RESENHA: Homem-Aranha # 17

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44“Preciso lembrar que não sou Otto Octavius… eu sou Peter Parker.”

Editora: Marvel/Panini

Preço: R$ 7,20

Data: Abril/2015

Número de Páginas: 68

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HOMEM-ARANHA SUPERIOR

Roteiro de Dan Slott e Christos Gage, desenhos de Giuseppe Camuncoli e arte-final de John Dell

Originalmente publicado em Superior Spider-Man 28  e 29

Quando você acha que já viu de tudo, o Dr. Otto Octavius vem e assume o controle do corpo de Peter Parker, se tornando algo novo…  um Homem-Aranha… Superior?

Muito bem, vamos em frente.

Existe uma verdadeira batalha de supergangues em Nova York, cujo principal chefão é Norman Osborn, o Duende Verde. Equipado com tecnologia de ponta e soldados fiéis a sua causa, ele pretende se manter no controle do submundo criminoso da cidade, a menos que seja impedido pelo Doutor Octopus atualmente habitando a pele do Homem-Aranha.

Quem vem acompanhando a série sabe que a essência do verdadeiro Peter Parker não se perdeu completamente, mas está imersa na psiquê do vilão que roubou seu corpo. De alguma forma, essa essência influenciou Octavius a ser um vilão… não, me recuso a usar a palavra “superior” aqui. De alguma forma influenciou Octavius a adquirir uma nova consciência impregnada da noção de que com grandes tentáculos vem grandes consequências. Ou algo assim adaptado a mente psicótica dele, resultando em um herói supostamente superi… melhor! (?)

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O problema é que a essência de Peter está presa nas memórias traumáticas de Octavius, e a cada dia que passa fica mais fraca, o que nesse ritmo, vai acabar por se desfazer. Octavius por outro lado, para surpresa geral, tem tido atitudes cada vez mais nobres e até mesmo vem sendo capaz de expressar seus sentimentos – seus bons sentimentos – através de atos heroicos dignos do próprio Parker. Então você me pergunta: O que está acontecendo?? No que eu respondo: Não sei. Então, você volta a questionar: Onde isso vai dar?? E eu prontamente respondo: Também não sei. mas espero que Peter volte logo e que muito disso seja esquecido e escondido na teia da vergonha junto com o Aranha-móvel e a Saga do Clone.

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Dan Slott, o responsável por toda essa mirabolante nova fase é um mau escritor?  Desculpem aqueles que odeiam o cara, mas não, ele não é um mau escritor e digo mais: o cara é muito bom! Perái! Você me diz, me dando um tapa no peito: Como assim cara? Eu entendi errado? Você acabou de criticar a história dele e agora tá defendendo o cara?? No que eu respondo: Calma, meu amigo, as coisas não são bem assim. Vamos analisar os fatos friamente.

Como todo bom escritor, Slott decidiu ousar em sua narrativa, buscou sair do lugar comum e encontrar novos horizontes, renovar velhos conceitos e tal. Para isso, ele fez o impensável, e em se tratando do Homem-Aranha, o impensável já foi feito muitas vezes, de muitas formas e cores. Então, o que mais poderia tirar nosso amado cabeça de teia da mesmice e ainda ter a grande chance de ser algo destemido e visionário? Sim,  é óbvio que eu não estava lá quando ele pensou nisso, mas é assim que imagino a coisa toda. Então, a história de um vilão habitando o corpo de um herói, e não de qualquer herói, nasceu. Eu louvo a ousadia, a inventividade e vontade de quebrar barreiras. Mas ter uma ideia revolucionária é muito diferente de coloca-la em prática de maneira eficiente. Brian Michael Bendis trouxe os X-Men originais do passado e os colocou para conviver com suas contrapartes adultas. Se alguém tivesse me dito que isso seria feito, e por um longo período de tempo, com direito a título próprio e todas as suas ramificações, eu diria que se trata de algo difícil e arriscado, o que é mesmo. Eis a ideia revolucionária de Bendis. A diferença entre ele e Slott? Nenhuma. Eles estão lutando pelo que acreditam e investindo com todas as suas forças para que isso dê certo. No caso de Bendis, apesar da estapafúrdia, e de todas as leis da física que preciso ignorar MESMO sendo um gibi de super-heróis, me agrada muito ver esses jovens X-Men em ação. Já com Slott, a coisa é mais pesada: não me agrada nada ver Octavius usufruindo do corpo de Peter, com isso ele conseguiu alcançar o ápice da injustiça, não existe uma forma de mensurar o crime cometido por ele, estuprando a alma de seu inimigo…

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Mas o texto é bom. O enredo é divertido. Os diálogos são interessantes. Gosto de ver esse Duende ensandecido em ação, colocando tudo a baixo com seu terror inteligente de quem já sacou tudo que está acontecendo e agora quer simplesmente se divertir com a situação. Gosto muitíssimo de ver o Homem-Aranha de 2099 de volta, investigando os fatos e confrontando Octavius, já desconfiado de que ele não é o mesmo homem por baixo da máscara…

Tudo é caos, tudo pode piorar, tudo pode melhorar, tudo pode mudar.  E no fim, muito disso estará para sempre esquecido na teia da vergonha.

Junto do Aranha-móvel e da Saga do Clone.

 HOMEM-ARANHA: GRANDES ENCONTROS

Roteiro de Kevin Shinick, desenhos de Marco Checchetto e Ron Frenz e arte-final de Sal Buscema

Originalmente publicado em Superior Spider-Man Team-Up 11

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Bom, gostaria de começar dizendo que a revista da Panini não traduziu nesta edição o título “Superior Spider-Man Team-Up”, por isso estou chamando ele aqui de “Homem-Aranha: Grandes Encontros” (ainda me recuso a utilizar a palavra “superior”). Se houver outro nome traduzido para o português me desculpem.

A história pega o gancho deixado pela aventura anterior, mas numa inteligente manobra do roteirista Kevin Shinick, muda o foco para o lance dos “Grandes Encontros” em forma de flashback sem tirar o leitor no momento cronológico do título. Porém, muito embora a técnica narrativa usada mereça aplausos, o conteúdo da história decepciona, não apresenta nada novo, nenhuma grande surpresa, nada que não fosse esperado. Tem a coisa do ar saudosista com a arte-final do mestre veterano Sal Buscema, mas é só. Vai continuar correndo em paralelo aos eventos principais, mas sinceramente, não estou disposto! Preferiria manter o foco no palco principal, nem que seja por raiva e pra ver logo isso tudo terminar. Sem nunca admitir que talvez, só talvez, eu esteja achando essa loucura toda algo muito divertido.

Mas vocês não ouviram isso de mim.

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2 comentários sobre “RESENHA: Homem-Aranha # 17

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