REPRESENTATIVIDADE NOS QUADRINHOS SIM!

Por Rodrigo Garrit

Na verdade essa questão se estende a todas as minorias. Mas hoje em especial, eu queria fazer uma pergunta em particular: Por que tão poucas mulheres negras nas HQs de Super-Heróis?

Minorias atrapalham a indústria? As vendas estão baixas? Ah sim, e isso começou tipo, ontem não foi? ? Acho que não. Em vez de colocar a conta no primeiro bode expiatório, será que não cogitaram a possibilidade do motivo dessas baixas vendas serem algumas das péssimas histórias que vem sendo contadas? Parem de culpar as minorias!

Os quadrinhos são uma mídia popular que de uns tempos para cá vem invocando a questão da representatividade em suas histórias. Gays, asiáticos, hispânicos, bissexuais, negros, índios, etc… mesmo assim eles são poucos. É claro que muitos podem citar vários exemplos: Tempestade dos X-Men, Vixen da Liga da Justiça, e muitas outras. Ok, nos lembramos dessas, mas será que é o bastante? Então cite outras cinco heroínas negras da DC e cinco da Marvel. Rapidinho, sem olhar no Google. Conseguiu? Beleza. Parabéns. Agora, tente citar cinco loiras de cada editora. Com certeza foi bem mais fácil não foi? Percebeu a diferença? E olha, não adianta vir com uma lista de 50 personagens negros tentando provar que eles existem. Porque sim, eles existem, mas para cada 50 que que forem citados, existirão 500 brancos. E isso é uma desvantagem desleal.

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Se falarmos de personagens masculinos negros, também são poucos, mas você consegue visualizar mais rapidamente alguns deles. Quando a questão são mulheres negras, piora muito porque além do racismo, entra aí também a questão machismo.

É preciso que todas as etnias sejam representadas, porque não podemos mais olhar para esse espelho branco e de olhos azuis que a mídia nos mostra. Há algum tempo atrás, no antigo desenho animado da Liga da Justiça, o Lanterna Verde era John Stewart, que é negro. Muitas pessoas diziam que ele estava lá apenas preenchendo uma cota. O mesmo já foi dito do Ciborgue na época que integrava os Novos Titãs. São pequenos exemplos dentro de um contexto geral. Era a “necessidade” de se ter um personagem negro na história. Agora, eu digo isso como uma pessoa que é totalmente a favor de cotas: os personagens negros precisam estar presentes nas equipes de super-heróis, assim como no cinema, no teatro, nas artes em geral, não por uma “necessidade”, muito menos por uma “obrigação” de se ter um negro preenchendo uma cota. Até porque a presença do Lanterna Verde John Stewart na Liga ou do Ciborgue nos Titãs é muito pouco, a representação de uma classe vai muito além disso, mas se infelizmente precisamos da existência de uma ferramenta como as cotas para abrir o caminho para que essa porta seja enfim aberta, então eu aplaudo. Mas o fato é que independente de cotas, eles precisam estar lá não apenas pelo fato de ser negros, mas porque têm enorme relevância, são parte fundamental da nossa sociedade e já passou e muito da hora de acabar com essa coisa deles serem deixados à margem, como coadjuvantes.

Sim, eu sei que existem muitas personagens negras em posição de protagonistas, assim como muitas atrizes e profissionais de diversas áreas talentosíssimas desfrutando de seu merecido destaque. Mas entendam, dentro do contexto geral elas ainda são poucas. E precisam se provar o tempo todo, têm que dar tudo de si, porque são negras e não terão os mesmos privilégios de uma branca. Algumas pessoas podem achar que esse pensamento é radical, e que hoje em dia o racismo não existe, mas infelizmente ele existe sim,  e está presente no nosso dia a dia e precisamos combatê-lo a todo momento, nas menores ações que sejam.

