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Rogue One: Uma História Star Wars

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Resenha SEM SPOILERS.

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Por Rodrigo Garrit

Bem-vindos de volta.

De volta ao clássico, ao moderno, ao passado e ao futuro. Tudo isso é Star Wars, a saga sobre as lendas de uma galáxia muito distante que começaram a ser contadas cerca de trinta anos atrás e continuam se expandindo em sua fascinante mitologia espacial.

Uma mitologia que costuma ser narrada em trilogias, seja de trás para frente ou de frente para trás, avançando e recuando em sua própria continuidade, acrescentando fatos importantes, desvendando detalhes nunca revelados e nos deixando ansiosos pelo que ainda está por vir.

Mas se tem uma coisa que aprendemos, principalmente com os eventos mostrados na segunda trilogia, é que para isso funcionar, é preciso inovar e ao mesmo tempo manter toques de nostalgia. Foi assim com Star Wars: O Despertar da Força e a fórmula se repetiu com sucesso em Rogue One.

É claro que que alguém que nunca tenha visto nada relacionado a Star Wars (existe essa pessoa?) poderia assistir ao filme tranquilamente e sair da sala de cinema satisfeito após se deliciar com esse épico, mas os fãs que acompanham a longínqua trajetória da trama criada por George Lucas vão receber de presente várias referências aos filmes antigos, desde  a presença de personagens clássicos até sequencias inteiras de cenas que irão parecer muito familiares, mas que se encaixam perfeitamente na história e nos remetem a mais pura essência do que significa um filme da saga Star Wars.

Rogue One se passa cronologicamente entre o Episódio III (A Vingança dos Sith), lançado em 2005 e o Episódio IV (Uma Nova Esperança), lançado em 1977.  (Lembra que eu disse que a história era narrada de trás para frente ou de frente para trás? Pois é, mas tente não deixar isso te confundir) e conta a jornada de Jyn Erso, (Felicity Jones) que precisa se unir a Aliança Rebelde para roubar os planos da Estrela da Morte, a arma mais destrutiva do universo, capaz de aniquilar planetas inteiros.

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É curioso que a continuação direta desse filme já existe desde 1977, Star Wars: Uma Nova Esperança, e embora este tenha sido o primeiro filme a ser lançado, cronologicamente é o Episódio IV da saga. Rogue One nada mais é do que uma importante peça oculta de um quebra cabeças mais complexo, cujo painel nós pensávamos já estar completo. Agora fica claro que foi somente graças aos esforços de Jyn e seus amigos que a Estrela da Morte pôde enfim ser destruída pelo já lendário Luke Skywalker. Mesmo assim, o filme não é previsível, e por mais estranho que pareça, é cheio de surpresas e até avança a história, mesmo se tratando de eventos anteriores aos que já conhecemos, pois nos mostra outros fronts da batalha, dando-nos a dimensão de que a Aliança Rebelde, por mais que já tivéssemos essa noção, não se limitava ao grupo de Luke, Leia, Han Solo, Chewbacca e os Drois R2D2 e C3PO.

A Força está comigo, eu estou unido à Força.

Apesar do mantra Jedi ter sido recitado de forma contundente, Rogue One não é uma história sobre Jedis, ela trata de uma revolução interplanetária dentro de um contexto onde os Jedis são uma realidade, e embora à beira da extinção, muitos ainda mantêm sua fé na Força.

Nunca tive direito a ter opinião política” diz a personagem Jyn em determinado momento do filme, pois é disso que se trata a história de Star Wars como um todo, mas vemos o tema intensificado nesse capítulo: Política. E a luta de um determinado grupo de pessoas contra um regime ditador que pretende estender seu controle sobre toda a galáxia com mão de ferro, sem se importar com as consequências, matando milhões, bilhões de pessoas no processo desde que isso sirva a sua causa totalitarista. Mas onde existe tirania, existem também aqueles que se levantam com bravura contra ela. No caso, a Aliança Rebelde, que não mede esforços para derrubar o Império e seu governo fascista.

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Toda revolução começa com esperança. E com ela a coragem de lutar pela liberdade ao invés de se deixar intimidar. E é essa esperança que age como a força motriz que impulsiona as personagens de Rogue One, concedendo a eles a garra necessária para conquistar sua liberdade ainda que tenham que pagar o preço necessário.

A Força está comigo, eu estou unido à Força.

E que a Força esteja conosco!

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Direção: Gareth Edwards

Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn

Trilha Sonora: Michael Giacchino

2 comentários sobre “Rogue One: Uma História Star Wars

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