Mulher Maravilha! Resenha Sem Spoilers do Filme!

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Por Rodrigo Garrit

Um recomeço de otimismo e esperança!

Não que seja um recomeço literal, já que prossegue dentro da continuidade estabelecida para o Universo DC nos cinemas, mas é um renascimento moral, com direito até a nova introdução da DC que deverá ser utilizada daqui em diante.

No fundo, acaba sendo um filme sobre o amor. Não, não um “filme de amor”, mas um filme “sobre o amor”, o que é diferente.

Não espere uma heroína definida pela tragédia pessoal. Não que essa não exista, mas ela simplesmente não a define. Diana passa longe do tipo amargurada ou vingativa, ou presa a um senso de responsabilidade inalcançável. O que ela faz, é por amor. Claro, existe um dever a ser cumprido, ela é uma amazona, e isso significa que ela tem um código de honra irretocável, tem uma missão. No entanto mesmo que não fosse seu papel desempenhar as ações que fazem dela uma heroína, ainda assim ela o faria. Por amor.

O que temos nesse episódio da vida de Diana é uma história de origem, contada de forma clara e objetiva, fazendo uso do que existe de melhor nas HQs que já se aventuraram nesse enredo. A gênese da Mulher Maravilha já sofreu diversas alterações e alguns pontos se tornaram conflitantes com o passar do tempo,  mudando muito desde que foi concebida pelo psicólogo William Moulton Marston em 1941.

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Ela foi esculpida do barro pela rainha Hipólita e recebeu o dom da vida dos deuses conforme nos mostrou George Pérez na sua fase Pós-Crise? Ela é filha de Zeus como contou Brian Azzarello nos Novos 52? Ou seria filha de Hércules, como disse Grant Morrison em Terra 1? Essas questões são inclusive a trama central que Greg Rucka nos trouxe em sua fase do Renascimento.

Fiquem tranquilos em saber que o filme explora aquilo de melhor que as versões quadrinhísticas já ofereceram e acrescenta elementos importantes à sua origem, traçando o destino que ela tomaria de forma que tudo fizesse muito sentido.

Usando essa origem como ponto de ligação entre passado e futuro, a diretora Patty Jenkins (em roteiro co-escrito também por Zack Snyder) nos presenteia com uma história empolgante, que respeita as fundações da personagem e abre infinitas possibilidades para o futuro.  O filme passa sua mensagem de igualdade sem impor explicitamente nenhuma bandeira de militância feminista, ao mesmo tempo em que presta um enorme serviço ao feminismo apresentando naturalmente a saga de uma mulher que não se submete a nenhuma autoridade arbitrária, seja ela masculina ou não, e mostra o que deveria ser óbvio; seja você homem ou mulher, não espere que ninguém salve o seu dia. Você mesmo (a) tem essa capacidade de lutar pelo que acredita.

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Themyscira

É muito importante que exista uma Mulher Maravilha, ainda que seja uma personagem de ficção, para incutir esperança e amor ao mesmo tempo que mostra sua força, que não é apenas oriunda de sua doçura e empatia, mas também física. Ela foi criada para dizer que as mulheres estão em pé de igualdade com os homens e elas podem ser, fazer e chegar aonde quiserem, podem e devem ser independentes e não precisam que exista um homem controlando seus atos.

Diana até hoje é lembrada pela série de tevê dos anos setenta protagonizada por Lynda Carter, tal é a força que impulsiona a personagem. As aparições dela nas animações da DC, sem falar dos longas animados que ela estrelou sempre foram um sucesso e não foi à toa que ela roubou a cena em Batman V Superman. Demorou muito para que a Princesa de Themyscira tivesse seu próprio filme, mas graças aos deuses ele finalmente está aqui, e fico feliz de saber que ela facilmente será uma influência positiva tanto para jovens meninas (como as tantas que vi na sala de cinema), como para qualquer Ser Humano que possa por um momento repensar algum tipo de atitude e encontrar uma forma melhor de resolver os problemas… colocando o amor como sua prioridade de vida.

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Eu saí do cinema inspirado, transbordando de otimismo. Claro que me diverti muito com as ótimas cenas de ação e o roteiro inteligente que te prende até o fim. Desculpem a redundância, mas o filme é mesmo maravilhoso!

Não tenham dúvidas… Gal Gadot é a Mulher Maravilha!

 

Leia mais sobre a Princesa Amazona:

Mulher Maravilha: Renascimento!

Mulher Maravilha: Hiketeia

Mulher Maravilha: A Fase de John Byrne!

Mulher Maravilha: Terra 1

 

 

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2 comentários sobre “Mulher Maravilha! Resenha Sem Spoilers do Filme!

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