Capitão 7 ! A Espetacular Trajetória de um super-herói brasileiro!

Primeiro super-herói brasileiro retorna como convidado em revista que reunirá vários heróis nacionais na mesma saga.

Segundo consta, o primeiro super-herói dos quadrinhos foi criado em 1908 na revista O Tico Tico, era o Príncipe Oscar de Gustavo Barroso, e só foi recentemente redescoberto por pesquisadores da área. Porém, foi em 1954, que a moda dos heróis chegou à TV, com o seriado do Capitão 7 na Record “enfrentando” a audiência do Falcão Negro da TV Tupi, que estreara no mesmo ano. É uma pena que os videotapes desse clássico tenham sido perdidas em um incêndio na emissora Record, e que os primeiros episódios fossem transmitidos ao vivo, restando apenas fotos para registro histórico.

O Capitão 7 é um super-herói brasileiro  oriundo da Record (como série de TV) e posteriormente reformulado em quadrinhos. Criado em 1954 por Rubem Biáfora e tendo o ator mineiro Ayres Campos (que na época tinha físico de atleta) como protagonista, ficou no ar até 1966. O programa estreou em 24 de setembro de 1954. A princípio, o seriado era realizado ao vivo e depois de um certo tempo passou a ser gravado.

O número “7” é uma alusão ao canal onde a emissora pode ser sintonizada em São Paulo.

O primeiro super-herói brasileiro da televisão, também se tornou o mais famoso da época, ao ponto em que os meninos do país brincavam nas ruas de ser o Capitão 7 e as meninas de ser sua namorada – a também heroína, Silvana.

Por causa do sucesso do herói entre seu público infantil, foi criado um Clube, apoiado pelo personagem e patrocinado pela Vigor – o que o torna o primeiro personagem de quadrinhos nacionais a ser licenciado  – que incentivava crianças e jovens a manter um corpo sadio, ter amor aos estudos e não agir com violência. Para se associar ao Clube do Capitão 7 os fãs tinham que juntar dez tampinhas do leite Vigor que, nessa época, era vendido em garrafas de vidro e levá-las na sede do Clube. A entrega do honroso diploma e carteirinha era feita aos emocionados sócios em uma cerimônia que contava com a presença do próprio herói. Desbancou sem a menor cerimônia o “Falcão Negro”, e deixando a léguas de popularidade seus sucessores, o “Capitão Furacão”, da TV Globo, o “Capitão Estrela” e o “Capitão Aza”, da Tupi carioca e o “Capitão Arco-Íris” da TV Gazeta.

No começo, o Capitão 7 era exibido todas as segundas, quartas e sextas-feiras, às 19h. Com o aumento da audiência e os pedidos dos telespectadores o programa passou a ser diário e um pouco mais longo, com duração entre 30 e 40 minutos.

Com a tecnologia do videoteipe surgida em 1959, o programa passou a exibir episódios gravados, o que melhorou as cenas de ação – que eram muito boas para a época.

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Origem:

Quando criança, Carlos foi levado por alienígenas ao Sétimo Planeta (daí seu codinome), onde cresceu aprimorando corpo e mente. Já adulto, retornou à Terra. Em sua identidade civil, Carlos é um brilhante químico. Quando a situação exige a presença de um herói, ele se transforma no Capitão 7.

Versão em Quadrinhos:

A versão em quadrinhos do Capitão 7 teve início em 1959 pela editora Continental/Outubro. Sendo recriado por Jayme Cortez, e tendo um time de peso desse mercado na época; com ilustrações dos grandes desenhistas; Júlio Shimamoto, Getúlio Delphin, Juarez Odilon, entre outros, com roteiros de Helena Fonseca, Hélio Porto e Gedeone Malagola.

O gibi durou cerca de 54 edições, até 1964. A diferença entre a série de TV e a revista em quadrinhos é que, no papel, ao contrário da TV que era na época extremamente limitada, os artistas eram livres para desenhar Capitão 7, por exemplo, voando, levando um veículo que pesa toneladas, enfim, colocando em prática seus super-poderes concedidos pelo alienígena.

Nos anos 80, Ayres Campos criou uma empresa de fantasias de super-heróis para crianças com o nome de Capitão 7, o personagem chegou a ganhar uma revista promocional distribuída como brinde na compra das roupas.

Recentemente, o Capitão 7 RETORNOU aos quadrinhos, juntamente com outros heróis clássicos das HQs nacionais, unindo forças a uma nova geração de campeões.

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S_Final

Henry Garrit é autor de vários livros de ficção, fantasia e terror. Ele também escreve HQs, onde criou alguns personagens, dentre os quais se destacam “MONTE CASTELO”, um arqueólogo que está sempre às voltas com o sobrenatural e “VÊNUS” sua heroína de ficção científica.

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Um comentário sobre “Capitão 7 ! A Espetacular Trajetória de um super-herói brasileiro!

  1. obgd pela exposição de tão raro super heroi, capitão 7 fez a alegria de todos n´s nos anos 60 valeu mesmo de coração , me fez voltar ao passado em pensamentos, uma boa noite valeu amigo
    moacir

    Curtido por 1 pessoa

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