Existe uma polêmica enorme quando determinado personagem de quadrinhos originalmente branco é retratado como negro em outras mídias ou mesmo nos próprios quadrinhos. Exemplos disso são Nick Fury (tanto na série “Ultimate Marvel” quanto nos filmes), Pete Ross, o melhor amigo de infância de Clark Kent na extinta série “Smallville” e mais recentemente James Olsen na série da “Supergirl”, entre diversos outros exemplos que poderiam ser citados aqui. Primeiramente, num nível mais básico, entendo que a essência do personagem não está na cor da sua pele, logo, qualquer ator de talento pode interpretar quem quer que seja independente de sua etnia. Outra questão, essa mais séria, é a visibilidade dada aos artistas negros, tendo a oportunidade de interpretar personagens de destaque sem ter a sua raça como impedimento. Falando de quadrinhos, temos visto algumas iniciativas nesse sentido, colocando personagens negros em papeis de destaque, como por exemplo o já citado Nick Fury, Miles Morales como Homem-Aranha, Riri Williams no papel de Homem de Ferro e Sam Wilson como Capitão América. Em vez de olharmos torto para essas iniciativas, devemos nos perguntar se realmente isso vai fazer com que eles sejam menos heroicos, e que tipo de pensamento egoísta podemos estar nutrindo dentro de nós. Existe lugar para todos, mas os lugares dos negros parecem estar sempre ocupados por brancos. Isso precisa mudar, não de forma violenta, mas como algo espontâneo e natural, porque é assim que deveria ser desde sempre, pra começo de conversa.

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E felizmente as coisas estão mudando. Lentamente. Muito lentamente. Mas coisas boas estão acontecendo. Novos criadores estão surgindo e trazendo o século XXI para os quadrinhos e para a arte em geral. Tenho esperança e quero acreditar que ainda veremos a igualdade acontecer, e textos como esse que você está lendo agora não serão mais necessários.

A grande verdade é que precisamos de personagens negros, mulheres, pessoas acima do peso, asiáticos, índios, gays e etc porque não estamos mais nos anos 40 onde “todos” os astros eram loiros de olhos azuis, ou brancos de olhos claros. O mundo mudou, as pessoas evoluíram. E para quem pensa diferente, nunca é tarde para uma reflexão saudável… não existe vergonha nenhuma em rever velhos conceitos e mudar para melhor.

É óbvio que o racismo é muito maior do que isso, a falta de representatividade dos negros na mídia é apenas uma das facetas desse mal. Falta de oportunidades na educação e no trabalho, violência, e humilhações diárias são a realidade de milhares de pessoas só por causa da cor de sua pele. Mas se a arte for mesmo uma forma de atingir o coração das pessoas (como eu acredito que seja), começar a mudar as coisas através dela parece um bom começo.

Não é desconcertante a ideia de que algumas pessoas que cresceram lendo histórias em quadrinhos de super-heróis possam nutrir atitudes tão ultrapassadas de racismo e intolerância? Pois os valores que são passados nessas mesmas histórias ditam exatamente o contrário. Heroísmo é sobre inclusão, amizade, fazer o bem, tentar ser uma pessoa melhor. E não é preciso ser um super-humano para isso, basta ser humano.

E no que me diz respeito a inclusão, não adianta apenas termos personagens femininas submissas que apesar de poderosas esperam ser salvas por seus interesses românticos. Não adianta ser kryptoniana, bela, recatada e do lar. Não, não estou criticando a Supergirl atual (pelo menos não totalmente), mas ela era retratada mais ou menos dessa forma na época da sua criação, claro, numa época onde a representatividade era levada muito menos em consideração. O oposto disso são as heroínas super erotizadas, verdadeiros fetiches ambulantes. Não estou dizendo que não possa haver sensualidade, que elas não devam nutrir sua autoestima… inclusive as mulheres devem ter o direito de se vestir e fazer do seu corpo o que bem quiserem. Mas notem que o termo que usei foi “super erotizadas”. Essa é a diferença. Tudo bem, não vou generalizar, mas não é raro vermos essas mulheres de corpos perfeitos combatendo o crime semi-nuas. Isso é um problema? Se você for mulher, já sabe a resposta. Se você for um homem e tiver alguma empatia pelas mulheres, ou pelo menos souber separar pornografia de qualquer outro tipo de histórias, também sabe.

A grande questão, é que precisamos parar de retratar as mulheres como criaturas submissas ou fantasias eróticas. Elas devem simplesmente ser seres humanos respeitados e valorizados como acontece com qualquer homem. E incluir mais mulheres negras nesse conceito!

