Tom Strong – Invasão!

Ele está de volta e mais uma vez o mundo depende dele e de seus amigos para não ser destruído, devorado, escravizado ou transformado em papel machê.

Deve ser terça-feira.

Apesar da afirmação acima soar como um deboche, a verdade é que esse é um dos maiores méritos das histórias de Tom Strong: flertar constantemente com o impossível, o “fim dos tempos eminente” e ainda assim não se tornar repetitivo nem monótono. Mérito, é claro do habilidoso autor que sabe exatamente dosar deboche com uma narrativa muito coesa, inteligente e cativante. Pois é, esse é o nosso velho Alan Moore.

Tesla, a filha de Tom foi raptada por um povo de lava que vive oculto nos subterrâneo da Terra. Junto com sua esposa Dhalua e seus amigos, Tom vai resgatá-la. Lá eles descobrem que existem mais coisas envolvidas nesse sequestro e que talvez seja o momento de Tesla aquecer sua vida amorosa.

Logo o Cavaleiro Estranho chega à Terra com um aviso: Formigas alienígenas gigantes estão vindo, com sua colônia/formigueiro espacial, escravizando mundo após mundo e fazendo deles sua própria fonte de recursos, enquanto os habitantes se tornam trabalhadores sem vontade.

Talvez uma homenagem aos filmes B dos anos 70, (tomem “O Ataque das Formigas Gigantes” de 1977 como exemplo) onde criaturas grotescas eram a atração mais esperada das salas de cinema, o que temos é o melhor exemplo do que poderia ser uma paródia beirando o ridículo (são formigas gigantes né?) se tornando uma aventura espacial de qualidade contada com humor e muita ação.

O sempre competente Chris Sprouse, co-criador da série, se mantém fiel ao estilo dinâmico quase cartunesco que as histórias exigem.

O encadernado fecha com a edição americana de Tom Strong #19, numa história de Moore ilustrada por Howard Chaykin, onde trata a questão do feminismo de forma honesta, abordando todos os ângulos dessa discussão e mostrando que o extremismo seja praticado por quem for, nunca favorece a ninguém.

Uma das mais curiosas histórias desta edição é desenhada por Shawn McManus com roteiro de Leah Moore, narrando um belo e trágico conto sobre soberba e arrogância, onde um dos piores vilões de Tom Strong encontra seu triste fim… Ou não?

A última história nos mostra um divertido (apesar de nada inovador) recurso metalinguístico, onde os personagens são transportados para dentro de uma história em quadrinhos e precisam lidar com quadros de páginas e outros obstáculos bidimensionais para tentar fugir e punir o responsável por aprisiona-los. Roteiro e arte de Alan Moore e Chris Sprouse em mais uma terça-feira comum na vida de Tom Strong…

Se liga no Santuário e não perca nenhuma resenha!

Anteriormente em TOM STRONG:

Vol. 1 – A Origem

Vol. 2 – Terror na Terra Obscura


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