CRISE NA TERRA X – Resenha do maior crossover televisivo de super-heróis já feito!

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Por Henry Garrit

As séries Supergirl, Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow estão mais conectadas do que nunca para mais um crossover entre seus personagens. Não é a primeira vez que isso acontece, já que no ano passado tivemos a saga “Invasão” unindo as séries, mas esse ano o Canal Warner foi além e reuniu dezenas de heróis para contar essa história, tornando-a assim o maior crossover de super-heróis já feito.

Alerta de Spoilers!

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Arte de Phil Jimenez

Tudo começa com o casamento de Barry Allen e Iris West, onde vemos que entre os convidados estão os ilustres heróis de outras cidades e outras Terras. Mas reunir tantos meta-humanos no mesmo lugar não poderia ser uma boa ideia, certo?

Certo.

A cerimônia é interrompida por uma horda de soldados nazistas (!), obrigando nossos heróis a trocar os trajes de gala por seus uniformes e partir pro combate.

E, convenhamos, não importa o quanto muito disso parece clichê ou inverosímel (mas ei, é uma série de super-heróis, quem liga se é inverosímel?)  as cenas de luta são incríveis e fazem o coração de qualquer fã nerd vir na boca quando os vemos usar seus poderes para chutar a bunda dos nazistas.

Sim, eu mencionei os nazistas, não?

Então vocês me perguntam: Como assim???

Tudo se trata de uma invasão da Terra X. Já ficou estabelecido no “Arrowverse” que existem (até onde eles sabem) 52 Terras, sendo que eles vivem na Terra 1. Várias contra-partes de outras Terras interagem normalmente com eles, entre eles a Cigana, o Dr. Harrison Wells, a própria Supergirl e a vilã Sereia Negra (que é a contra-parte de Laurel Lance, que na Terra 1 era a heroína Canário Negro, e foi morta por Damien Dark. A policial Dinah Drake assumiu seu lugar como a nova Canário Negro).

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Tá, mas o que é a Terra X?

A Terra X existe nos quadrinhos, onde também é conhecida como Terra 10, mas na série é revelado que se trata de uma 53º Terra, um lugar onde os nazistas venceram a segunda guerra, e o mundo se tornou palco do terror proporcionado por esse evento. Tais consequências influenciaram drasticamente sua história, e por tabela, os super-seres que nela vivem.

Cansados de controlar apenas a sua própria Terra (e também motivados por uma outra questão pessoal), a Overgirl, o Arqueiro e o Flash decidem atravessar o Multiverso e atacar outros mundos. Enquanto a Overgirl e o Arqueiro são contra-partes idênticas de Kara e Oliver, o Flash se revela como sendo Eobard Thawne, o mesmo Flash Reverso da Terra 1 que assassinou a mãe de Barry, e quem ele acreditava estar morto. Thawne usa o rosto do Dr. Wells, exatamente como na época em que se passava por ele e enganou a todos durante a primeira temporada da série do velocista. E sim, o Flash Reverso havia morrido, e a única explicação dada para sua presença ali é a coisa da viagem no tempo…

Como era de se esperar, muitas diferenças foram vistas entre os heróis e suas contra-partes. Além do fato óbvio deles serem vilões, nessa Terra nazista, Kara e Oliver são casados (!) e ela sofre os efeitos de uma super-exposição a radiação solar que a está matando. Como forma de sobreviver ao total colapso de seu corpo, ela pretende usar um prisma emissor de radiação solar vermelha para realizar um transplante de coração da Kara da Terra 1 para ela (!!!)

Santa dramaticidade, Batman! Sei lá, acho que não precisava de tanto, mas concedeu a Supergirl sua própria crise pessoal para lidar enquanto os demais viajavam para a Terra X a fim de tentar acabar com o mal pela raiz.

Na Terra X, eles conhecem Ray, um herói da Terra 1 que integrava uma rebelião contra o totalitarismo nazista e estava preso em um campo de concentração. Uma grata surpresa e uma ótima aquisição ao grupo de heróis, bem como o retorno (mais ou menos) do Capitão Frio, cuja contra-parte da Terra 1 morreu se sacrificando pelas Lendas.

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Dois casamentos e um funeral!

Eis o que não podemos esperar desse crossover: Uma produção cinematográfica com efeitos de primeiríssima qualidade, nem roteiros muitíssimo elaborados. Mas se você as acompanha em todas as suas temporadas já sabe disso, e sabe que está tudo bem; Esse é o produto que foi prometido, e ele é entregue sem firulas. O grande lance é a aceitação da dinâmica super-heroica e todos os clichês e absurdos dos quadrinhos de super-heróis. E tudo bem.

Não é que seja uma história pra mudar a sua vida (e sim, algumas histórias podem mudar as nossas vidas), mas nem de longe isso precisa ser uma regra, porque algumas dessas histórias, a maioria delas, se tivermos sorte, existem apenas para nos divertir. E nada além disso. Tirando então o peso da responsabilidade que um crossover televisivo com heróis da DC com a palavra CRISE no título possui, podemos apenas relaxar e curtir seus efeitos baratos, suas falas batidas e suas situações absurdas. E tudo bem.

O fim do confronto vem com mortes em ambos os lados da contenda, mas também há ressurreições, se considerarmos as duplicatas de outras Terras voltando a interagir com os outros personagens no lugar de seus sósias mortos. Mas apesar do luto, também houve tempo para celebrações, novas parcerias, novos romances e até mesmo a chegada de novos heróis.

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No fim das contas, é claro que eu esperava mais, mas também me surpreendi com a ousadia (no melhor sentido) de algumas cenas e a possibilidade de termos aí Tornado Vermelho e Ray fazendo participações especias no futuro, bem como Constantine (interpretado por Matt Ryan, o mesmo da série solo do personagem que NÃO aparece nesse crossover mas é uma promessa para vindouros episódios de Legends of Tomorow).

Como não podia deixar de ser, seria inviável destacar todos os personagens que aparecem, mas é possível ver que houve um esforço em tentar dar espaço a eles, ainda que para alguns tenha sido meros segundos de ação. É compreensível que o destaque maior tenha sido dado aos protagonistas de cada série, Supergirl, Arqueiro Verde, Flash e Sara Lance (a capitã do Cavaleiro do Tempo que é a cara da Lendas. Tanto que ela representou sua equipe de forma tão extraordinária que a ausência de Rip Hunter – foi sentida – mas não comprometeu em nada o andamento da história).

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Como um crossover auto-contido, ele termina entregando os personagens para seguirem com o rumo de suas respectivas séries, muito embora fatos importantes acorridos aqui, certamente influenciarão em maior ou menor grau a vida de seus protagonistas.

Para finalizar, o que pode ser dito sobre CRISE NA TERRA X é que você já leu gibis melhores e já leu piores… Mas poucos foram tão divertidos!

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