PROMETHEA – EDIÇÃO DEFINITIVA – VOLUME DOIS

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Por Henry Garrit

Clique se quiser ler antes a resenha do volume 01 de Promethea.

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A jornada de Sofia, empoderada pela presença de Prometeia através das esferas que permeiam a grande árvore da vida ao lado de sua amiga Bárbara continua, conduzindo-nos de forma didática por entre os caminhos do além até que esta se reencontre com seu falecido marido Steve a fim de se reunir com ele na eternidade. Mas não pense que o pós vida foi entregue de bandeja pela história. E, dado o detalhamento com que é mostrado, poderia causar essa falsa impressão. No entanto, essa é a experiência pessoal delas, e seu ponto de vista único dessa jornada.

A grande missão de Prometeia, entretanto, é algo bem mais abrangente. Ela deve decretar o apocalipse… E não vou mentir, nesse intento foi perfeitamente bem sucedida.

Em meio a vários ínterins, além de tentar sobreviver a seus próprios desafios metafísicos, derrotar seus oponentes, travar uma batalha entre Prometeias, e até mesmo sofrer um julgamento na Imatéria, temos a resolução dos dilemas dos carismáticos (ou nem tanto) coadjuvantes da história, como Stacia, Os Cinco Caras Legais, O Templo e o Boneco Pintado, além é claro do destino da própria Sofia Bangs. A participação de outros personagens como Tom Strong é um adereço gratificante, que não ofusca o brilho da protagonista.

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Em alguns momentos, me vieram lágrimas aos olhos, mas não era  tristeza ou felicidade, mas perplexidade diante da magnitude da mensagem que essa história tentou passar. E digo, ela falhou, não foi capaz de fazê-lo em sua plenitude, mas me levou até o ponto mais próximo disso possível, mostrou todas direções, e dentro de todos os recursos possíveis a uma história em quadrinhos, tentou ilustrar a expansão dessa ideia. Mas é claro que falhou, esse nunca foi o objetivo, eu creio. Por que fazer uma maquete do universo, quando o texto nos propõe a encontrá-lo nós mesmos?

Alan Moore fez um trabalho hercúleo ao contar essa história, sem medo de atravessar barreiras, indo até onde necessário, forçando ao máximo os limites de seu parceiro, o artista J.H. Williams III, que felizmente possui uma sensibilidade imensa e topou embarcar nessa insana expedição através do âmago das histórias, e juntos mapearam a estrutura do tempo e do espaço, dissecaram a matéria da qual a imaginação é feita e decantaram a essência dos sonhos, decompondo-a em frascos multicoloridos para que  pudêssemos enxerga-los, um a um.

E é claro, eles falharam. Ainda que a edição venha com um encarte que debela a última história de forma simultânea e linear, forçando nossas mentes e se readaptar a forma como vemos o mundo, obviamente eles falharam, felizmente eles falharam. Entregar os esquemas da criação, seria o mesmo que matar em nós a capacidade de buscá-los.

O que eles nos deixam é a tarefa involuntária de imaginá-los e criá-los nós mesmos.

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Como personagem que encarna uma ideia, como super-heroína, como modelo de protagonismo feminino, como avatar da magia, como inspiração para leitores e autores, como algumas horas de entretenimento ou como alvo de intensa reflexão… Promethea alcança êxito com todo o louvor.

Toda mudança é interna, e apenas aos olhos de quem observa, cabe julgar o quanto tudo mudou.

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