Patrulha do Destino – Rastejando dos Escombros

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Por Henry Garrit

A Patrulha do Destino morreu.

De novo.

É relevante lembrar que durante a mega saga INVASÃO, os Dominions explodiram a chamada “Bomba Genética” na Terra. Sua intenção era inibir o gene meta-humano dos terráqueos, mas o efeito foi oposto, ainda que tenha embaralhado os poderes de alguns metas, ativou habilidades em milhares de pessoas no mundo, criando uma nova onda de meta-humanos.

Depois dos eventos da Invasão, os membros da Patrulha do Destino foram mortos, postos fora de combate, desistiram ou simplesmente perderam o interesse do público. Pelo menos quase todos. Niles Caulder, também conhecido simplesmente como “Chefe” nunca deixou de lado seus planos para a equipe.

As cartas foram embaralhadas e colocadas mais uma vez em jogo.

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Grant Morrison assumiu o número 19 do título, antes comandado por Paul Kupperberg, mudando totalmente o rumo das histórias, tornando-as segundo ele mesmo, mais estranhas, pois antes estavam “normais” demais. Talvez ele tenha exagerado… mas que bom que o fez.

Cliff Steele está (voluntariamente) internado num manicômio, ainda tentando lidar com o fato de ter tido seu cérebro transplantado em um corpo robótico. Joshua Clay, outrora conhecido como “Tempest” (não confundir com o atlante Garth), ainda se sente ligado à Patrulha, ainda que tenha desistido da vida heroica. Larry Trainor, está prestes a ter alta do hospital onde se recupera, agora não mais ligado ao espírito negativo que lhe concedia poderes. Rhea Jones continua em coma. Os demais estão mortos ou foram para longe o bastante para não ser encontrados.

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O grande lance da Patrulha do Destino é que eles são párias de verdade e seus poderes não são glamourosos… estão mais para deformidades com as quais eles precisam aprender a lidar, muita vezes com a ajuda do (não por acaso) cadeirante, Niles Caulder, que em troca treinou a equipe para consertar tudo o que eles puderem desse nosso mundo igualmente quebrado.

No manicômio, Cliff conhece Crazy Jane, na verdade a paciente Kay Challis, dona de 64 personalidades, que após a explosão da bomba genética, ganharam poderes distintos. Cada uma delas.

No hospital, Larry recebe a inesperada visita do espírito negativo que não faz cerimônia ao fundir seu corpo com o da doutora Eleanor Poole, fazendo dos três uma só entidade, a qual se autodenomina como Rebis.

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Em meio a esses acontecimentos, o mundo começou a ser atacado por uma realidade ficcional chamada de ORQWITH que gerou distúrbios metafísicos em diversos locais aleatórios, abduzindo pessoas com seus “Homens-Tesoura”, aos poucos tentando substituir a nossa realidade pela sua. Como é de praxe em casos assim, o presidente não chamou a Liga da Justiça, ele ligou para Niles Caulder.

Usando de manipulação ou boa fé até que se prove o contrário, Caulder reagrupou a Patrulha, que partiu até Orqwith a fim de resolver esse problema.

Em sua nova base em Rhode Island (antigo QG da Liga da Justiça), Josh recebe uma nova integrante, Dorothy Spinner, uma jovem com traços símios e a capacidade de materializar aspectos da sua imaginação. Josh concorda em continuar na equipe, embora tenha encerrado sua vida como super-herói, ele oferece seus serviços como médico. O que não impede que tenha sua própria “aventura” ao lado da novata Dorothy.

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Rhea Jones, ainda em coma, foi sequestrada, e Crazy Jane, ou melhor, uma das pessoas que moram na cabeça dela, usa seus poderes para localizá-la. A Patrulha então vai em seu resgate, e enfrentam um ser poderoso que faz alegações fortes sobre si mesmo enquanto exibe uma extensa coleção de borboletas. Ele se identifica como Rubro Jack, mas será que ele falou sério quando disse que também era Jack, o Estripador e Deus?

Para cada novo avanço da equipe, novas estranhezas se acumulam nas sombras. A Patrulha do Destino está viva, e mais uma vez pronta para o combate. Quase simultaneamente a uma “Irmandade do Mal” que se levanta também…

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Então… É Grant Morrison!  A gente sabe no que vai se meter quando começa a ler alguma coisa assinada por ele, e a Patrulha do Destino em si já traz uma grande reputação de todo o nonsense com o qual ele adora trabalhar. Com arte de Richard Case, que sem muito estardalhaço conseguiu ilustrar lindamente os devaneios do escocês, a revista foi lançada em 1989 e depois incorporada ao selo Vertigo por motivos óbvios. O título veio na esteira de Homem Animal, também escrito por ele, o que havia impressionado bastante os leitores da época.

O que ele queria era um gibi de (super-heróis?) estranhos onde pudesse trabalhar toda e qualquer loucura que imaginasse e isso ele conseguiu com a Patrulha do Destino.

Se liga no Santuário e leia em breve a resenha do próximo volume de Patrulha do Destino!

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