Os Invisíveis – Beijos para Quimper

Por Henry Garrit

Resenha do 6º encadernado do Volume 2 de Os Invisíveis: Beijos para Quimper.

Com roteiro de Grant Morrison e arte de Chris Weston, Ivan Reis e Philip Bond.

Se preferir, pode ler antes as resenhas dos números anteriores: A RevoluçãoAbocalipseEntropy in the U.K.Infernos Unidos da América Conte até Zero.

Antes de começar, vamos revisar algumas das coisas que (achamos) que sabemos sobre Os Invisíveis:

  • A realidade como a conhecemos sofre constante manipulação de seres extradimensionais conhecidos como “Arcontes”. Eles alteram espaço e tempo a seu bel-prazer, infestando o mundo com sua insaciável fome de emoções.
  • No decorrer dos anos, algumas pessoas se deram conta de que viviam numa realidade manipulada e começaram a se armar contra os Arcontes. Contando com místicos, lutadores, xamãs, cientistas e paranormais de todo o tipo, essas pessoas se autointitularam de “Invisíveis”, e combatem clandestinamente essa invasão à nossa realidade.
  • Dentro dos Invisíveis, existem muitas camadas de segredos. Ninguém sabe exatamente como o grupo surgiu ou quem especificamente os formou. A equipe conta com diversas células espalhadas pelo mundo, cada uma fazendo sua parte à sua maneira, não necessariamente sabendo da existência das outras. Desde o começo da série, temos acompanhado a célula comandada por King Mob (que atualmente é liderada pela Ragged Robin). Esse grupo mantém em sua formação Jack FrostBoyLord Fanny e Mason Lang, embora eventualmente estabeleça parcerias com outros invisíveis

Por incrível que pareça, esta é uma edição menos complicada que as anteriores, apesar de falar de viagens no tempo, e manipulações extra-dimensionais… ou será que com o decorrer de nossa jornada na trama, fomos adquirindo “imunidade” as sandices do autor? O fato é que o relacionamento dos personagens ganha uma abordagem mais cuidadosa nas histórias desse encadernado, ainda que a improvável existência da guerra deles continue a ser o grande fio condutor da história (ou seria “provável” existência? Se o Invisíveis nos ensinaram algo é a ser muito paranoicos…)

Desde o começo da série, Robin vinha tendo que lidar com diversos conflitos, e aos poucos fomos descobrindo sua história: Ela veio do futuro, mais precisamente do ano de 2012 (a história principal se passa em 1998) e tinha uma missão a cumprir, muito embora o trauma da viagem no tempo seja extremamente desgastante para a mente humana, ela vinha se esforçando para juntar as peças do quebra-cabeças mental e levar adiante seu objetivo. Tudo começou a ficar mais fácil (se é que podemos chamar assim) quando os outros integrantes da equipe ficaram sabendo da condição de viajante temporal da moça, mas as coisas ficaram muito ruins quando a mente dela foi invadida pelo ser conhecido como Quimper, que aos poucos foi contaminando sua psiquê.

Algo muito interessante de se ler foram o versos do Rap do Jim Crow, onde ele sugere que as nações africanas e asiáticas se tornaram superpotências cientificamente avançadas muito antes das Américas, e desbravaram esses continentes, encontrando os “selvagens de pele branca”, escravizando-os. No entanto, com o passar dos séculos, esses brancos teriam descoberto os segredos da máquina do tempo da super avançada supremacia africana/asiática, usando-a em benefício próprio e alterando a história, fazendo as coisas serem do jeito que são agora… muito embora essa “teoria” não seja confirmada na história nem pelo próprio autor do Rap, é algo bem plausível e totalmente aceitável como real na continuidade dos Invisíveis de Grant Morrison…

Em meio a diversos desdobramentos, somos apresentados a conclusão onde o plano de Quimper já era de conhecimento de sua algoz (afinal, ela veio do futuro), mas precisava se deixar atacar para que os eventos necessários se desenrolassem da maneira correta, muito embora ela mesma não esteja ciente dos contra-planos de seus inimigos e talvez esteja ela mesma trabalhando a favor deles… E assim seguimos com mais um capítulo de Invisíveis, onde as respostas fazem jus ao nome da série, e se mostram muito mais complexas do que “bem” e “mal”, “certo” ou “errado”.

Nesse encadernado não tivemos a arte de Phil Jimenez como no anterior, mas ele foi muitíssimo bem representado por Chris Weston e até uma história ilustrada pelo nosso querido artista brasileiro Ivan Reis, ou seja, material de primeira qualidade.

Tivemos ainda a inclusão da história “Somos todos da polícia”, publicada originalmente no especial “Winter ´s Edge 1“, junto a outras HQs curtas de outros títulos da Vertigo dessa época; uma história desnecessária, que em nada acrescenta a trama principal, além de quase que (propositalmente ?) confusa, com texto demais, arte caótica de Philip Bond e ao que parece, feita apenas para constar nesse especial. Nela vemos King Mob no futuro e como algumas coisas (provavelmente) se desenrolarão depois do fim da saga, mas ao mesmo ela mesmo não se leva a sério, sendo que a primeira informação contida é: “Isto não é uma história. Nada é sobre nada. Leia só se quiser“. Ou seja, não é necessariamente ruim, mas… melhor se ater apenas ao cronograma original!

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