Superman Rebirth # 01

Resenha da nova fase do Superman na linha Renascimento da DC!

Contém Spoilers

Por Henry Garrit

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“As cores irão voar”

Eu não queria usar esse clichê, mas afinal de contas estou falando de uma história em quadrinhos de Super-heróis então, vamos lá…

O Superman está morto. Longa vida ao Superman!

Sim, caros devotos, espero que vocês tenham observado o alerta de spoiler antes de começar a ler este texto, apesar que em tempos de viralização de informações na internet fica meio difícil algo assim não ter vazado e chegado aos ouvidos dos fãs do personagem, mas de qualquer forma… é isso. O Superman dos Novos 52 “foi dado como morto” (vamos chamar assim), e um Superman de outra Terra que já vive há anos na clandestinidade com sua esposa Lois Lane e seu filho Jonathan resolveu sair das sombras e preencher o vazio deixado pelo Homem de Aço caído.

Embora tecnicamente esse seja o Superman pré-Novos 52 que todos amamos, para o contexto da história devemos considerar que ele é mesmo um sobrevivente de outra Terra e não uma “memória perdida”, roubada de todos através da manipulação do Dr. Manhatan como é o caso do Flash Wally West por exemplo, conforme descobrimos no especial UNIVERSO DC RENASCIMENTO.

A revista é escrita por Peter J. Tomasi com desenhos de Patrick Gleason, a mesma equipe que produzia o título “Batman e Robin”, onde víamos de forma tão bem construída a relação de pai e filho entre Bruce e Damien Wayne. O que eu temia é que eles não repetissem essa dinâmica, dessa vez entre Clark e seu filho Jon, mas para minha grata surpresa, o mesmo clima é realizado com sucesso, numa história com diálogos inteligentes e os desenhos expressivos de Gleason.

Já sabemos que Jon e Damien terão um título próprio – Superfilhos – mas aqui podemos começar a presenciar os primeiros passos dele rumo ao super-heroísmo, sendo orientado por seus pais da mesma forma que Clark foi por Jonathan e Martha Kent, estabelecendo assim  os parâmetros de caráter que definirão o herói que ele pode vir a ser.

Só eu ouvi a música tema de Smallville agora?

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Não é a primeira vez que vemos o Superman na condição de pai,  uma vez que ele e Lois chegaram a adotar o garoto kyptoniano filho do General Zod, a quem batizaram de Christopher Kent (bela homenagem ao ator Christopher Reeve que encarnou o personagem nos cinema nos anos 80). Porém isso ocorreu na cronologia pré-Novos 52, e mesmo ali o garoto havia se perdido na Zona Fantasma…

Voltando a cronologia atual (cronologia? hahaha) existe um potencial enorme a ser explorado nessa nova e ousada fase do herói (sim, ousada…! Quem realmente acreditou que o velho Clark voltaria a essa altura do campeonato a ser o Superman principal da editora?) .

Agora Clark Kent é pai de um garoto meio humano, meio kryptoniano, e precisa treiná-lo para que seus poderes não saiam do controle. O menino parece viver conflitos bem parecidos com os que o próprio Clark passou em sua juventude, o que concede à história um ar de nostalgia e o resgate daquele velho clima das HQs do Superboy pré-Crise.

O envolvimento desse “novo” Superman com a Liga da Justiça também ganha destaque, uma vez que ele é recebido com desconfiança pela comunidade heroica, e quem pode culpá-los? Eles ainda não o conhecem e não sabem se ele é realmente confiável.

Numa história sem muitas firulas, Tomasi conseguiu prender minha atenção do começo ao fim, e vou ser sincero, por mais que toda essa situação seja estranha, afinal é o Superman de outro mundo inserido na continuidade fundamentada pelos Novos 52, não tem como os leitores que acompanharam aquela fase não o reconhecerem e não o acolherem de braços abertos.

Sempre é muito difícil para um autor escrever boas histórias com o Superman.. mas  pelo menos nesse título, o kryptoniano parece estar em boas mãos.

Superman (2016-) 001-017
Somebody saaaaaaaave me… Let your warm hands break right through… Somebody saaaaaaaaaave me…
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2 comentários sobre “Superman Rebirth # 01

  1. Gostei da postagem,porém o universo DC esta uma bagunça só e ninguém esta conseguindo acertar a mão.A sigla DC esta mudando de “detective comics” para “duvidas e caos”…
    Devolver os anos perdidos de tantos erros seria o mais lógico ao invés de tentar tirar aguá de pedra.
    Houveram acertos mas eles não se importam…a Marvel refez o seu multiverso e agora faz suspense para poder vender seu “peixe” e não esta errada pois tem poucos personagens bons ebem trabalhados,enquanto a DC tem MUITOS personagens bons(devido a MUITAS COMPRAS DE PERSONAGENS DE OUTRAS EDITORAS) porém não tem muitas mãos certas para fazer a “mágica “funcionar.
    Chato falar isso mas é a verdade:falta criatividade desde os anos 70.Raras são as excessões .
    Não quero dizer isso mas é o começo do fim.

    Curtido por 1 pessoa

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