SEXTA MALDITA – Coloque Sua Máscara e Junte-se Aos Vilões!

Mephisto

Localizada no dia menos propício de todos os calendários, aguardando pacientemente o alinhamento estelar mais inconveniente para pegar a todos desprevenidos, eis que ela retorna!

Sim caros Devotos, agora é tarde demais para tentar fugir de suas garras. Vocês já estão aqui e tudo o que podem fazer é unir-se a ela, porque com certeza não podem derrotá-la!

Bem-vindos a SEXTA MALDITA!

 

 

Na Sexta Maldita do Santuário, vários amigos e sacerdotes elegem seu vilão ou vilã favoritos e dançam com eles sob a luz do luar.

E você, qual o seu preferido da noite?

Quem você escolheria?

Deixe nos comentários!

O MENINO QUE NUNCA SOBREVIVEU
Por Lucas da Silva Mendes

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Eu já fui um menino uma vez.

Antes de ser Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Antes de ser Você-Sabe-Quem. Antes de ser o Lorde das Trevas. Antes de ser Voldemort.
Eu já fui um menino.
É só nisso que penso quando Harry Potter consegue fazer o Avada Kedrava que lancei nele ricochetear em mim e matar a última parte restante da minha alma. Não existem mais Horcruxes. Nagini morreu. Até o próprio Harry morreu. Não há mais volta para mim. Este último segundo é tudo o que me resta depois de todos esses anos. Todo o esforço que fiz, tudo que batalhei, tudo o que abdiquei para poder realizar meu sonho.
Talvez você pense que sou um monstro.
Não vou negar: é exatamente isso que sou.
Não vou também dizer que não sou culpado. Matei. Torturei. Desfigurei. Converti. Venci a morte. Venci os políticos ignorantes do Ministério. Venci meu pai bêbado e violento e minha mãe fraca. Descobri em Hogwarts o segredo da imortalidade. Planejei fazer do mundo o lugar ideal, do jeito que sempre julguei que seria o certo, para aqueles que mereceriam. Me tornei um profeta – e tive meus seguidores.
E tudo isso foi destruído por causa de um único menino.
Eu sempre julguei estar certo em minhas atitudes. Via e mesmo nestes segundos finais ainda vejo um mundo podre. Os trouxas com suas limitações trazem mais horror a esta Terra do que eu já trouxe ao mundo bruxo com todos os meus ditos crimes. Fazem coisas piores às suas crianças do que eu já fiz com o menino Harry.
Harry.
O Menino que Sobreviveu.
A variável na equação que nunca previ.
É engraçado que eu não o odiava porque ele estava destinado a me derrotar.
Eu o odiava porque ele me lembrava que eu também já fui um menino. Um menino franzino chamado Tom.
Incontáveis vezes tentei matá-lo. Manipulando tudo e todos ao seu redor. Mesmo assim, ele teve e tem tudo aquilo que eu jamais terei. Mesmo morando no armário embaixo da escada. Ele teve os Weasley. A menina Granger. Black. O lobisomem. A Ordem da Fênix. Dumbledore. Quanto a mim? Não é devoção que meus Comensais sentem. É medo. Porque foi assim que parei de me consumir em dor e tristeza. Trazendo o medo.
Mas um dia eu só brincava no quintal velho da minha rua, sonhando com um pai que nunca estava presente. Com o amor de mãe que nunca senti. E com consciência de que meu poder era uma verdadeira benção – e eu, o mais puro de todos.
Posso morrer como Voldemort.
Mas sempre lembrarei que antes de mim, um menino mestiço chamado Tom Riddle, também morreu.

E nenhuma perda me dói mais do que essa.

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Bartine (Bart) Curlish –  (Ou: “Fuja! Lá vem a filha de Chucky”!)
Por Henri Garrit

 

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Ela não é uma vilã.

Tá, nesse caso ela nem deveria estar aqui então, nesta notória reunião de vilões. O problema é que às vezes fica difícil enxergar a tênue linha que separa o bem do mal, ainda mais quando dependendo das motivações que geram determinado ato, algumas pessoas podem cometer crimes e fazer coisas horríveis ao perder o controle de uma situação que havia começado com a melhor das intenções. Eu poderia estar falando de Walter White, da série Breaking Bad, pois esse texto meio que lhe cairia como uma luva, entretanto ele não pôde vir porque está morto. Sendo assim, nossa convidada especial é a doce Bart, da Série “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency“, exibida pela Netflix e que divulgo sem ganhar nada, por amor ao serviço de streaming mesmo.