Um dos melhores exemplos dessa desconstrução é a Mulher Maravilha, que desde o seu surgimento vem quebrando esse esteriótipo de mulherzinha indefesa que precisa ser salva. Certo, ela também é uma branca e usa maiô, mas vamos considerar que ela foi criada em 1941 e suas atitudes se sobrepõem ao vestuário. Além do mais, entramos naquela questão da diferença entre ser sensual e super erotizada. Mesmo sendo uma personagem fictícia, ela inspira meninas e meninos no mundo todo e é um belo exemplo de que a igualdade entre os sexos é possível. O mesmo pode ser dito sobre a Capitã Marvel e a forma como suas histórias vem sendo conduzidas. Se você é fã de quadrinhos e curte a Mulher Maravilha e/ou a Capitã Marvel, por favor anote isso: Feminismo não é a luta das mulheres contra os homens. Feminismo é a luta das mulheres por igualdade!

Então, antes de espalhar opiniões cheias de preconceito e ódio, porque não tentamos refletir e nos colocar no lugar do outro?

Então… Por que temos tão poucas mulheres negras das HQs de Super-Heróis? Existem muitas respostas, mas ao invés de reconstituir a história da desigualdade no mundo, por que simplesmente não deixamos as mulheres negras tomarem seu lugar de destaque? Vamos permitir que elas sejam nossas heroínas também! Valorizar sua força e sua coragem, e incentivar o surgimento de novas personagens que venham inspirar as próximas gerações, e que a cor de sua pele não seja motivo de discussões sobre seu mérito. Que elas tenha direito a oportunidades iguais e com isso possam provar que estão ali porque são absolutamente capazes disso.

Mulheres da ficção e mulheres reais… Que elas tenham orgulho de ser quem são… e que nós sempre tenhamos imenso orgulho delas!

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17 comentários sobre “REPRESENTATIVIDADE NOS QUADRINHOS SIM!

  1. eu não sou contra diversidade, até pq sou descentende de negro e se cavar mais acha té sangue de indios pelo lado de minha avó, agora, o que eu nunca vou concordar é a descaracterização de um personagem consolidado para saciar a representação de uma minoria, isso é tiro no pé.

    Se for pra fazer como fizeram com o Homem Aranha Ultimate, Miles Morales, ou mesmo a nova Ms. Marvel, ÓTIMO. Mas se for pra mudar um personagem, não vou ficar citando quais, pra saciar uma minoria que em sua maioria nem quadrinhos lê…. eu prefiro nem comprar a revista tbm.

    A mutilação do Capitão América nas mãos do Nick Spencer, tudo pra fazer uma alfineta idiota ao conservadorismo americano, é o maior símbolo do porque as vendas da Marvel estão descendo a ladeira, os fãs cansaram de masoquismo, não tem porque comprar uma coisa que não agrada e que só os deixam decepcionados.

    A Culpa não são das minorias, a Culpa não é dos fãs que não as querem, a Culpa é de Editores e de Autores incompetentes e mau intencionados.

    A Marvel sempre foi a editora progressista, se os fãs deles fossem assim tão racistas/machistas a Marvel nunca teria feito sucesso, é só olhar pra história da Editora.

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  2. Há um outro apontamento que venho a fazer aqui, Rodrigo: a não-existência de idosos com superpoderes nas histórias atualmente realizadas. Não sou pesquisador de Quadrinhos e nem me lembro, desde a infância, se tal faixa etária foi representada. Pelo menos, não no Ocidente, mas cito aqui o mangá do Ultraman Original, o primeiro de todos, sendo retratado quarenta anos depois do fim da história. Um senhor de idade, mantendo, no entanto, os poderes adquiridos em sua fusão com o alienígena no passado. E a questão das mulheres negras, nos Estados Unidos, é complicada demais; a mais famosa de todas é a Ororo, a Vixen é legal; no entanto, as referências a outras de destaque são inexistentes. Não posso falar aqui do Brasil nessa questão, como o colega acima afirmou, porque também não pesquisou o assunto, mas gostaria de ver esse tema abordado com relação aos Quadrinhos Nacionais aqui no blog.

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    1. Essa foi uma abordagem realmente interessante. De fato personagens idosos são outra classe ignorada pelas grandes mídias de quadrinhos. Eles existem – isso é importante frisar – mas são minoria. Vide a clássica Sociedade da Justiça.

