TOM STRONG: COMO SURGIU TOM STONE

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Dessa vez Alan Moore foi longe demais…

Ou pelo menos tão longe quanto se poderia esperar depois de tudo o que foi feito por ele em TOM STRONG. Mais uma vez o mago roteirista surpreende com o arco “Como surgiu Tom Stone”, levando a história pelos caminhos menos óbvios possíveis e extraindo ao máximo as complexas possibilidades que um personagem como Tom oferece. Entendam, seria fácil navegar por mares seguros em se tratando de um desbravador como Strong. Seguros não para ele, obviamente, mas para um roteirista que optasse por escrever suas aventuras de modo linear, o que não seria nenhum demérito, é claro. Alan Moore, entretanto, não conseguiu sua fama à toa e eleva o padrão, criando elaborados enredos envolvendo viagens no tempo e linhas temporais, flertando com a ficção científica, a aventura e o próprio gênero dos super-heróis, esse último, como de praxe nos trabalhos do autor tratado com muito sarcasmo, nem por isso desrespeitoso. Bom, talvez só um pouquinho.

Um evento mínimo pode alterar completamente a realidade, alterando o curso da história e fazendo com que uma nova existência seja formada. Usando essa premissa, Moore nos mostra o que aconteceria se por algum evento diferente do destino, Tom Strong nunca tivesse nascido e em seu lugar surgisse o aventureiro conhecido como Tom Stone. Obviamente trata-se de uma história de realidade alternativa, porém ela é tão rica em detalhes e tão perfeccionista em suas conexões que poderia facilmente ser o contrário… Tom Stone enveredando por uma realidade alternativa onde ele nunca nasceu e em seu lugar surgiu Tom Strong. E quem disse que na verdade não é isso? Bem…

O arco é ilustrado pelo magnífico Jerry Ordway, o que por si só já seria um alento aos olhos, mas acompanhado de uma história tão bem construída, que só pode ser descrita como um imenso deleite para os fãs de quadrinhos.

Esse encadernado também traz dois outros arcos, já sem o roteiro de Moore, mantendo o elevado nível e a qualidade das histórias. Peter Hogan narra ao lado do ilustrador Chris Sprouse (cocriador do personagem) uma nova aventura de Tom e sua família tendo que lidar com uma civilização oculta na Lua, onde se revela um desdobramento do passado de Tom com as mesmas, e em outro momento, vemos o retorno de Greta, antigo amor da vida de Tom que havia sido dada como morta. Junto com ela, um antigo vilão retorna e a dinâmica entre eles e a nova família de Tom será virada do avesso. Tendo plantado essas sementes da discórdia, Peter Hogan claramente deixa um gancho para retomar ao assunto em arcos futuros.

Finalizando a edição, temos a história de Geoff Johns onde conhecemos Wally Willoughby, um fã de Tom Strong que viaja até Millenium City para conhecer seu herói a qualquer custo. Mas Wally possui certas habilidades perigosas ligadas ao seu estado emocional, então, uma decepção com seu ídolo poderia ter consequências desastrosas…

Com arte de John Paul Leon, temos uma boa história onde Johns brinca com a caixa de brinquedos de Moore (ele adora) e entrega um roteiro competente dentro do padrão que a série vem oferecendo. Vamos torcer para que isso se mantenha nas próximas edições…

Se liga no Santuário e não perca nenhuma resenha!

Anteriormente em TOM STRONG:

Vol. 1 – A Origem

Vol. 2 – Terror na Terra Obscura

Vol. 3 – Invasão! 

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