Como eu ia dizendo, Bart não é uma vilã. Suas mãos estão sujas de sangue e em seu caminho há um rastro de morte. Muitas mortes. Violentas. Cenas fortes para esse horário. Sim, ela não é má, mas sabe como é, merdas acontecem. Não é como se ela quisesse espalhar esse genocídio descontrolado por todos os lugares onde chega, toda essa dor e gritos de desespero, e o caos desenfreado causado pelo assassinato em massa. O fato é que mesmo que ela não quisesse, não teria muita escolha. Bart é uma assassina holística e isso quer dizer que…

Péra. “Assassina Holística”!?

Ok, vamos lá.

Nada acontece por acaso no universo e todos os eventos têm um propósito, uma razão de ser. Se aconteceu é porque o universo quis assim e pronto. Sem chororô. Essa regra vale para todos, mas no caso de Bart (e de mais alguns “sortudos” escolhidos à dedo pelo universo), a coisa é mais intensa. É aí que entra o lance holístico.

O protagonista da série, Dirk, é um detetive holístico, ele não procura os casos, os casos o encontram. Ele não procura pistas, as pistas saltam sobre ele como um ímã gigante atraindo miniaturas metálicas de chimpanzés. É tudo uma coisa meio cósmica cuja explicação detalhada se resume a crença de que “não existe causa sem porquê” elevada a enésima potencia. Seguindo por esse caminho, todas as coincidências esdrúxulas que permeiam os personagens são apenas movimentos do universo, mexendo os pauzinhos cósmicos para que tudo aconteça do jeito que tem que acontecer. E se não acontecer é porque… bom, não era para acontecer.

Bart é assim como Dirk, movida pelos movimento do mexer de pauzinhos do universo, sendo de certo modo sua contraparte “maligna”. No entanto ela não busca motivos para assassinar pessoas, simplesmente as pessoas que precisam morrer cruzam o seu caminho e bem… elas morrem. Enquanto seu objetivo não é atingido, ela meio que não pode ser ferida, a menos que aja contra a vontade do universo, que nem sempre é cem por cento claro em suas intenções.

Curiosamente, a atriz Fiona Dourif que interpreta Bartine é de fato filha de Chucky. Ou melhor, do ator que deu vida ao brinquedo assassino, Brad Dourif. Seria o destino?

Então não se preocupem… apesar de sua doçura grotesca, Bart não é uma vilã. Tudo vai ficar bem desde que ela não cruze o seu caminho. Isso é um ótimo sinal.

Significa que por ora, o universo não quer que você morra.

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ARLEQUINA 
Por Fabiola Torres  (Traduzido por Rodrigo Broilo)

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A primeira vez que vi esta personagem fictícia nas histórias da DC Comics, foi adoração imediata, pois é uma figura tão complexa, ambígua e proeminentemente encantadora. Como uma grande admiradora da personagem Arlequina, creio firmemente que seja errado enquadrá-la no rol de vilãs, o que a meu critério ela está muito longe disso. Ela era uma psiquiatra, muito inteligente e ágil. Trabalhava no Asilo Arkham, realizando investigações de assassinos em série, onde conheceu o Coringa, a quem pede para tratá-lo como paciente.

Seu grave erro foi ter se apaixonado cegamente por ele.

Foi ele quem a fez perder sua licença médica, a introduziu ao crime e a converteu em psicopata. Ter uma relação amorosa com um namorado transtornado e cruel fez com que ela se desequilibrasse por causa dos abusos físicos e emocionais cometidos por ele. Vivemos em uma época em que as pessoas estão acostumadas a julgar aos demais por seus erros, convertendo-se em juízes e donos da verdade. Em minha opinião, Arlequina é uma vítima, é o resultado de uma relação abusiva e doentia. Seu comportamento é o reflexo fiel de seus próprios demônios, fraquezas e medo, sendo seu amor pelo Coringa sua própria destruição.

Porém não se pode condenar alguém apenas por “amar loucamente”.

Pois amar é isso, não ter vontade própria, nem vida autêntica. É uma morte lenta sem aviso e sem luta. São poucas as pessoas que já amaram assim, de forma tão sublime; que a vida nos perdoe todas as vezes por não a vivermos assim… tão intensamente.

