso no contexto da realidade do universo Marvel. Não é só o fato dela, cuja identidade de Mulher-Hulk é pública, exercer direito, mas aplicar a rotina da sua profissão em um mundo povoado de superseres e criaturas sobrenaturais, vindo a criar uma nova categoria para a classe, o direito super-humano, especializado em casos onde a justiça convencional simplesmente não se aplica. Assim sendo, ela pode pegar causas bem específicas, onde poderá atender transmorfos, fantasmas, mutantes e alienígenas. Muitos desses casos foram abordados de forma muita divertida, principalmente o processo do Homem-Aranha contra J. Jonah Jameson…

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O bom humor, inclusive, é um dos pontos altos da HQ. Não é algo tão evidente como na fase de John Byrne, que usava e abusava irrestritamente de todo e qualquer recurso narrativa em mãos sem se preocupar com continuidade ou se atendo a regras; sua Mulher-Hulk era quem ele quisesse que fosse (dentro do seu próprio título, pelo menos) e ciente de que era uma personagem de quadrinhos conversava abertamente com Byrne e os leitores, causando alguns dos momentos mais hilários dentro de um gibi “sério” de super-herois.

O texto de Slott não vai tão longe, e nem precisa. Seu tom leve e descontraído nos apresenta uma Jennifer que adora ser a Mulher-Hulk, adora ser uma vingadora, adora ser advogada, adora dar festas, adora sair com carinhas interessantes e não sente a menor culpa por isso. Em tempos de heróis amargurados, repletos de crises de identidade e autopiedade, é ótimo ver uma personagem que longe de ficar se martirizando, está mais preocupada com a próxima balada com os amigos. Mas não pensem que isso faz dela uma irresponsável sem cérebro; pelo contrário, muito embora o fato de ser a Mulher-Hulk inegavelmente tenha lhe aberto muitas portas profissionais, ela de fato é uma advogada brilhante e uma heroína valorosa e peça fundamental como membro dos Vingadores.

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Os desenhos de Juan Bobillo são condizentes com a clima da história e ele retrata Jennifer de forma maravilhosa, com todos os seus nuances de insegurança e as preocupações causadas pela sua jornada dupla. (Ou seria tripla? Afinal ela é vingadora, advogada e estrela da sua própria revista mensal!). O traço de Bobillo é inovador e traz um diferencial interessante. Mas, se aprovei a sua Jennifer, por outro lado não curti muito a interpretação dele para a Mulher-Hulk… nada que interfira na fluidez da história, mas achei que ele a fez desproporcional, com braços muito inchados apesar dela realmente ter o corpo de uma fisiculturista, existem maneiras de desenhar um corpo feminino musculoso de forma mais harmoniosa. O melhor exemplo disso está nas capas da série, assinadas por  Adi Granov. Uma rápida comparação entre elas já torna evidente o fato. Talvez eu tenha sido mimado pelo John Byrne, porque ele a desenhava de forma impecável, mas como eu disse, é apenas um detalhe que não prejudica o conjunto da obra. Paul Pelletier que desenha o quinto e o sexto número da série tem um traço mais tradicional, mas acerta na caracterização do físico da gigante esmeralda, fazendo-a linda e imponente.

Confesso que tinha reservas antes de ler essa HQ, mas ela se mostrou uma grata surpresa. Resgatou o que a personagem tem de melhor, sua personalidade divertida e os conflitos de uma garota moderna, mas não deixou de lado sua veia heroica, colocando-a para lutar com vilões não apenas dentro de um tribunal, mas fora dele com várias cenas de ação e momentos engraçados.  Fiquei imaginando que grande série de tevê a personagem poderia render…

Mas sou suspeito pra falar.

Eu adoro a Mulher-Hulk!

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3 comentários sobre “RESENHA: “Mulher-Hulk – Mulher Solteira Procura” de Dan Slott, Juan Bobillo e Paul Pelletier

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