RESENHA: “John Constantine Hellblazer – Newcastle e a Máquina do Medo, ato I” de Jamie Delano.

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11125602_10206135149359418_2134001890_n“Não procure conforto. Não procure Santuário…”.

Roteiro de Jamie Delano.

Arte de Mark Buckingham, Richard Piers Rayner e Mike Hoffman.

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Por Rodrigo Garrit

Ele passou o diabo e SIM, foi um trocadilho infame, mas não tanto quanto o próprio Constantine, mago talentoso na milenar arte da cara de pau. Cada dia da sua vida parece ser assombrado por eventos sinistros, mas sempre consegue uma forma de se esquivar do pior e seguir em frente com suas trapaças bem intencionadas. Só que de boas intenções, o inferno está cheio! SIM, outro trocadilho infame. Ele merece!

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John vive um momento de relativa calmaria enquanto se recupera dos recentes acontecimentos que culminaram com a infusão de sangue demoníaco em suas veias, a morte do velho amigo Ritchie Simpson e sua (ainda não terminada) participação na guerra entre as facções infernais dos grupos de Horroristas,  o EXÉRCITO DA DANAÇÃO e os CRUZADOS DA RESSURREIÇÃO.

Em meio ao caos vosso de cada dia, somos apresentados aquela que talvez é a passagem mais importante da vida de Constantine, o divisor de águas que forjou o mago que ele viria a ser: o fracassado exorcismo em Newcastle, onde vínculos espirituais foram traçados e traumas psíquicos marcariam pelo resto da eternidade todos os envolvidos. Foi a maior derrota de John, e o seu maior estímulo a nunca deixar nada assim se repetir, custe o que custar.

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O encadernado segue com uma história surreal narrando um passeio de Constantine pela praia… o que obviamente termina não sendo, assim como nada em sua vida, algo “simples” e livre de algumas doses de gritos desesperados somados ao mais puro e completo desespero.

Em seguida, entramos no arco de histórias “A Máquina do Medo”, cuja primeira parte é  apresentada aqui deixando sua conclusão para o próximo encadernado. Nela, vemos John sendo obrigado a lidar com as consequências de sua guerra contra as forças das trevas, sendo acusado injustamente do assassinato brutal de seus vizinhos, que conforme visto no encadernado anterior, foi obra de seus inimigos. Com isso ele passa a ser procurado pela polícia com direito a foto estampada no jornal e a alcunha de assassino satanista. Buscando uma forma de provar a própria inocência, ele se refugia com um grupo de “hippies” acampados em um local afastado da civilização, com muito contato com natureza, paz, amor e… magia!

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Embora ele se sinta em casa com essas pessoas, não demora pra que essa calmaria comece a desmoronar; e como é rotina na vida dele, tudo acabe indo pro inferno…

Jamie Delano também se sente em casa, essa é a praia dele, e seu Constantine recebe a lapidação final após ter sido esculpido por Alan Moore, sendo moldado aqui no personagem que viria a ter o título mais longevo do selo Vertigo e uma legião de fãs por todo o mundo.  A arte das histórias mantém o padrão das edições anteriores, com traços charmosamente desleixados que trazem à tona certa nostalgia e invocam o espírito de uma época onde a narrativa era feita com altíssima qualidade mas sem a pretensão de saber o alcance que teria no decorrer dos anos, fazendo-se atual mesmo após cerca de três décadas de sua publicação; consolidando-se merecidamente como um dos maiores clássicos do selo adulto da DC, senão dos quadrinhos de um modo geral.

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É mais uma edição de colecionador imperdível para os fãs do gênero.

Clique nos links abaixo e leia as resenhas de todos os encadernados clássicos de Hellblazer em ordem cronológica!

Origens Volume 1: “Pecados Originais”

Origens Volume 2: “Triângulos infernais”

Até a próxima!

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