Texto original em Castelhano da Fabíola:

Harley Quinn

La primera vez que ví este personaje ficticio en las historietas publicadas por DC Comics, lo adoré de inmediato, pues es una figura tan compleja, ambigua y prominentemente encantadora.
Como una gran admiradora de la personalidad de Harley Quinn, creo firmemente que se la ha mal encasillado en un rol de villana y a mi criterio dista mucho de serlo.
Ella era una doctora en Psiquiatría, muy inteligente y ágil. Trabajaba en el asilo Arkham, realizando investigaciones de asesinos en serie, allí conoce al Guasón, a quién se le pide tratarlo como paciente.

Su grave error fué enamorarse ciegamente de él.

Fué él quién la hizo perder su licencia médica, la introduce en el crimen y la convierte en una psicópata.
El tener una relación amorosa con un novio trastornado y cruel, hace que ella se desequilibre  por los continuos abusos físicos y emocionales que él la sometía.
Vivimos en una época en que las personas acostumbran a juzgar a los demás por los errores cometidos, convirtiéndose en jueces y dueños de la verdad.
En mi opinión Harley Quinn es una víctima, es el resultado de una relación abusiva y enfermiza. Su comportamiento es fiel reflejo de sus propios demonios, debilidades y miedos. Siendo su amor por el Guasón su propia destrucción.

Pero no se puede sentenciar a alguien por el simple hecho de “amar con locura”.

Pues amar es eso,  no tener voluntad, ni  una vida auténtica. Es una muerte lenta sin advertencia y sin duelo. Son muy pocas las personas que han amado así, tan sublime; que la vida nos perdone todas las veces por no vivirla así… tan intensamente.

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AERIS  – ALFA – A Primeira Ordem. 
Por Elenildo Lopes

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Família é o caos.

Família pode ser a melhor e a pior coisa da vida, o início e o fim de uma vida imortal. Para alguns o começo de algo bem melhor mais cativante e desafiador. “Gosto disso…” Sempre observei os seres humanos do ponto de vista de meus parentes, sempre falavam e debochavam deles. Como Isso não é do Inexpressibilibus pode ter criado seres tão indefesos, todos riem deles. De todas as galáxias que conquistamos nunca vimos seres tão singulares. Vivem num ciclo eterno de erros e tentativas mais erradas ainda. “Pare filho de olhar pra eles…vá trenar para parar de ser fracote…”
Não mais limpador de dente.
Uma vez em uma refeição em família em que nossos convidados eram os Gigantes Celestes eu ousei me apresentar ao rei deles então cutuquei três vezes sem sucesso o seu pé, na quarta tentativa quase quebrei meu braço mas ele olhou pra mim e sorriu.
“Pensei ser um inseto me picando…” Eu furioso peguei algo cortante subi em seu corpo e chegado no rosto dele finquei com força o objeto em sua boca.
“Me respeite que sou filho do General Ebal-Genbal, seu anfitrião”
Ele olhou para mim com olhos sorridentes. “Pequenino, obrigado pelo palito de dente… estava precisando”. Olhei com ódio pro meu pai que estava a essa altura aos berros gargalhando.
“Um dia irei provar meu valor… podem esperar!”

O fim e o começo

Ao ver aquele brilho no espaço eu pensei, “Isso não é do Inexpressibilibus… é algo mal”. Cansei de treinar e lutar e não ser o suficiente.
“Essa será a luz que me dará tudo ou nada”. Então parti para o que seria um suicídio pois era algo tão grandioso e poderoso que me borrei de medo.
E me joguei mesmo, era algo como uma concepção de uma vida, vários seres vindo ao encontro da luz e dela se transformarem em uma outra vida, outro ser, outra força… e com isso o seu objetivo de vida. Destruir tudo e a todos que ousarem me desafiar… Vou começar com os errôneos, será divertido.

“Espera!”
“Quem são esses seres com roupas coloridas?”
“Até aqui?”

contracapa1-01Você também pode ser um colaborador do projeto ALFA – A Primeira Ordem. Saiba mais clicando AQUI.

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HOMEM IMPOSSÍVEL
Por Paulo Joubert

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MAIS UMA DE UM ALIEN VERDE!

