VINGADORES – Guerra Infinita

Por Henry Garrit

Nascido em Titã, um poderoso alienígena chamado Thanos está muito próximo de reunir as seis jóias do infinito e com isso obter poder suficiente para dizimar metade de toda a vida do universo, o que segundo ele, trará equilíbrio ao cosmos. Algumas dessas jóias estão de posse, ou escondidos com alguns indivíduos heroicos espalhados pela vastidão universal, e a busca de Thanos fará com que seus destinos se cruzem para que possam se unir e tentar deter o assim chamado Titã Louco. Thor, Os Guardiões da Galaxia, Homem-Aranha, Doutor Estranho, Pantera Negra, Capitão América, Viúva Negra, Hulk, Homem de Ferro e muitos outros se unem na indiscutivelmente mais poderosa formação dos Vingadores… Porém nem mesmo toda essa força bruta pode ser suficiente para impedir Thanos de concretizar seu objetivo.

Enfim chegamos ao ápice, o tão esperado encontro dos Vingadores e toda a mitologia estabelecida nesses dez anos da Marvel nos cinemas para enfrentar a grande ameaça que pende sobre suas cabeças desde o primeiro filme dos Vingadores.

THANOS

É a causa de tudo, o mal que fez ser necessária a reunião dos maiores heróis do universo para aquela que prometia ser a mais épica das batalhas super-heroicas. Um grande personagem, que rouba a cena e surpreende com suas oscilações entre tirano cósmico e raros momentos de ternura onde ele demonstra sentimentos, ainda que de forma distorcida, se assemelham a amor. Ele não é de fato um vilão, ou pelo menos, não é assim que se enxerga. À sua maneira deturpada, realmente acredita estar fazendo um grande bem ao universo e que seus esforços são dignos e valorosos. Ainda que rasas, as motivações do personagem promovem algo sobre o que pensar, o que é muito, considerando a natureza de um filme que tem como objetivo ser puro entretenimento.

AS JOIAS DO INFINITO

“Antes da criação, havia seis singularidades. E então o universo explodiu dando origem à toda a existência, e o que sobrou desses sistemas foi forjado em gemas… as Joias do Infinito.”

As gemas que tanto Thanos almeja, e com as quais conseguirá poder absoluto: Ele já tem a joia do poder (Orbe), e agora resta recolher a joia da mente (lembra do Cetro de Loki?) que está com o Visão; a joia da tempo (ou Olho de Agamotto) com o Doutor Estranho; a joia da realidade (ou Éter) com o Colecionador;. a joia do espaço (ou o Tesseract) escondida pelos Asgardianos e joia da Almaque Gamorra buscou antes de se rebelar contra seu pai.

O FILME

É claro que existe toda essa expectativa dos fãs que finalmente irão ver a conclusão (?) de algo que vem se desenrolando desde que Thanos deu as caras pela primeira vez nos cinemas. E todo esse sentimento é justificável, afinal foi uma longa espera e Vingadores: Guerra Infinita não desaponta, nos brindando com ótimas cenas de batalhas, diálogos engraçadinhos, momentos dramáticos e muitos, MUITOS uniformes coloridos, muitos núcleos de heróis, além dos já aguardados efeitos especias de primeira linha.

O filme tem o mérito de explorar todos os núcleos de forma eficiente, valorizando seus heróis e dando a eles a sua devida importância, ainda que uns obviamente sejam mais relevantes que outros, todos têm um papel a cumprir, e suas funções são mostradas pelo longa sem desperdícios.

Muitas pontas soltas deixadas pelos filmes anteriores são desatadas, e diversos personagens têm seu destino encerrado ou ganham um novo rumo a seguir. Falando desses filmes, todas as conexões estão lá, e ter assistido a eles torna a experiência de Guerra Infinita muito mais complexa, mas caso não os tenha visto, ou pelo menos não a todos, é possível se situar na trama sem que ter acompanhado esses dez anos da Marvel nos cinemas seja obrigatório.

Apesar de algumas falhas no roteiro, o filme funciona e dá conta de cumprir o que prometeu, reunindo os maiores heróis do mundo numa missão contra o poderoso Thanos a fim de salvar todo o universo. É clara a intenção em tentar a todo custo surpreender o telespectador que depois de anos assistindo aos filmes da franquia poderia facilmente deduzir o final dessa história, e apesar de nem tudo dar certo, esse esforço por si só já faz com que o filme seja bem superior a outros do gênero, fora o fato de que algumas situações foram realmente surpreendentes e nos fazem ficar imaginando como os diretores e roteiristas lidarão com isso nas sequências.

SOBRE OS PERSONAGENS

Todos passaram por muitas mudanças. Citando aqui rapidamente apenas alguns deles;

Aquele que talvez mais tenha amadurecido seja o Thor. Com todas as suas perdas, o deus do Trovão teve que se reinventar e se tornar o que Odin esperava que ele fosse.

O Homem de Ferro também amadureceu, pelo menos na medida do possível, uma vez que estamos falando de Tony Stark. Embora sua personalidade peculiar continue sendo sua marca registrada, ele ainda é o herói que se presta a realizar o impossível e se sacrificar pelo bem da maioria.

Uma das mudanças mais profundas, talvez tenha se dado com o Dr. Bruce Banner, agora numa espécie de inversão de papéis com seu alter ego, Bruce mostra que o Hulk é uma criatura muita mais complexa do que pensávamos.

Peter Parker, o Homem Aranha mantém sua ingenuidade e seu espírito, não se acovardando onde ele sabe a diferença que grandes poderes e grandes responsabilidades podem fazer.

O Doutor Estranho nem precisava, mas se prova como o mago supremo da Terra, igualando as chances de um combate entre um deus e os homens.

A relação entre Wanda Maximoff, vulgo Feiticeira Escarlate e o Visão parece estar evoluindo para outro nível, mas não é segredo que uma vez que ele tem a joia da mente consigo, é um alvo e terá que resistir ao pior que seus inimigos têm a oferecer se quiser ficar com sua amada.

T’Challa, soberano de Wakanda, o Pantera Negra mostra todo o seu desprendimento ao abrir as portas de sua nação para ajudar a combater um mal ao qual a maioria se esconderia. Mas Wakanda mostrou ferocidade na mesma medida em que foi generosa.

Steve Rogers teve seu retorno triunfal, liderando seus pares no momento mais difícil, não importando se tinha ou não apoio de sua nação ou qualquer agência militar sobre a Terra… a única patente que lhe interessa é de Capitão América.

E os Guardiões da Galáxia… sempre no lugar certo na hora errada… com membros tão diferentes, vindos de lugares tão distintos, mas ainda assim unidos pelo sentimento universal que os move… um sentimento que se nutre entre Gamorra e o Senhor das Estrelas que pode ser tanto seu triunfo quanto sua ruína.

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Vingadores: Guerra Infinita é o ponto alto de todo o bom trabalho que a Marvel vem desenvolvendo nos cinemas (com erros e acertos, ok) tornando-se memorável por reunir pela primeira vez na tela grande tantos super-heróis de forma tão concisa e eficiente, consolidando-se como possivelmente o melhor dentro de seu gênero até o momento.

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