Os Invisíveis – Conte até zero!

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Por Henry Garrit

Resenha do 5º encadernado do Volume 2 de Os Invisíveis – Conte até Zero

Com roteiro de Grant Morrison e arte de Phil Jimenez , Chris Weston, John Stokes e Ray Kryssing.

Se preferir, pode ler antes as resenhas dos números anteriores: A RevoluçãoAbocalipseEntropy in the U.K. e Infernos Unidos da América.

A lista de coisas que ainda não sabemos sobre o universo de Os Invisíveis é extensa demais, mesmo nesse ponto onde chegamos no quinto encadernado da série. Então, vamos revisar algumas das coisas que (achamos) que sabemos:

  • A realidade como a conhecemos sofre constante manipulação de seres extradimensionais conhecidos como “Arcontes”. Eles alteram espaço e tempo a seu bel-prazer, infestando o mundo com sua insaciável fome de emoções.
  • No decorrer dos anos, algumas pessoas se deram conta de que viviam numa realidade manipulada e começaram a se armar contra os Arcontes. Contando com místicos, lutadores, xamãs, cientistas e paranormais de todo o tipo, essas pessoas se autointitularam de “Invisíveis”, e combatem clandestinamente essa invasão à nossa realidade.
  • Dentro dos Invisíveis, existem muitas camadas de segredos. Ninguém sabe exatamente como o grupo surgiu ou quem especificamente os formou. A equipe conta com diversas células espalhadas pelo mundo, cada uma fazendo sua parte à sua maneira, não necessariamente sabendo da existência das outras. Desde o começo da série, temos acompanhado a célula comandada por King Mob (que atualmente é liderada pela Ragged Robin). Esse grupo mantém em sua formação Jack Frost, Boy, Lord Fanny e Mason Lang, embora eventualmente estabeleçam parcerias com outros invisíveis.

Mas não seriam justamente esses segredos, e as suas graduais revelações que fazem da série o que ela é?

O encadernado nos mostra dois arcos de três partes cada: “Bandidos Sensitivos“: Poor Little Rich Girl, Mad Dogs And Englismen e Parisian Pierrot e “Campo de Concentração América“: Conte até Zero, Conte até Cinco e Conte até Dez, além de mais três histórias: “Só os Amantes Sobrevivem”, “Projeto Filadélfia” e “Escorpião Ascensão” com as consequências dos acontecimentos, e da batalha psíquica entre Ragged Robin e Quimper, (ocorrida no encadernado anterior) uma vez que mesmo derrotado, implantou telepaticamente uma “semente” de sua consciência na ruiva, que aos poucos se desenvolve a fim de tomar o controle.

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“Bandidos Sensitivos” narra uma missão de King Mob passada em 1924. Mesmo que eles (ainda) não tenham uma máquina do tempo literal, a qual está sendo construída baseada no projeto trazido por Robin que (supostamente) veio do “longínquo” futuro de 2012 (a série se passa em 1998), já é fato conhecido que eles conhecem técnicas de desdobramento psíquico do tempo, ou seja, podem enviar a si mesmos ao passado, apenas em forma “fantasma”, não fisicamente. Esse arco revela informações importantes sobre o artefato conhecido como “Mão da Glória”, um objeto vindo da dimensão dos Arcontes que possui imenso poder, muito embora eles não saibam exatamente se é uma arma ou algum outro tipo de ferramenta, mas certamente um grande trunfo que deve chegar as mãos da resistência invisível a qualquer custo. É aqui que descobrimos mais sobre o “Arlequinado” e seu príncipe invisível, figuras extravagantes que parecem correr por fora do páreo e até que se prove o contrário, estão do lado dos anjos.

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“Campo de Concentração América” foca na personagem Boy, a lutadora do time, que sem dar muitas explicações desaparece com um item importante, levantando a suspeita dela ser uma traidora ou estar sob controle mental, ou ser uma agente dupla imersa em tantas camadas de personalidades que seria difícil definir a quem ela realmente é leal.

Numa série em que geralmente nada é o que parece ser, isso não deveria ser surpresa. Mas da forma que é mostrado, surpreende sim.

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Grant Morrison não foge àquilo que se espera dele: Roteiros não convencionais elaborados com altas doses de absurdos fundamentados pela sua lógica impossível.

A arte é quase majoritariamente assinada por Phil Jimenez, o que concede um traço claro e limpo, muito detalhado e com ótimas expressões faciais. Sua arte é finalizada pelo artista John Stokes, que notadamente imprime seu próprio estilo ao lápis de Jimenez, o que faz muito bem ao seu já excelente traço. Nas histórias desenhadas por Chris Weston finalizadas pelo mesmo Stokes e Ray Kryssing, não há um grande impacto, apesar da ausência de Jimenez ser sentida.  E vale sempre menção as capas espetaculares produzidas por Brian Bolland!

 

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Arte da capa de The Invisibles Vol. 2 #14

Enquanto os Invisíveis acumulam vitórias e alguns contratempos, os inimigos continuam se movendo nas sombras, parecendo estar vários passos à frente. Afinal, ainda vale à pena lutar, ou a própria luta é exatamente o que os Arcontes querem?

Vejamos o que o futuro dirá nas próximas edições.

S_Final

Henry Garrit é autor de vários livros de ficção, fantasia e terror. Ele também escreve HQs, onde criou alguns personagens, dentre os quais se destacam “MONTE CASTELO”, um arqueólogo que está sempre às voltas com o sobrenatural e “VÊNUS” sua heroína de ficção científica.

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