Sabem aquele tipo de ser que, quando você encontra ao acaso, quando se materializa na sua frente sem que você tenha chance de defesa, de trocar de calçada, de se esconder atrás de um poste? Daí já é tarde, você foi chamado pelo nome e pensa: porque não fiquei em casa hoje? Pois é, todas as nuances provocadas por esta situação são corriqueiras na existência do personagem do qual este texto irá tratar.
Ele é alienígena, verde, não é marciano nem tem anteninhas na fronte. É transformo, porém não um Skrull. Apelidado de Homem Impossível ou Impy para os íntimos, este “ser etezinho” de cerca de 1,60 m de estatura, corpo franzino e cabeça pontuda não deixa pedra sobre pedra por onde passa e muda o dia de quem perturba.
Reza a lenda que nosso pequeno de dedo verde fora criado em 1962, estreando na edição 11 da revista americana do Quarteto Fantástico. Rotulá-lo é missão quase tão difícil quanto seguir suas frenéticas, constantes e desconcertantes transmutações, acompanhadas da onomatopeia “pop”. Seria ele herói, vilão, anti herói? Estaria mais talvez para um alívio cômico cósmico, quase uma força da natureza, tal qual está Galactus para o universo Marvel. Por falar no devorador de mundos, o glutão consumiu o mundo natal do nosso caro Impy. Não por acaso, quando quer causar uma impressão intimidadora, o et gosta de assumir a forma do mentor do Norrin Raad. Eu comentei que o nome da esfera era… Poppup? É, Stan Lee, fosse você um goiano, eu diria que consumiu pamonha adulterada quando bolou este personagem…
Bom, o poppupiano que nunca teve nome próprio veio de uma sociedade dotada de uma consciência coletiva, algo como a organização social de formigas e de abelhas. O nosso “cabeça de pepino” foi premiado com o dom da individualidade, o que naturalmente o fez se sentir deslocado e entediado. Sendo ele de uma espécime assexuada (melhor trocar formigas e abelhas por minhocas), não era de se estranhar que ele se sentisse impelido a deixar seu planeta natal. E quem precisa de pais para construírem um foguete para lançar um filho para outro planeta quando se pode assumir a forma e a autonomia de um?
Pois é, o Impy que começou enchendo a paciência do Quarteto, também perturbou X-Men, Vingadores, Dr Estranho, Justiceiro, Homem Aranha, Surfista Prateado e até Superman. Uma característica de seu poder é o de não poder reproduzir todas as cores do original. Assim, todos os copiados, humanoides e objetos, ficam verde e lilás.
A mentalidade do nosso herói é semelhante à de uma criança mimada mal criada e totalmente sem noção. Só quer saber de brincar. E ai de quem não embarcar em seus devaneios. Torna-se alvo de seus perigosíssimos golpes, que variam em reproduzir armas de heróis ou em melados… Beijos!

Morra de inveja, Ryan Reynolds! O Homem Impossível já zoada quando tu ainda era um guri remelento!

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DUENDE VERDE 2 (HARRY OSBORN)
Por Lexy Soares

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Na minha adolescência, li mais hq’s com Harry como Duende do que seu pai. Talvez por ser amigo de Peter Parker, talvez por sua motivação parecer rasa.

Ele odiava o Aranha por culpá-lo pelo enlouquecimento e consequente morte do pai. E ao se tornar o novo Duende Verde, ficou louco. E suas ações contra o Aranha eram baseadas na insanidade e desespero. As recaídas dele eram, na maioria das vezes, causadas por amnésia, quando ele esquecia que havia sido o vilão. Mas voltava a ser o Duende quando lembrava que Peter era o Aranha.
Por isso, parece que poucos fãs realmente gostavam dele como Duende.
Mas, deixando isso de lado, ele acabou sendo um vilão fácil de compreender, afinal, isso dava mais humanidade ao Harry. Era difícil ler uma HQ com ele torcendo para que Peter o prendesse, ou que o autor o matasse. Afinal, sabemos que ele é (ou era) o melhor amigo de Peter Parker. Cresceram juntos. E muitos leitores acompanharam esse crescimento.
Achei uma pena quando li a história em que ele morria, nos anos 90. Ficava esperando que ele retornasse em alguma futura edição. Acho que até agora, isso n ao aconteceu. Norman Osborn voltou, e se tornou um Duende mais “vilanesco” que agradou os fãs.

Mas eu gostava de todo o drama envolvendo o Harry.

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RAVENA
Por Leo Cezimbra

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Eu nasci sob uma sombra macabra.

