RESENHA: Liga da Justiça # 33

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Img de Capa“Eles vão nos ajudar a criar chamas maiores… chamas que podem ser vistas de muito longe”.

Editora: DC/Panini

Preço: R$ 7,20

Data: Abril/2015

Número de Páginas: 68

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LIGA DA JUSTIÇA

“LIGA DA INJUSTIÇA” –  Capítulo 3: Nascimento

Roteiro de Geoff Johns, desenhos de Doug Mahnke e arte-final de Keith Champagne

Originalmente publicado em Justice League 32

Geoff Johns dá continuidade a sua história trazendo à tona diversas das pontas soltas deixadas pela mega saga Vilania Eterna e desenvolvendo mais calmamente alguns desses temas. Todos sabíamos que a Superwoman, agora uma prisioneira, estava grávida do Coruja, e agora resta saber o que será desse bebê que está a prestes a nascer. Mas esse não é único vestígio do ataque do Sindicato do Crime à Terra. No número anterior, Volthoom, o ser que habita o artefato do falecido Anel Energético encontrou uma nova hospedeira, Jéssica Cruz, que muito diferente dos requisitos para se tornar uma Lanterna Verde, parece estar em um profundo estado de síndrome do pânico potencializado por eventos ocorridos em seu misterioso passado e mencionados em forma de ameaça pelo anel em seu dedo. Jéssica, assim como o último portador do anel não quer ser hospedeira dele, mas se vê obrigada a se submeter a sua vontade. Curioso que os que irão entrar em conflito com ela não serão os membros da Liga, mas sim a recém formada Patrulha do Destino, contando com sua formação clássica: Homem-Robô, Mulher Elástica e Homem Negativo, que agora inclui também a Mulher-Elemental em suas fileiras. Ela chegou a integrar a Liga da Justiça América, mas após ser dada como morta, ninguém mais soube da moça até ser resgatada por Niles Caulder, também conhecido apenas como “Chefe”, a mente por trás da Patrulha.

Essa não é a estreia da Patrulha nos Novos 52, alguns membros já haviam aparecido antes inclusive durante os eventos de Vilania Eterna, embora rapidamente e a maioria tenha vindo a morrer.

Essa versão de Caulder também já havia aparecido nos Novos 52 ao lado de Caitlin Fairchild como mentor da equipe de jovens meta-humanos “Devastadores”, surgidos da mesma esteira dos Novos Titãs, ganharam título próprio, mas a revista não vingou. Caulder retorna agora ao lugar que ele deve estar, ao lado da Patrulha. Mas não se engane, não se trata de um mentor benevolente, embora também não seja essencialmente maligno. Johns o retrata como um mente científica que enxerga o contexto maior a longo prazo, não se importando em ser gentil ou em salvar vidas caso tenha outras prioridades. Os membros da Patrulha do Destino são gratos a ele por ter salvo suas vidas, mas esse comportamento provavelmente causará desentendimentos sérios entre eles.

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Mas e a Liga da Justiça?

Sim, eles aparecem, embora não sejam o foco da história, estão lá para ajudar as pessoas pegas na batalha entre a Patrulha e a nova Anel Energético, ainda rodeados por Lex Luthor que não desistiu da ideia de integrar a equipe.

O embate entre Luthor e Caulder – dois gênios da ciência moralmente ambíguos – cada um à frente de sua própria super equipe (ou assim eles acreditam) deverá fomentar a futuro de ambos os grupos.

Depois de todo esse tempo, ainda curto os roteiros de Johns, que assim como alguns dos melhores escritores do ramo, trabalha suas histórias com antecedência, planejando bem antes os desdobramentos da sua narrativa. Nem sempre dá certo, mas ele tem conseguido bons resultados com a Liga. Boa prova disso que é que nessa história mesmo já são plantadas novas sementes com informações sobre a grande ameaça que devastou a Terra 3, e que culminará numa nova mega saga no futuro.

Os desenhos de  Doug Mahnke mantém a qualidade habitual; não é a primeira vez dele. Ele sabe caracterizar muito bem os personagens e já está bem afinado com os roteiros de Johns.

LIGA DA JUSTIÇA UNIDA

“LIGA DA JUSTIÇA CANADÁ” – Partes 3 e 4

Roteiro de Jeff Lemire, desenhos de Mike McKone, arte-final de Dexter Vines, Cam Smith, Guillermo Ortego e McKone.

Originalmente publicado em Justice League United 2 e 3.

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GAVIÃO VS LOBO

Não sei se posso dizer que a história tem grandes surpresas, mas empolga com seu ritmo acelerado e sua linguagem dinâmica. Homem-Animal, Stargirl, Caçador de Marte, Arqueiro Verde e um inexperiente Adam Strange foram reunidos por uma ameaça espacial envolvendo a tentativa de criar um ser híbrido de várias raças alienígenas destinado a governar a galáxia. O plano mirabolante mas perigosamente perto de se tornar realidade acaba chamando atenção também da Supergirl e do Gavião Negro, (sem falar em Alanna, namorada de Strange que foi feita prisioneira pelos aliens mas está perto de começar uma revolta entre os outros detentos), formando assim uma improvável equipe que por falta de nome melhor, se auto intitulou de “Liga da Justiça”! (Ei, se você vivesse no universo DC, tivesse poderes e se juntasse com outros heróis uniformizados no espaço faria a mesma coisa… não?)

Toda essa conspiração galáctica já seria difícil de resolver mesmo sem a presença de um certo assassino espacial chamado Lobo ajudando os aliens… numa situação em que mesmo que a batalha seja vencida, outra bomba cairá no colo dos heróis. Afinal, o que fazer com uma criança alienígena inocente e toda poderosa?

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Voltando ao Canadá, não esqueçamos da garota que desde a edição anterior vem passando por maus bocados ao enfrentar poderes que parecem querer destruí-la… ou fazer dela a nova super-heroína da DC!

Lemire nos entrega uma Liga da Justiça leve, quase pueril, mas nem por isso menos interessante. Seu texto coeso permitiu que uma equipe de personagens tão diferentes, alguns dos quais nunca haviam atuado juntos, já esteja bem entrosada e pronta para se tornar uma nova e proeminente versão da Liga.

Sem título

Os desenhos de Mike McKone ainda me aparecem aquém do que ele já realizou em trabalhos anteriores, muito embora sua arte tenha um estilo limpo e detalhado, ainda me incomoda um pouco a caracterização de alguns personagens (ao contrário de Doug Mahnke, que desenhou a primeira história da revista e deixou essa comparação bem evidente). Mas ele compensa isso desenhando máquinas alienígenas e o interior de naves espaciais muitíssimo bem. Enfim, não é excepcional, mas também não é nada que comprometa a boa qualidade da história.

CURIOSIDADE: A capa alternativa da edição americana desse número da Liga é uma releitura de Justice League # 01 de Grant Morrison ilustrada pelo mesmo Howard Porter!
CURIOSIDADE: A capa alternativa da edição americana desse número da Liga é uma releitura de Justice League # 01 de Grant Morrison ilustrada pelo mesmo Howard Porter!
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2 comentários sobre “RESENHA: Liga da Justiça # 33

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