RESENHA: “Liga da Justiça Unida” de Jeff Lemire e Mike McKone.

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Img de Capa

“Viva o Canadá!”

Resenha de Justice League United #0 e #1 publicadas no Brasil pela Panini nas revistas Liga da Justiça 31 e 32.

Roteiro de Jeff Lemire.

Arte de Mike McKone.

 

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Por Rodrigo Garrit

Embarque nessa nova aventura espacial conduzida por Jeff Lemire e Mike McKone com a Liga da Justiça… em tempos de reviravoltas e reboots, violência, temas polêmicos e outras bizarrices, eis que Lemire, que vinha fazendo um trabalho espetacular à frente dos roteiros do título do Homem Animal pega a contramão da atual tendência e nos apresenta a uma nova versão da Liga que mais do que cenas impactantes, privilegia o velho prazer de ler uma boa história…

…ainda que ele use o Lobo e o Gavião Negro e os coloque para brigar. Não tem como não sair nenhuma cena violenta, polêmica e bizarra disso.

Uma raça alienígena está tentando criar um ser geneticamente modificado para usar em seus planos de dominação universal. Inadvertidamente, o antropólogo Adam Strange se envolve quando sua aluna (e amante) Alanna é abduzida por esses aliens. Aproveitando a presença da Stagirl e do Homem Animal numa convenção, ele decide pedir ajuda, levando-os ao local do acontecimento e entrando com eles na batalha pelo seu amor e pela liberdade do cosmos!

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Note que Adam Strange recebe sua reformulação, sendo que essa é praticamente sua “origem secreta” dentro dos Novos 52.  Agora ele é canadense e sua amada Alanna, antes nativa do planeta Rann, é reapresentada como uma legítima terrestre (pelo menos até que se prove o contrário).

Outros membros da Liga da Justiça América se unem a eles enquanto nas proximidades uma jovem de origem Cree (comunidade indígena canadense) se envolve numa contenda sobrenatural e manifesta incríveis poderes!

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Jeff Lemire decidiu que era hora de finalizar seu bem sucedido trabalho no título do Homem Animal, talvez entendendo que a melhor hora de sair é no auge. No entanto ele ainda tinha projetos em mente com a DC, o que incluí o título Liga da Justiça Unida, que substituí a Liga da Justiça América (não confundir com a Liga principal com Superman, Batman, Mulher Maravilha etc.) e chegou a ser anunciada como “Liga da Justiça Canadá” (país de origem de Lemire), o que supostamente foi deixado de lado muito embora esse seja o nome do primeiro arco, já anunciado de cinco partes, e ao que tudo indica, eles fixarão sua base nesse país.

É muito bom ver o Caçador de Marte em ação, totalmente recuperado de sua passagem pelo Stormwatch, a qual ele mesmo usando de sua telepatia fez todos esquecerem. Quanto a Supergirl, ainda não sei se gosto da ideia dela agindo numa equipe como a Liga, mas ainda não posso opinar já que salvo uma participação relâmpago nas primeiras páginas de edição zero, ainda não deu as caras como membro efetiva do grupo.

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Os desenhos de Mike McKone são velhos conhecidos dos fãs da DC, invocando antigos trabalhos dele em outras versões da Liga da Justiça e Novos Titãs de Geoff Johns. Nesses primeiros números ele parece estar ainda “pegando o jeito” na caracterização de alguns personagens, o que é normal quando se estreia um novo titulo.

Gostei muito do que li, e digo que me agradou bem mais que o título anterior da LJA, embora houvesse bons momentos com a própria Stargirl e o personagem Vibro. Agora temos uma nova Liga, cuja base fica no Canadá, mas pelo que parece não ficará presa a fronteiras ou mesmo a um planeta, sendo uma equipe voltada para aventuras espaciais, gênero empolgante que andava sendo meio deixado de lado pela DC, praticamente monopolizado pela Tropa dos Lanternas Verdes. Só a presença de Adam Strange já garante boas oportunidades de grandes aventuras, o que me lembra um pouco sua parceria com o Homem Animal e Estelar durante o evento “52”.

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PONTOS DE DESTAQUE:

º  Adam Strange em início de carreira, acabando de entrar em contato com seu primeiro traje espacial.

º  Introdução a nova personagem canadense, aparentemente fruto das lendas locais, mas sua transformação ocorre ao pronunciar uma palavra mágica, no melhor estilo Shazam.

º  A ameaça alienígena faz uma clara homenagem a origem da Liga da Justiça Clássica, ao enfrentar uma criatura que se transforma em fogo, ar, eletricidade, pedra e madeira.

º  Com a participação do Lobo enfrentando o Gavião Negro; Supergirl, Caçador de Marte, Adam Strange, Stargirl e Homem Animal (que se provou um grande herói espacial, vide suas aventuras clássicas com os “heróis esquecidos”) essa é talvez a formação mais interplanetária da Liga, a exceção da presença do Arqueiro Verde, que certamente servirá de contraponto entre eles.

 º  A dinâmica entre Homem Animal e o Arqueiro Verde já começou divertida com sua troca de comentários pouco elogiosos e promete render bons momentos, sem querer forçar muito na comparação, mas ao estilo Besouro Azul e Gladiador Dourado.

º   O lado aventuresco de Alanna, liderando uma rebelião entre os prisioneiros alienígenas!

A sorte está lançada! Agora só nos resta esperar para ver até onde essa nova Liga vai conseguir chegar…

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