Amaldiçoada desde o momento que fui concebida. Carrego comigo marcas de muito sofrimento… por mais que ele não apareça em meu rosto. Meu pai é adorado em vários lugares no mundo. As pessoas realmente acreditam e vendem suas almas para ele. São infinitas seitas e muitos sacrifícios em seu nome. Foi numa destas cerimônias satânicas que meus pais se conheceram. Minha mãe, ingênua, se deitou com um lindo homem. Bom, foi o que ela pensava até ele mostrar sua verdadeira face e deixar sua semente plantada. Desde então minha vida é um inferno. Meu pai quer a qualquer custo tomar o controle sobre mim. Ele sabe do meu poder. Ele sabe do estrago que poderíamos fazer juntos. Não é por acaso que ele já tentou várias vezes… e muitas delas conseguiu. Se não fossem os meus amigos, ele já teria destruído nosso planeta. Meu pai é um demônio extra-dimensional cruel e impiedoso. Sádico, tem o prazer de ver o sofrimento de outros seres. Ele vive dentro de mim. Ele desperta o que eu tenho de pior. Tenho que controlar minhas emoções para manter todos a salvo. Por sua culpa eu vivo em um casulo que quase ninguém consegue entender.

Meu nome é Ravena.

Sou filha de Trigon, o terrível.

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Griffith
Por Inominável Ser

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“(…) Sonho… Alguns sonham em conquistar o mundo. Outros dedicam sua vida a promover a sua espada. Alguns sonhos são perseguidos por um único homem, que dedica sua vida a eles. Outros são como tempestades, que avassalam centenas ou até milhares de sonhos de outros homens. Não importa sua classe social ou origem… Seja realizado ou não, o sonho é a paixão dos homens. Ele nos sustenta. Sofremos pelo sonho, vivemos pelo sonho, morremos pelo sonho… Mesmo se abandonado, ele continua chamuscando em algum lugar de nossos corações… Provavelmente, até a nossa morte… Essa é a vida que qualquer homem deseja. Como um fiel apóstolo de um Deus chamado “Sonho”… Viver por viver… Só porque um dia nasceu… Eu não suportaria uma vida assim. (…)”

Griffith em um diálogo com a Princesa Charlotte

 

Inomináveis Saudações a todos vós, Mestres & Servos do Santuário!

 

De todos os marcados pelo Destino em Berserk, a formidável obra-prima de Kentaro Miura, Griffith é o que mais, fundamentalmente, tem n’alma as características necessárias para o exato cumprimento dos Desígnios daquele. Indo do Paraíso aos Infernos, ascendendo por fim em um Desconhecido Abismo para todos os olhos humanos, ele alcançou seu sonho. Um sonho iluminado pelo alcance de um brilhante e maravilhoso castelo no alto de uma montanha, o símbolo daqueles que querem voar bem mais alto do que a grande maioria dos homens. E o Falcão Branco, com sua enganosa aparência que remete aos ingênuos Príncipes Encantados dos Contos de Fadas,  voou bem alto, seguiu seu caminho sangrento sem se importar com o baú recheado de retalhos que deixou para trás e pisou acima de infindáveis tapetes de cadáveres. Frieza, carisma, paixão, persistência, resistência, capacidade, ambição, genialidade, manipulação, dissimulação, hipocrisia, determinação, sagacidade, ousadia, crueldade e indiferença, unidos a um doentio amor próprio a esconder fraquezas que a ninguém mostrava, bateram asas junto às sanguinárias asas do Falcão.

 

Nascido pobre, correndo entre as vielas de sua cidade-natal, ele alimentava seu sonho à medida que crescia em si a ambição de transcender sua humilde origem. Tal desejo de sobrepujar a si mesmo e aos outros determinou toda sua marcha em direção ao topo, fossem quais fossem os meios utilizados para a realização desse sonho. Tornando-se um Mercenário, sua primeira escalada rumo ao tão sonhado auge existencial foi a formação do Bando do Falcão, do qual se tornou o líder incontestável. Caska, Rickert, Judeau, Pippin e seus demais seguidores eram como peças manipuláveis de seu extremo jogo em busca de poder. A nenhum deles, verdadeiramente, amava, sendo cada um parte descartável e necessária, ao mesmo tempo, para a consecução de seu grande sonho. Algumas vezes, em seus discursos, demonstrava possuir certo afeto por todos eles à vista dos olhos dos mesmos, que viam-no como a um Deus Supremo ao qual deviam servir até a morte. Hipnotizados pela majestosa e poderosa presença dele, eram todos, na verdade, manipulados hipocritamente através de palavras de efeito e incentivo de natureza objetiva, apesar de muitas vezes utópica, que apenas um gênio como ele seria capaz de fazer que atingisse a massa da maneira que ele quisesse. Mas, a chegada de Guts modificou e amplificou ainda mais as potencialidades ascensórias de sua alma a um nível permeado por sentimentos confusos e irresistíveis.