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  3. Desculpe amigo mas vc está muito enganado ao menos em se tratando do Brasil em relação aos personagens negros sempre tivemos muitos e em pé de igualdade com os brancos, o problema no caso é a falta de qualidade das pesquisas em relação a isso que já partem do princípio que eles são poucos. O primeiro personagem negro é também um dos primeiros publicados por aqui e chamava Moleque, criado por Henrique Fleiss em 1865! Em 1907 surge o Giby de J. Carlos que dá nome até hoje para as nossas revistinhas mas os pesquisadores preguiçosos insistem que o nome vem da revista do Roberto Marinho que veio muito depois! Em 1910 surge Sabbado criado por Max Yantok um dos primeiros ciborgues do mundo! Em 1918 o primeiro gibi do Sacy foi publicado no Brasil, muitos anos antes do Perere. No Tico Tico ainda teve dois heróis, Pai Ignácio, de A. Rocha em 1913 e Mikimba, de Osvaldo Storni em 1937! E são só alguns exemplos que provam com uma boa pesquisa que sempre tivemos muitos personagens negros no Brasil! O mesmo vale pra personagens mulheres mas para não me extender muito deixo esse trabalho pra outro pesquisador só lembrando que a personagem mais famosa infantil é menina, Mônica, e a heroína mais famosa é mulher, Velta! Negros e Mulheres não são minorias e estão muito bem representados ao menos no Brasil um pais em que realmente não existe preconceito graças a Deus!

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    1. Desculpe, amigo, mas respeitosamente vou discordar, porque o preconceito existe sim, isso é uma infeliz realidade. personagens negros existem, personagens femininas existem, mas não são maioria. A maioria são homens e no caso dos heróis brasileiros, quase todos têm influência dos americanos, então a maioria são de homens brancos e héteros sim.

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      1. Prezado Garrit, da mesma forma que eu vim aqui no seu espaço para passar uma visão diferente, você têm todo direito de se posicionar e no mais eu agradeço por não apagar meu comentário. Toda dissonância quando exercida com educação é valida, comentei pra agregar um ponto de vista que é definitivamente oposto, mas que nada impede de ser abordado sem agressividade. Preconceitos existem em todas as partes do mundo, inclusive de negros contra brancos, de mulheres contra homens, enfim, toda diferença gera embates e cada um têm uma forma de lidar com isso, eu acredito que a polarização acaba levando a aumentar a discórdia até chegar em pontos inaceitáveis, e o exagero de uma parte ou de outra aumenta o radicalismo, no caso, o exagero do movimento negro leva ao radicalismo do movimento “poder branco” por exemplo, e o movimento feminista em algumas de suas escritoras não prega igualdade entre mulheres e homens, pode pesquisar que vai encontrar nos livros das feministas radicais misândricas coisas como castração de homens e outros absurdos. Na verdade as mulheres atualmente possuem mais direitos que os homens, basta ver que no caso da separação de um casal com filhos a mulher tem preferência mesmo que seja uma prostituta, drogada ou criminosa, só por ser mulher, ou no caso da lei Maria da Penha, uma lei arbitrária em que a palavra da mulher vale independente da averiguação dos fatos, e o fato é que muitas mulheres fazem uso de seus direitos de maneira leviana. O atual grupo “Panteras Negras” norte-americano prega o extermínio de brancos e o movimento Nuwaubianismo prega a supremacia negra. Radicais existem de todas as raças, religiões, gêneros, etc… Na verdade, os super-heróis norte-americanos que copiaram os brasileiros, as datas não mentem, os primeiros super-heróis surgiram no Brasil muitas décadas antes dos norte-americanos e portanto o super-herói é uma cultura típica do Brasil e não de qualquer outro país. Mais uma vez repito que não faltam mulheres nas Hqs, inclusive temos Inaia, de Angelo Agostini, criada em 1883 que já exercia sua heroicidade salvando o protagonista! Questões como a sexualidade não deveriam fazer parte do universo dos super-heróis já existem outras formas de arte pra expressar esse tipo de abordagem, super-heróis são para entreter e o conteúdo deve estar relacionado com valores éticos, não vejo nenhum motivo para esses temas estarem presentes em hqs de super-heróis, a não ser em casos específicos, para públicos específicos, mas em geral, super-heróis devem ser divertidos, deixem a política para os políticos, ou em breve os super-heróis estarão divididos em “esquerda” e “direita”, e já não basta essa divisão na sociedade, teremos que aturar essa agenda de classificar as pessoas por suas opções políticas e sexuais nos super´-heróis também? Um autor deve criar os personagens que quiser, se quiser criar um super-heróis branco, negro, gay, uma super-heroína mulher, que crie, isso não deve ser imposto, ou daqui a pouco vão querer colocar “cotas” nas HQs, se existir demanda dos leitores por esse tipo de material, isso acontecerá naturalmente. Mas a verdade é que a maioria dos leitores de super-heróis são homens, geralmente o público que gosta desses temas que você citou preferem outro tipo de hqs, dessas de universitário ou erótico. Mas boa sorte, espero que produza bastante e tenha uma boa sorte com seus projetos.
        Abraços.
        Rod

