Liga da Justiça Vs Jovens Titãs – RESENHA

 

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Por Rodrigo Garrit

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No dia da inauguração da Sala de Justiça, a Legião do Mal ataca, mas algo ainda pior se escondia nas sombras, uma força sobrenatural poderosíssima capaz de possuir qualquer um e preparar a vinda de um dos piores males extradimensionais… o dêmonio Trigon, que deseja usar sua filha Ravena para dominar a Terra. Agora os Jovens Titãs e a Liga da Justiça precisarão unir suas forças para combater essa ameaça, mas antes terão que se provar lutando contra seus próprios amigos possuídos…

Sim, quem pensou que eles não usariam a velha fórmula “heróis lutam entre si e depois unem forças contra ameaça em comum” se enganou. Mas isso não precisa necessariamente ser um defeito. Continue lendo.

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Liga da Justiça vs Jovens Titãs segue a continuidade das últimas animações da DC, trazendo a formação da Liga conforme visto em seus últimos filmes animados.  Além disso o longa já abre com uma homenagem ao desenho “Superamigos”, mostrando uma Sala da Justiça nos moldes do clássico desenho e a presença da Legião do Mal. (Curioso é que o Cyborg foi membro de uma das encarnações dos Superamigos).

Finalmente os Titãs interagem com os membros da Liga, muito embora eles já tenham tido grande destaque em sua própria série animada e um filme de animação próprio: Os Jovens Titãs: Missão Tókio.

Porém essa versão dos Titãs, embora muito parecida com a da citada série não segue exatamente a sua continuidade, uma vez que foi preciso se encaixar na cronologia já estabelecida pelas animações anteriores da Liga, onde a origem do Cyborg foi contada de forma diferente levando-o a ser um membro importante da Liga e não dos Titãs.

Outro fator importante foi a presença de Damian Wayne como Robin ingressando no grupo de jovens justiceiros, estabelecendo uma linha de tempo onde Dick Grayson foi um Robin que fez parte dos Titãs, e hoje mais velho, já aparece como Asa Noturna. Por causa disso, temos uma Estelar um pouco mais madura que os demais, numa idade compatível com do Dick, deixando claro o envolvimento romântico deles na juventude. Isso não prejudica em nada a personagem, que se tornou uma espécie de mentora e a líder da equipe.

A Ravena e o Mutano, por outro lado, não envelheceram, permanecendo adolescentes, inclusive é citado que a filha de Trigon tem quatorze anos. Junto a eles, foi incluído Jaime Reyes, o novo Besouro Azul, que chegou a ser um titã nos quadrinhos, embora estejam desvinculados há algum tempo, porém continua sendo alguém cuja presença ali faz sentido.

A trama é toda construída em torno da clássica Saga de Trigon, de Marv Wolfman e George Pérez, adaptando-a de modo a se encaixar na realidade das animações da Liga. A mesma saga já havia sido adaptada antes na série animada dos Titãs, mas nesse filme ela é recontada de forma mais fiel aos quadrinhos, mostrando toda a origem de Ravena, desde o envolvimento de sua mãe com o demônio até seu exílio para Azarath e a posterior fuga para a Terra, onde ela encontra os Titãs.

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Existem muitos traços de animações japonesas incorporados ao filme, não que isso seja algo ruim, mas o excesso descaracteriza um pouco os personagens. No entanto, o mesmo estilo confere ótimas sequencias de ação e batalhas que prendem a atenção, dignas do que vemos nos quadrinhos .

Outro fator muito positivo foi o uso dos quatro pilares dos Titãs criados pelos já citados Marv Wolfman e George Pérez: Cyborg, Estelar, Ravena e Mutano. Sim, o Asa Noturna também está lá, mas sua presença é quase um adereço uma vez que sua função na trama foi apenas periférica.

O filme tem uma breve cena pós créditos que serve de gancho para uma nova animação, mais uma vez evocando outra das melhores sagas já contadas com os Titãs nos quadrinhos.

Uma ótima pedida para a nova geração de fãs, que deve agradar também a maioria dos saudosistas.

Ficha técnica:

Elenco:

Jason O’Mara , Jerry O’Connell, Rosario Dawson , Shemar Moore, Christopher Gorham, Sean Maher, Stuart Allan, Taissa Farmiga, Jake T. Austin, Brandon Soo Hoo, Kari Wahlgren, Jon Bernthal

Direção:
Sam Liu

Produtores:
James Tucker, Alan Burnett, Sam Register

Roteiro:
Bryan Q. Miller, Alan Burnett

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Leia também a resenha da animação LIGA DA JUSTIÇA: ARMADILHA DO TEMPO

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7 comentários sobre “Liga da Justiça Vs Jovens Titãs – RESENHA

  1. Eu fiquei super decepcionado quando percebi que esses jovens titans são novos… pensei que seriam aalguns anos depois da animação do desenho… com todo aquele desenvolvimento e sentimentos já desenvolvidos… mas não… tinha que começar do zero…

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