 

Ganhando Guts após uma disputa marcial onde demonstrou toda a grandiosíssima habilidade e técnica na Esgrima que possui; e, como uma consequência natural do inconsciente contrato entre Senhor e Propriedade, tendo-o como exclusivamente seu por tempo indeterminado, pôde manipulá-lo à vontade em seu jogo. Pois, diferente dos demais membros do Bando, Griffith sentia por ele um misto de amor, fascínio e ódio: amor de conotação ambiciosa, querendo mantê-lo para si apenas como um meio de abertura de determinados caminhos para sua elevação; fascínio por controlar um homem de natureza rude, rebelde e selvagem que não se tornou submisso e obediente como os outros; e ódio por estar a deixar-se sucumbir por aqueles dois sentimentos, logo ele, um homem dotado de um raciocínio lógico e pensamento crítico que abomina a simples demonstração de uma emoção, por menor ou mais sublime que a mesma seja. Tendo Guts em suas mãos, o mesmo lhe foi uma excepcional arma de guerra, não-descartável, para sua ascensão social no Reino de Midland, onde com talento e disciplina interior conseguiu tudo o que sonhava.

 

Aproximando-se com calma, técnica e cuidado calculados friamente do Rei de Midland, ele a este conquistou com sucessivas vitórias nos campos de batalha. Fazendo uso consciente de sua imensa beleza física, atração, magnetismo e presença, conquistou o coração da Princesa Charlotte com a única e exclusiva intenção de fazer dela apenas um meio de alcançar um patamar bem mais elevado, algo que igualmente faz parte de seu sonho. Eliminando inimigos como o irmão do Rei, o Príncipe Julius;  a amante deste, a Rainha, madrasta de Charlotte; e mantendo sob controle o principal Ministro Real, Foth, sempre contando com a ajuda de seu filhote de falcão mais fiel, Guts, abriu estradas que sabia serem propícias para seu brilhante e inquestionável sucesso diante da nobreza de Midland. Verdadeiramente sendo sutil como um animal político a se esgueirar como silenciosa serpente nas altas esferas do Reino, impôs, demonstrando a grande cultura e conhecimentos que adquiriu com o passar dos anos, as suas idéias na Côrte. Utilizando de algo muito além do concernente à sorte de um plebeu ter chegado tão longe, conquistou algumas mentes e almas que, em certa medida, o admiravam com curiosidade e exaltação. Muitos nobres, no entanto, não aceitavam a ideia de um plebeu como ele, sem sangue aristocrático e títulos herdados, ter tanta influência no Reino, infiltrando-se cada vez mais nas altas esferas com tato, diplomacia, elegância e simpatia treinadas com afinco para o total cumprimento de seu sonho. Ele conquistou o povo, o Rei, a Princesa, a condição de General, de Nobre e viu o Bando se tornar uma das Tropas Oficiais de Midland. Conquistou tudo isto, mas seu sonho era muito maior do que essas vitórias, vistas por ele como pequenas, e ele sonhava muito mais alto.

 

O Destino, no entanto, agitou suas próprias Asas no meio de toda essa estrada percorrida. O encontro com Zodd, O Nosferatu, trouxe à existência do Falcão o anúncio de determinações pré-estabelecidas para si por Obscuras Forças às quais não poderia manipular como estava acostumado a fazer com humanas vontades. Após salvar Guts de ser morto por Zodd e ser gravemente ferido, ele somente não foi morto por causa da presença do Behelit Vermelho, O Ovo do Rei Conquistador, em seu pescoço. O Artefato Místico Vivo, dado a ele por uma cigana, demonstraria no Futuro ser um Portal Dimensional de acesso à Realidade dos God Hand, Seres Divinos  responsáveis por todo crime e calamidade no Universo Material do mundo de Berserk. Zodd se tornou um dos Apóstolos de tais Seres através da posse de outro tipo de Behelit no Passado; porém, Griffith estava destinado a se tornar um deles, algo que não lhe chegou ao conhecimento diretamente pelos lábios do Imortal. Depois de tal encontro, o mesmo tomou ares de história fantástica para ele e os outros membros do Bando, quase sendo ignorado por muito tempo. As Asas do Destino bateram, então, a favor de eventos que direcionaram todos os diretamente envolvidos com Griffith para a realização do Pouso daquele na existência deste.