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        1. Amigo, jamais apagaria o seu comentário. Obrigado pelos votos de sucesso, desejo o mesmo para você. Só gostaria de frisar que em nenhum momento foi dito que qualquer coisa deva ser imposta, mas negar a existência do preconceito contra os negros e demais minorias é algo muito perigoso. Em relação aos exemplos que deu, extremistas não definem classes. Nem todo islâmico é terrorista. Nem toda feminista odeia homens. Nem todo negro odeia brancos.
          Respeito sua opinião mas torço para que você obtenha mais esclarecimento sobre o assunto.
          Boa sorte, abraços!

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          1. Obrigado. Sou contra os atuais feminismo e movimento negro e a favor de todos os brasileiros independente de sexo ou raça nao é questao de esclarecimento mas de posicionamento, mas respeito a liberdade de expressão e seu direito de defender tais movimentos que eu combato, porem no campo das ideias sem violencia a nao ser que algun radical venha me atacar. Quanto a personagens negras um bom exemplo de super-heroina brasileira é a Raio Rubro criada por Johnny Fonseca.

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            1. Então, amigo, só pra deixar muito claro: eu não defendo os movimentos que você combate. Eu não defendo os extremistas. Sou totalmente contra os grupos extremos. Infelizmente esses grupos mancham a reputação das verdadeiras feministas, dos verdadeiros militantes das causas sociais, que prezam pela igualdade entre as raças e os sexos. Esses grupos extremos não representam aqueles que de fato lutam pela igualdade. Melhor exemplo para ilustrar essa situação é o grupo terrorista “Estado islâmico”. Eles são um grupo radical violento que não representa o verdadeiro Islã; o Islamismo genuíno, é uma religião de paz. Então, não podemos generalizar.

              Sobre a citação da Raio Rubro, é aquela velha história, para cada heroína negra, existem 50 brancas, para cada mulher, existem 100 homens, para cada gay existem 1000 héteros… por isso são minorias e precisam de oportunidade. De forma natural, sem imposições.

              O nosso objetivo (meu e seu) é igual; pregar a igualdade embora tenhamos pontos de vista diferentes, espero que possamos simplesmente encerrar por aqui, porque chega uma hora que o nosso respeito mútuo fala mais alto e o fato de discordarmos de alguns pontos não deve ser impeditivo para o nosso bom relacionamento de amizade. Como eu já disse, respeito a sua opinião, como sei que você respeita a minha, então acredito que seja melhor ficarmos assim, senão essa conversa não vai acabar nunca e eu adoraria poder conversar sobre outras coisas também, temos outros assuntos aqui no site, você é um especialista em quadrinhos e é sempre bem vindo.

              Abraços,

              Rodrigo Garrit

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  4. Em boa parte, simplesmente porque cada vez que criam uma heroina negra, ou de qualquer outra etnia na verdade, ou substituem um “homem branco hetero” por outra coisa qualquer, a preocupação maior do editor e do roteirista é “Vamos passar uma mensagem” e não “Vamos fazer uma historia divertida.”

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    1. Não posso falar sobre outros sites, mas acredito que ninguém consegue convencer ninguém a gostar de nada, cada um escolhe o que quer ler. A questão levantada aqui é a falta de oportunidade das minorias. Qualidade das histórias é outra coisa.

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