Liga da Justiça Rebirth #01

13644095_1016369021749530_402401716_nResenha da nova fase da Liga da Justiça dentro do Renascimento da DC!

Por Rodrigo Garrit

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Brian Hitch fez sucesso desenhando HQs de equipes violentas como The Authority e Os Supremos (The Ultimates), e até mesmo já trabalhou como artista da Liga da Justiça com histórias escritas por Mark Waid numa elogiada fase. Mas agora ele assume não apenas a arte como também os roteiros da equipe, e embora não seja nenhum Warren Ellis ou Mark Millar, está dando conta com histórias, ao menos, competentes.

O forte dele definitivamente não é o desenvolvimento ou a caracterização dos personagens, mas se você quer uma revista de heróis enfrentado ameaças cósmicas, belamente ilustradas em páginas duplas com painéis e cenas épicas de batalhas, essa é a sua revista!

Não, não estou dizendo com isso que ele seja um escritor ruim, mas apenas raso em suas tramas, o que pode ser perdoado devido a sua relativa falta de experiência com roteiros, porém em sua defesa digo que ao ignorar todas as pequenas falhas e olhar o contexto geral, ele entrega uma aventura divertida, com alguns clichês e excesso de frases de efeito… mas tudo bem, ainda assim é divertida.

A verdade é que fico com a impressão de que ele ainda não escreve a verdadeira Liga da justiça… não em sua essência real. Ele escreve a Liga da Justiça de que se ouve falar. A equipe poderosa, cujos membros são como deuses, aqueles que sempre conseguem vencer através de seu poder combinado… os vigilantes férreos que estão dispostos a se sacrificar para salvar a Terra de qualquer ameaça que seja, não importando o preço. E nada disso é mentira. Mas o que falta ali, em minha opinião, é a humanização desses “deuses”. Embaixo do capuz do Flash, existe um homem chamado Barry Allen, e sim, ele é o homem mais rápido do mundo… mas ainda é uma homem, com suas dúvidas e receios.  Dado isso como exemplo da minha impressão sobre a visão de Hitch sobre a Liga, reforço meu argumento de que embora não concorde com essa abordagem, ainda acho que ele faz uma Liga digna, e creio que com o tempo, deverá se integrar melhor aos personagens e se aprofundar em suas personalidades.

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Nessa primeira edição após o Rebirth, vemos a equipe lidando com uma invasão alienígena em alta escalada articulada por um ser gigantesco, uma versão mais assustadora do Starro, e a intervenção do novo Superman atuando em suas fileiras.

E a presença do Superman é o ponto alto da história.

Essa integração dele com os membros da Liga se fez extremamente necessária, pois afinal o Super é de importância vital para a equipe, e sua incursão não me pareceu tão forçada quanto pensei… afinal eles acabaram de enterrar outro Superman, a quem eles conheciam e chamavam de amigo. A inclusão desse “novo” herói na equipe se dá de forma gradual, eles não são amigos, mas estão do mesmo lado. É estranho lidar com a situação de existir alguém idêntico e com os mesmos poderes de seu amigo morto. Mas sob esse aspecto, a abordagem de Hitch funciona bem, uma vez que se dá de forma direta, sem grandes comoções. Não há espaço em sua história para longas lamentações. O mundo está em perigo. Aquele homem pode ajudar. Vamos aceitar sua ajuda. Quem é ele, de onde veio e quais suas reais intenções, são questões que ficam pra depois.

Uma revista divertida com ação do começo ao fim.

Isto é o que tenho a dizer sobre o novo título da Liga da Justiça!

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