 

A vitória diante do General Boscone e da Tropa dos Santos Cavaleiros do Rinoceronte Púrpura, do Reino de Tudor que estava em guerra há cem anos contra Midland, foi o último grande feito de Griffith e do Bando. A lendária Tomada de Dordley também foi a porta de eliminação de algo sujo de seu passado, uma prova de que ele é um tipo de homem que fez tudo para vencer cada vez mais. O nobre responsável pela administração da fortaleza mais importante de Midland era o Duque que, anos atrás, possuira o corpo do Falcão por uma noite em troca de ao mesmo oferecer riquezas que seriam necessárias ao Bando. Um detalhe nesse envolvimento com o Duque chama a atenção, no entanto: o mesmo era um pedófilo que mantinha em seu castelo como serviçais meninos que utilizava como objetos sexuais. Assassinando o Duque, que por ele era apaixonado com loucura e fogo, após o término da batalha à frente de Dordley, uma parte imunda de seu caminho fora apagada. E tudo foi belo, então, todas as portas antes fechadas seriam finalmente abertas, o castelo seria alcançado, o sonho seria consumado! O Destino, no entanto, fez Sua Vontade esmagar, misera e desgraçadamente, a sua própria vontade.

 

Seu maior filhote e fiel seguidor cego, Guts, abriu os olhos e decidiu abandonar o Bando para ir em busca da realização do próprio sonho dele. Essa decisão desestabilizou Griffith de um modo tempestuosamente furioso, pois nenhum de seus objetos descartáveis, e o não-descartável maior de seus soldados, de estimação, poderia abandoná-lo na estrada de seu sonho. Em uma atitude arrogante e caprichosa de posse, desafiou Guts para um duelo, já que se o ganhara através de um, apenas em outro poderia perdê-lo; desta vez, no entanto, um golpe apenas foi capaz de derrotá-lo e, assim, humilhado em seu orgulho e cobiça, iniciou-se sua assombrosa derrocada. Só lhe restando outro meio para, enfim, ter um reino literalmente em suas mãos, na noite do mesmo dia da partida de seu seguidor maior, entrou no quarto de Charlotte e a seduziu. Descoberto, foi aprisionado, chicoteado pelo Rei e mantido cativo em uma das celas da Torre da Ressurreição durante um ano. Um ano no qual foi entregue a um psicótico carcereiro que o esfolou pouco a pouco, da cabeça aos pés; cortou-lhe a língua; e destruiu-lhe os tendões das mãos e dos pés. O Behelit foi perdido, vindo a cair no esgoto quando o carcereiro se assustou com o mesmo. O Destino, Este nada desprezível e altíssimo Mestre em Altos Ensinos, garantiria que o Artefato voltaria às mãos dele.

 

Um ano se passou, então, e o que restava do Bando, quase totalmente dizimado após seu aprisionamento, resgatou-o da Torre com a ajuda de Charlotte. Vários inimigos Guts (que retornara ao Bando após saber que o mesmo se tornara um grupo de ladrões perseguido pelo Reino), Caska, Judeau e Pippin tiveram que enfrentar no caminho de saída da prisão. O Rei, então, ordenou que a mais violenta das tropas de Midland, a dos Cães Negros liderada por Wyald, fosse ao encalço dos Falcões. Wyald revelou ser um dos Apóstolos dos God Hand e, à beira da morte, após uma batalha contra Guts, exigiu que Griffith, preso por suas mãos, evocasse com o Behelit aqueles Seres. Tal não ocorreria e Zodd, então, surge e salva o quebrado líder do Bando matando Wyald, partindo em seguida. Acontecimento estranho que anunciava mais estranhas situações à frente, dos quais o sonhador ex-mercenário, ex-General e ex-Nobre sequer desconfiaria graças ao absurdo do estado no qual se encontrava. Sem poder proferir uma palavra ou erguer sua espada, com as asas cortadas e trituradas, dependeria de outros pelo restante de seu existir material. Algo humilhante e inacreditável para um homem como ele, excelso e augusto campeão invicto de batalhas que em um dourado ontem ele fora. O sonho continuava vivo nele, mesmo assim, e tal sonho o impulsionou para a frente, uma obra do Destino que se cumpriria finalmente.

