DC Rebirth – Titãs #1 – “Não há lugar melhor que o nosso lar!”

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por Venerável Victor Vaughan

Correndo o risco de parecer leviano nessa indagação, é possível dizer que Wally West – o nosso eterno e mais amado Flash de todos os tempos – é a partir de agora o mais importante personagem de todo o DC Rebirth, servindo como um improvável e surpreendente ponto de “convergência” de todo o roteiro desse rebooth que não é rebooth.

Na sua tentativa de recuperar sua vida “perdida” após os eventos de “Ponto de Ignição” – assim como os dez anos roubados de todos os outros heróis do Universo DC – o velocista ruivo proporcionou toda a carga dramática e valor narrativo do que poderia sem ele ser considerado como mais uma tentativa cínica, estéril e pueril de mais um novo reboot da editora.

E agora com essa novíssima série sob o comando do competente roteirista Dan Abnett e do controverso desenhista Brett Booth, as chances de fãs mais maduros e novatos perderem a experiência de conviverem com esses icônicos personagens é quase nula.

Dan Abnett & Breth Booth
Dan Abnett & Breth Booth

Todos os demais títulos que deram continuidade á revista “DC´s Rebirth” seguiram um honesto e simplório formato até então, proporcionando novos “status quo” para os principais heróis da editora além de soltar pequenas pistas de coisas que estão por vir na continuidade de cada um. Entretanto, por mais competentes que suas histórias de “renascimento” tenham sido conduzidas, poucas foram tratadas com a bagagem de emoção que a dupla criativa do título “Titãs” nos ofereceu em sua edição de recomeço.

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Essencialmente a revista inteira se desenvolveu em uma única cena, onde Wally encontra um dos antigos esconderijos de sua velha equipe de Titãs e ao ser descoberto por seus amigos, inadvertidamente vai restaurando uma por uma de suas recordações a medida que vai tocando em cada um deles. Isso pode soar simples, na verdade é…

Mas apesar das questões levantadas, como por exemplo: essa nova habilidade pode ser aplicada a qualquer um dos heróis DC, ou só aos que previamente o conheciam e amavam? A forma como tudo isso foi executado é simplesmente perfeita.

Provavelmente o aspecto favorito no roteiro dessa história seja a forma como as memórias que Wally provoca em cada companheiro serve de gatilho para uma recordação total e imediata em seguida. Esse conto não fala de um conflito mundial, uma imensa batalha contra um super-vilão antigo que resolve ressurgir, mas ao contrário… Ela se trata de um momento delicado, silencioso e íntimo que ajuda a reconstruir os laços entre antigos companheiros.

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Essa é uma brilhante história que ajuda a cimentar novamente a máxima de que esse título fala muito mais de “família” do que de mais um super grupo. Esses são os Titãs que há mais de vinte anos esperávamos de volta e que não existiam mais por causa de rebooths e relaunchs, mas sim por incompetências editoriais e por equipes criativas refratárias ao que ser um titã sempre representou até o final da década de noventa.

A arte de Booth, apesar de exageradamente noventista, consegue imprimir todo o conceito de dinâmica e jovialidade que a nova fase da editora pretende vender para seus fãs. E para cada quadro recheado de atitude, poses heroicas e ação, há nítida a preocupação e carinho do artista de colocar um impressionante conteúdo emocional em cada um dos jovens personagens.

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Do olhar de espanto na expressão do Asa Noturna quando subitamente relembra o nome do Wally aos momentos profundamente fraternos durante cada uma das cenas de “flashback”, Booth realiza um espetacular trabalho em conferir matéria à carga emocional que Abnett visualizou para a revista. Dessa forma cimentando as bases do que promete ser uma das mais fantásticas fases da equipe desde Wolfman e Perez.

Um crédito extra deve ser conferido para dois particulares momentos; o primeiro sendo toda a tensão do velocista durante os momentos que tem que esquivar dos ataques de seus amados amigos buscando não os machucar ou piorar sua situação, o tempo todo mostrando o quanto cada um deles é importante e admirado por ele. E o segundo é a cena final em que toda a equipe se reúne como a “família” que sempre foram, mais uma vez.

Essa edição consegue o feito de provocar vontade em seguir esses heróis – não, essa família – tanto para os fãs clássicos e fiéis de sempre quanto para qualquer outro seguidor regular de outras publicações da editora das lendas.

Wally West está de volta para sua família. E para quem entende a referência de “O Mágico de OZ”, já dizia a menina Doroty, realmente… “não há lugar como o nosso lar”.

Queridos devotos do Santuário. Link para nossa resenha do especial “DC Rebirth, aqui!

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4 comentários sobre “DC Rebirth – Titãs #1 – “Não há lugar melhor que o nosso lar!”

  1. Eu sempre soube que eles iam voltar, eu nunca entrei em pânico nem surtei por causa disso! 😃
    Gente, são os Titãs em sua forma mais pura, prontos para expandir e evoluir para tudo o que eles podem ser! Só nos resta acompanhar a tudo de camarote e ser feliz!
    Parabéns pela resenha fodástica, Venerável Victor!

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