 

Desesperadamente, ele conseguiu forças para tomar as rédeas de uma carroça em suas destroçadas mãos e partiu em disparada do pequeno acampamento do Bando longe de outros possíveis perseguidores. O grupo, tendo Guts à frente, saiu em perseguição à carroça, que se destroçou à beira de um lago e feriu ainda mais o combalido corpo de seu condutor. Este, então, em meio às águas do mesmo, reencontrou o Behelit e, instantes depois, aqueles o encontraram. Os Apóstolos surgiram atrás dele vários metros e, Ativado por seu sangue, o Behelit abriu o Portal de acesso à Dimensão dos God Hand, que surgiram aterrorizando a todos os humanos presentes. Na Terra Prometida, na Hora Prometida, no Momento Prometido, foi dada uma escolha ao combalido líder amado dos Falcões, uma escolha que seria única. Os Arcanjos Void, Slan, Ubik e Conrad não poderiam torná-lo, por eles mesmos, O Quinto; por livre escolha dele, que deveria aceitar ou não o caminho determinado por Deus, o Renascimento como o Quinto Dedo da Mão Daquele seria baseada no sempre acessível espaço do essencial e útil Livre-Arbítrio. Bastava que ele oferecesse, espontaneamente, todos os membros do Bando como Sacrifícios a Eles e aos Apóstolos para sua Derradeira Ascensão. Ele teve uma escolha. Ele poderia continuar como estava, destruído e humilhado. Ele poderia ter salvo as existências daqueles que dedicaram tudo que tinham ao cumprimento do tão distante sonho dele. Ele poderia ter dito Não. Poderia, mas diante da possibilidade de alcançar por completo O Sonho Maior que habita n’almas de todos os ambiciosos, o da Eternidade e da sobrepujação da efêmera Condição Humana, ofereceu os seus seguidores em Sacrifício e se tornou Femt, As Asas das Trevas com uma simples frase:

 

“Eu ofereço”

 

Femt, que encontrou Deus durante sua Imersão na Nova Condição Existencial. Femt, que trará ao mundo A Verdadeira Desgraça. Femt, que trará ao mundo A Verdadeira Miséria. Femt, que trará ao mundo A Verdadeira Maldição. Femt, que bateu Asas acima dos cadáveres mutilados daqueles que um dia foram-lhe fiéis seguidores e que amavam-no. Femt, que estuprou Caska (anteriormente já bastante violentada pelos Apóstolos), que amava o homem que ele anteriormente fora, na frente de Guts, namorado daquela, apenas como uma demonstração de superioridade. Femt ou Griffith, tal Ser sempre se viu superior aos demais seres terrestres, os quais queria como seus obedientes filhotes tais como possuía os do Bando. Femt, que é O Definitivo Sonho Maior Realizado de uma criatura capaz de tudo para subir altíssimos degraus na Escala Evolutiva e realizar seu Verdadeiro Destino.

 

Mas, mesmo como Ser Divino, isto ainda é pouco, muito pouco, para ele.

 

Femt quer bater Asas ainda mais alto.

 

Femt quer ainda muito mais.

 

Saudações Inomináveis a todos vós, Mestres & Servos do Santuário!

 

 

“Esse é o sinal de que o Quinto Mensageiro desceu dos céus. O Mensageiro é como o Falcão das Trevas. Senhor das Ovelhas Negras Pecadoras e Rei das Ovelhas Brancas Cegas. Aquele que levará o mundo à Era das Trevas.”

A Profecia do Lago de Sangue

 

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5 comentários sobre “SEXTA MALDITA – Coloque Sua Máscara e Junte-se Aos Vilões!

  1. Caraca! A maioria deste pessoal me deu medo. O lmpy e Arlequina são os mais light. Parabéns a todos que tiveram a disponibilidade de escrever e passar suas impressões acerca do personagem escolhido. Muito divertido participar disto!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Fenomenal Sexta Maldita! Cada personagem aqui possui uma característica que os torna próximos: a Vontade. Mesmo que esta seja fraca em alguns e forte em outros, sua presença en cada um marca seus destinos.

    Voldemort e Griffith são bastante parecidos. Dois Sonhadores que pretenderam sempre moldar o mundo à sua imagem e semelhança. Para isso, ambicionaram e alcançaram um patamar evolutivo acima do Humano. Só que, ao custo de pilhas de cadáveres…

    Obrigado, Henri Garrit, por mais um convite para participar de uma Sexta Maldita! Estarei na próxima, com toda a certeza!

    Curtido por 1 pessoa

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